Bitcoin: R$ 482.495,00 Reais e US$ 88.003,31 Dólares.
Dólar comercial: R$ 5,4887
Dólar turismo: R$ 5,7019
Dólar ptax: R$ 5,5024
Euro comercial: R$ 6,448
Euro turismo: R$ 6.7704
Dólar à vista fecha sessão em queda firme e acumula recuo de mais de 11% no ano
O dólar encerrou a terça-feira, última sessão do ano, em queda firme ante o real, após um pregão marcado por ajustes técnicos da moeda em meio à formação da Ptax de fim de mês e à baixa volatilidade às vésperas do feriado de Ano Novo.
A moeda norte-americana à vista fechou o dia em queda de 1,58%, aos R$5,4890, próximo da mínima intradia de R$5,4853 (-1,64%), atingida às 16h38. A cotação máxima de R$5,5645 (-0,22%) foi atingida às 09h01. No ano, o dólar acumulou perda de 11,17%. Na B3, às 17h48, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,26%, a R$5,5030 na venda. O menor volume de negócios abriu margem para movimentos mais expressivos da moeda nesta terça-feira.
"É um ajuste. A alta [de segunda-feira] não se sustentava, era fruto de uma liquidez reduzida que acaba permitindo algumas distorções mais agudas no intradia", disse o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.
Além da baixa liquidez do período, os movimentos do dólar também foram impactados pela formação da Ptax. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, ela serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).
A Ptax fechou a terça-feira a R$5,5018 para compra e a R$5,5024 para a venda, conforme o Banco Central. Olhando para o desempenho do dólar no ano, houve o impacto dos juros no Brasil e do próprio dólar no exterior."O cenário de juros altos aqui naturalmente ajudou o desempenho do real. Não podemos deixar de comentar também que o dólar caiu globalmente", disse Bergallo, da FB Capital.
Para 2026, apesar do cenário externo favorável aos mercados emergentes com a perspectiva de cortes de juros pelo Fed, o fator eleitoral deve ter maior peso sobre o real.
"Nesse início de ano a tendência é de regulação no mercado, com queda do dólar contra o real, mas logo depois disso entra o cenário político e aí a tendência vai ser a fuga de ativos de risco", disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. Às 17h48, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,23%, a 98,236.
O destaque da agenda externa foi a divulgação da ata da última reunião do Fed. O documento mostrou que a autarquia concordou em cortar a taxa básica de juros em sua reunião de dezembro somente depois de um debate com muitas nuances sobre os riscos que a economia norte-americana enfrenta no momento. De acordo com a ata, até mesmo alguns dos que apoiaram o corte de juros reconheceram que "a decisão foi finamente equilibrada ou que eles poderiam ter apoiado a manutenção do intervalo da taxa básica inalterado", dados os diferentes riscos enfrentados pela economia dos EUA.
Ibovespa fecha em alta no último pregão de ano e confirma melhor desempenho desde 2016
O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, no último pregão de 2025, em um ano marcado por recordes na bolsa paulista e com o índice registrando o melhor desempenho anual desde 2016, endossado principalmente por recursos estrangeiros.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,58%, a 161.418,29 pontos, acumulando ganho de 1,47% em dezembro e de 34,20% no ano, de acordo com dados preliminares.
Nesta terça-feira, chegou a 162.075,04 pontos na máxima e marcou 160.491,30 pontos na mínima do dia, em pregão com baixa liquidez, com o volume financeiro somando R$12,5 bilhões antes dos ajustes finais, de uma média diária de R$24,4 bilhões no ano.
Índices S&P 500 e Nasdaq ficam estáveis em negociações fracas de fim de ano e Meta sobe com acordo
Os índices S&P 500 e Nasdaq fecharam praticamente estáveis em negociações voláteis nesta terça-feira, conforme ganhos das ações de serviços de comunicação foram compensados por quedas nos papéis de tecnologia e financeiros, com o setor financeiro também pressionando o índice Dow Jones.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 perdeu 0,14%, para 6.896,26 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,23%, para 23.419,08 pontos. O Dow Jones caiu 0,20%, para 48.367,06 pontos.
As bolsas da Europa fecharam em alta nesta terça-feira
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,75%, a 9.940,71 pontos.
Em Frankfurt, o DAX avançou 0,57%, a 24.490,41 pontos.
Em Paris, o CAC 40 subiu 0,69%, a 8.168,15 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB ganhou 1,14%, a 44.944,54 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 avançou 1,04%, a 17.374,70 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,95%, a 8.263,79 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,85% a 2.765,46 pontos.
As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira
O índice japonês Nikkei caiu 0,37% em Tóquio, a 50.339,48 pontos.
Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi recuou 0,15% em Seul, a 4.214,17 pontos,
Taiex cedeu 0,36% em Taiwan, a 28.707,13 pontos,
Hang Seng avançou 0,86% em Hong Kong, a 25.854,60 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto encerrou o pregão estável, em 3.965,12 pontos, mas o menos abrangente Shenzhen Composto garantiu modesto ganho de 0,20%, a 2.538,69 pontos.
O mercado australiano,acompanhou o viés negativo da região asiática: o S&P/ASX 200 caiu 0,10% em Sydney, a 8.717,10 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, de Bombaim, teve queda de 0,024% a 84.675,08 pontos.
Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires.
