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Dólar tem leve alta após cinco baixas seguidas e com impasse Brasil-EUA em foco
O dólar fechou em leve alta nesta sexta-feira, interrompendo uma sequência de cinco pregões seguidos de perdas, conforme os investidores ajustaram posições vendidas na moeda norte-americana em meio a incertezas sobre o impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos.
O dólar à vista fechou em alta de 0,2%, a R$5,43415. Na semana, a moeda acumulou baixa de 2%, Às 17h20, na B3 (BVMF:B3SA3), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,34%, a R$5,467 na venda.O real oscilou em uma faixa bastante estreita durante a maior parte do dia, ganhando tração somente na última hora de negociação, quando o dólar passou a pressionar a moeda brasileira de forma mais significativa.
As perdas da divisa do Brasil ocorreram ao fim de uma semana positiva, com três sessões de altas acentuadas frente ao dólar, conforme investidores mostraram maior alívio diante das tentativas do governo brasileiro de negociar com Washington a tarifa de 50% imposta pelo presidente Donald Trump.As expectativas estão em torno de conversa na próxima semana entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e do anúncio de um plano de contingência para ajudar empresas brasileiras atingidas pela tarifa de Trump.
As apostas crescentes de que o Federal Reserve deve cortar a taxa de juros a partir de setembro também têm favorecido o real, além de outras moedas emergentes, principalmente por conta do elevado diferencial de juros entre Brasil e EUA, com a taxa Selic agora em 15%."Mercado está em um ponto de muita dúvida e os investidores estão reticentes em vender o real por conta do ’carry trade’. Ainda estão com apetite por risco e dispostos a fazer o dinheiro trabalhar, com o Brasil sendo um atrativo", disse João Piccioni, CIO da Empiricus Asset.
Na cotação máxima do dia, o dólar atingiu R$5,44261 (+0,35%), já na última hora de negociação. A mínima do pregão, a R$5,4152 (-0,35%), foi atingida às 10h37.No cenário externo, os agentes financeiros também acompanham a perspectiva para a guerra entre Ucrânia e Rússia, à medida que Trump e sua equipe trabalham ativamente para tentar alcançar uma resolução ao conflito.Autoridades russas e norte-americanas já indicaram que pode haver um encontro entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, na próxima semana, o que seria um ponto de atenção relevante para os mercados globais.
O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,32%, a 98,287.Pela manhã, o Banco Central vendeu 35.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1º de setembro de 2025.
Ibovespa fecha em queda pressionado por Petrobras
O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, após quatro altas seguidas, com Petrobras recuando forte após resultado trimestral e dividendos aquém de previsões do mercado, enquanto Braskem figurou na ponta positiva em meio a expectativas envolvendo venda de ativos na petroquímica.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,45%, a 135.913,25 pontos, tendo marcado 135.658,71 pontos na mínima e 136.761,09 pontos na máxima do dia, em dia de noticiário corporativo intenso. O volume financeiro somou R$25,37 bilhões. Na semana, o Ibovespa ainda acumulou um ganho de 2,62%.
Além de Petrobras, uma bateria de balanços -- divulgados principalmente após o fechamento do mercado na quinta-feira -- e teleconferências sobre os resultados ocupou as atenções e fez preço nas ações nesta sexta-feira.
Nasdaq marca pico de fechamento com alta de ações de tecnologia e otimismo com corte de juros
As ações dos Estados Unidos fecharam em alta nesta sexta-feira e o índice de tecnologia Nasdaq atingiu um pico de fechamento pelo segundo dia consecutivo, com as ações relacionadas à tecnologia, incluindo a Apple (NASDAQ:AAPL), ganhando em meio ao otimismo sobre as expectativas de cortes de juros este ano.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,78%, para 6.389,75 pontos. O Nasdaq avançou 0,98%, para 21.451,42 pontos. O Dow Jones subiu 0,50%, para 44.188,33 pontos.
As bolsas da Europa fecharam na maioria em alta
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,19%, a 547,08 pontos. Em Londres, o FTSE MIB caiu 0,06%, a 9.095,73 pontos. Em Frankfurt, o DAX ficou estável, a 24.193,34 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,44%, a 7.743,00 pontos. Em Madri, onde o Ibex35 teve a maior alta dentre os principais índices, subindo 1,02%, a 14.841,40 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,53%, a 41.623,86 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 avançou 0,23%, a 7.780,27 pontos. Na Rússia, o Índice MOEX Russia Index, de Moscou, teve alta de 1,57% a 2.921,65 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa
O índice Nikkei subiu 1,85% em Tóquio, a 41.820,48 pontos, Em outras partes da Ásia, o Hang Seng caiu 0,89% em Hong Kong, a 24.858,82 pontos, e o sul-coreano Kospi recuou 0,55% em Seul, a 3.210,01 pontos, enquanto o Taiex ficou perto da estabilidade em Taiwan, com alta marginal de 0,07%, a 24.021,26 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve baixa de 0,12%, a 3.635,13 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,20%, a 2.220,15 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana ficou no vermelho pelo segundo pregão consecutivo, com queda de 0,28% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.807,10 pontos. Na Índia, o Índice S&P BSE Sensex, de Bombaim, teve queda de 0,95% a 79.857,79 pontos.
Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires.
