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Dólar fecha em alta
Após oscilar abaixo dos R$5,50 reagindo à alta da Selic, o dólar virou para o positivo e fechou em alta ante o real nesta sexta-feira pós-feriado, em meio às preocupações com os desdobramentos do conflito entre Israel e Irã no Oriente Médio.
Em uma sessão de liquidez reduzida, o dólar à vista fechou em alta de 0,47%, aos R$5,5270. Na semana, porém, a moeda acumulou baixa de 0,26% e, no ano, recuo de 10,55%.
Às 17h07, na B3 (BVMF:B3SA3), o dólar para julho -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,71%, aos R$5,5335.
Na noite de quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic em 25 pontos-base, de 14,75% para 15,00%, surpreendendo boa parte do mercado.
Além disso, o BC transmitiu uma mensagem hawk (dura) sobre o cenário, ao indicar que tende a manter a Selic em 15,00% no encontro de julho “para examinar os impactos já acumulados do ajuste já realizado”, como registrou seu comunicado, mas deixando a porta aberta para uma retomada do ciclo de altas de juros depois disso, se necessário.
A decisão do Copom aumentou o diferencial de juros do Brasil em relação ao exterior, o que em tese é um fator de atração de investimentos para o país. Em reação, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$5,4771 (-0,44%) às 10h24, em um momento em que o mercado de DIs também passava por ajustes intensos. No início da tarde, porém, o dólar já oscilava com leves ganhos ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, em meio ao noticiário sobre o conflito no Oriente Médio.
“O dólar realmente ameaçou uma queda, em função do Copom, mas há outras coisas que podem influenciar o dólar e que ainda estão para acontecer, como uma eventual atuação dos EUA na guerra do Irã”, comentou Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, ao justificar a virada da moeda norte-americana para o positivo. “Apesar do cenário de desvalorização do dólar com o Copom, há a aversão ao risco ligada à guerra, que traz o dólar marginalmente para cima ante o real”, acrescentou. Na máxima do dia, o dólar à vista atingiu a cotação de R$5,5287 (+0,50%), para depois fechar próximo deste nível.
Israel e Irã continuaram trocando ataques nesta sexta-feira, uma semana após a ofensiva israelense contra os iranianos, mas os mercados reagiram positivamente depois que a Casa Branca disse que Trump decidirá nas próximas duas semanas se os EUA vão intervir ao lado de Israel. Apesar do alívio pontual, ao longo do dia o dólar manteve ganhos ante boa parte das demais divisas, incluindo o real. Às 17h18, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,13%, a 98,799.
Ibovespa fecha em queda
O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, perdendo os 137 mil pontos na mínima, pressionado particularmente pelo declínio da Vale, mas também pelo recuo de ações sensíveis a juros após o Banco Central elevar a Selic ao maior nível em quase 20 anos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,15%, a 137.115,83 pontos, chegando a 136.814,52 pontos no pior momento e marcando 138.719,09 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somou R$30,75 bilhões, com a volta do feriado de Corpus Christi também marcada por vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista. No acumulado da semana, o Ibovespa registrou uma variação negativa de 0,07%.
S&P 500 e Nasdaq fecham em baixa
Os índices S&P 500 e Nasdaq fecharam em baixa nesta sexta-feira, com os investidores nervosos perto do fim de semana com o conflito Irã-Israel, enquanto os EUA consideram se devem ou não se envolver.
O Dow Jones subiu 0,08%, para 42.206,82, enquanto o S&P 500 cedeu 0,22%, para 5.967,84, e o Nasdaq teve baixa de 0,51%, aos 19.447,41. Na semana, o Dow Jones teve pouca alteração, o S&P 500 caiu 0,2% e o Nasdaq subiu 0,2%.
As negociações nesta sexta-feira foram instáveis durante boa parte da sessão. O Irã disse que não discutiria o futuro de seu programa nuclear enquanto estivesse sob ataque de Israel. Já a Europa tentava persuadir Teerã a voltar às negociações. A Casa Branca disse na quinta-feira que o presidente Donald Trump decidirá nas próximas duas semanas se os EUA se envolverão na guerra aérea entre Israel e Irã, aumentando a pressão para que Teerã negocie.
"Os investidores estão um pouco nervosos em comprar ações diante dessa situação e, mais especificamente, diante deste fim de semana", disse Rick Meckler, sócio da Cherry Lane Investments em New Vernon, Nova Jersey. Os ataques de Israel visam suprimir a capacidade de Teerã de construir armas nucleares. Uma semana após o início da campanha, Israel afirmou ter atingido dezenas de alvos militares.
Ações relacionadas à tecnologia, incluindo Nvidia (NASDAQ:NVDA), estavam entre as maiores baixas no S&P 500 e no Nasdaq. O volume de sexta-feira foi superior à média recente. O dia marcou um evento de "triple-witching", que é o vencimento simultâneo de opções de ações, futuros de índices de ações e opções de índices de ações, que ocorre uma vez a cada trimestre.
O volume das bolsas dos EUA foi de 20,91 bilhões de ações, em comparação com a média de 18,06 bilhões da sessão completa nos últimos 20 dias de negociação.
As bolsas da Europa fecharam na maioria em alta
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta 0,13%, a 536,53 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 1,27%, a 23.350,55 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,74%, a 39.231,35 pontos. Em Madri, o Ibex35 teve alta de 0,77%, a 13.850,30 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,71%, a 7.444,96 pontos.
Londres, onde o FTSE 100 caiu 0,20%, a 8.774,65 pontos, em Paris, onde o CAC 40 subiu 0,48%, a 7.589,66 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única
Liderando ganhos na Ásia, o índice sul-coreano Kospi subiu 1,48% em Seul, a 3.021,84 pontos, enquanto o Hang Seng avançou 1,26% em Hong Kong, a 23.530,48 pontos, e o Taiex registrou modesta alta de 0,19% em Taiwan, a 22.045,74 pontos.
Os mercados do Japão e da China, por outro lado, ficaram no vermelho. O Nikkei caiu 0,22% em Tóquio, a 38.403,23 pontos. Principal índice chinês, Xangai Composto teve perda marginal de 0,07%, a 3.359,90 pontos, e o Shenzhen Composto recuou 0,60%, a 1.969,04 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana acumulou perdas pelo quarto pregão consecutivo hoje: o S&P/ASX 200 caiu 0,21% em Sydney, a 8.505,50 pontos.
Na Índia, o Índice S&P BSE Sensex, de Bombaim, teve alta de 1,29% a 82.408,17 pontos.
Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires.
