image

image
Obrigado pela visita! volte sempre..

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 18/02

Bitcoin: R$ 541.456,33 Reais e US$ 95.122,13 Dólares.

Dólar comercial - R$ 5,6887
Dólar turismo - R$ 5,9184
Dólar ptax - R$ 5,6979
Euro comercial - R$ 5,941
Euro turismo - R$ 6.2379

Dólar volta a cair ante real e atinge menor cotação de 2025

Numa sessão de agenda esvaziada no Brasil, o dólar voltou a ceder ante o real nesta terça-feira e fechou no menor valor do ano, novamente abaixo dos R$5,70, após leilão de venda de moeda com compromisso de recompra promovido pelo Banco Central, enquanto investidores monitoravam as negociações no exterior para o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,42%, aos R$5,6887 -- menor cotação de fechamento desde 7 de novembro de 2024, quando encerrou em R$5,6759. Em 2025 a moeda norte-americana acumula queda de 7,93%. Às 17h06 na B3 (BVMF:B3SA3) o dólar para março -- atualmente o mais líquido -- cedia 0,45%, aos R$5,6980.

No exterior as atenções estiveram voltadas às conversas entre Estados Unidos e Rússia em Riad, na Arábia Saudita, com o objetivo de colocar fim à guerra na Ucrânia. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, disse que nenhum acordo de paz pode ser feito pelas costas de seu país e adiou para 10 de março a visita à Arábia Saudita, antes planejada para quarta-feira.

Já a Rússia endureceu as demandas para um acordo de paz, exigindo que a Otan negue uma promessa feita numa cúpula em Bucareste, em 2008, de que a Ucrânia se juntaria à organização no futuro. Em meio às tensões geopolíticas, o dólar se manteve em alta ante boa parte das demais divisas e, no Brasil, marcou a cotação máxima do dia de R$5,7259 (+0,23%) no mercado à vista às 11h07.

O leilão de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) realizado pelo Banco Central pela manhã, no entanto, ajudou a tirar pressão no mercado brasileiro, na visão de alguns profissionais. O BC vendeu US$3 bilhões pela cotação da taxa Ptax das 10h, de R$5,7046. A operação foi feita para rolagem de vencimentos programados para 6 de março. A recompra pelo BC será feita em 2 de outubro de 2025.

“O DXY (dólar index) está em leve alta, então estamos um pouco na contramão do exterior”, comentou no início da tarde Nicolas Gomes, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. “Muito disso se dá por conta do leilão de dólares do BC. Depois disso vimos uma queda da moeda, e estamos com a agenda bastante esvaziada”, acrescentou. Às 12h18, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,6755 (-0,65%).

Com a agenda do dia sem grandes catalisadores, o dólar não teve força para buscar níveis mais baixos.
Na visão de Gomes, um dólar próximo dos R$5,60 ou R$5,70 está mais de acordo com os fundamentos atuais, após os picos vistos no fim de 2024. “Não vejo nenhuma queda no curto prazo mais acentuada. Não temos indicador que corrobore isso”, avaliou.Pela manhã, o Tesouro Nacional anunciou a emissão de títulos em dólares no mercado internacional, com prazo de 10 anos, vencendo em 2035.

“O objetivo da operação é dar continuidade à estratégia do Tesouro Nacional de promover a liquidez da curva de juros soberana em dólar no mercado externo, provendo referência para o setor corporativo, e antecipar financiamento de vencimentos em moeda estrangeira”, informou o Tesouro em comunicado. Já o BC, além do leilão de linha, vendeu 15.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1º de abril de 2025. Às 17h12, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,30%, a 107,040.

Os índices de ações da Europa fecharam em alta

Em Londres, o índice FTSE 100 reduziu a alta para estabilidade no final do pregão (-0,01%) , a 8.766,73 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,29%, a 22.863,25 pontos e cravou novo recorde. O CAC 40, de Paris, fechou em 8.206,56 pontos, com ganho de 0,21%. Em Madri, o Ibex 35 se manteve acima dos 13.000 pontos conquistados na véspera depois de 17 anos e subiu 0,98%, a 13.143,9 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 registrou alta de 0,97%, a 6.687,69 pontos. Em Milão o FTSE MIB subiu 0,59%, a 38.554,15 pontos.

Ibovespa fecha em queda com realização de lucros

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, reflexo de realização de lucros, após voltar a superar os 129 mil pontos no melhor momento da sessão, encerrando uma sequência de três altas, quando renovou máximas no ano.

As ações do GPA (BVMF:PCAR3) ocuparam a ponta negativa antes da divulgação do balanço e com "downgrade" do JPMorgan (NYSE:JPM), sendo acompanhadas de perto pelos papéis do Assaí (BVMF:ASAI3), enquanto BB Seguridade (BVMF:BBSE3) capitaneou as altas após balanço, previsões para 2025 e anúncio de dividendos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,89%, para 128.315,03 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 129.293,71 pontos na máxima e 128.012,49 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somava 20 bilhões de reais antes dos ajustes finais. Mesmo com tal desempenho, o Ibovespa acumula em fevereiro um ganho de 1,7% até agora e sobe 6,87% em 2025.

S&P 500 atinge pico recorde de fechamento

Wall Street fechou com variação positiva uma sessão instável nesta terça-feira, enquanto o índice S&P 500 atingiu um recorde de fechamento em uma semana encurtada por feriado nos Estados Unidos, com a temporada de balanços corporativos chegando ao fim em meio a expectativas com a ata do Federal Reserve e incertezas geopolíticas.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,25%, para 6.129,49 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq registrou variação positiva de 0,07%, para 20.040,92 pontos. O Dow Jones registrou variação positiva de 0,02%, para 44.556,34 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta

O índice Hang Seng avançou 1,59% em Hong Kong, a 22.976,81 pontos, Em outras partes da Ásia, o Nikkei subiu 0,25% em Tóquio, a 39.270,40 pontos, o sul-coreano Kospi teve alta de 0,63% em Seul, a 2.626,81 pontos, o Taiex avançou 0,68% em Taiwan, a 23.666,11 pontos.

Na China continental, O Xangai Composto recuou 0,93%, a 3.324,49 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda mais expressiva, de 2,02%, a 2.007,34 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana caiu O S&P/ASX 200 cedeu 0,66% em Sydney, a 8.481,00, pontos. Na Índia, o Índice S&P BSE Sensex, de Bombaim, teve queda de 0,039% a 75.967,39 pontos.

Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires.

.