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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 13/02

Bitcoin: R$ 554.584,92 Reais e US$ 96.320,44 Dólares.

Dólar comercial - R$ 5,7684
Dólar turismo - R$ 6,0023
Dólar ptax - R$ 5,7788
Euro comercial - R$ 6,0255
Euro turismo - R$ 6.3207

Dólar fica estável no Brasil com inflação ao produtor nos EUA

Após oscilar acima dos R$5,80, o dólar perdeu força e fechou a quinta-feira praticamente estável ante o real, em um dia de queda das cotações para a moeda norte-americana no exterior na esteira da divulgação de dados sobre a inflação ao produtor dos EUA.

A expectativa em torno da adoção de mais tarifas de importação pelos EUA -- algo confirmado durante a tarde -- também trouxe volatilidade aos negócios com moedas. O dólar à vista fechou em leve alta de 0,10%, aos R$5,7679. Em 2025 a moeda norte-americana acumula queda de 6,65%. Às 17h28 na B3 (BVMF:B3SA3) o dólar para março -- atualmente o mais líquido -- cedia 0,06%, aos R$5,7815.

Pela manhã o dólar ensaiou uma recuperação ante o real, após os recuos mais recentes. A moeda chegou a renovar máximas já depois da divulgação do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA, mas posteriormente a abertura do indicador deu motivos para o enfraquecimento dos rendimentos dos Treasuries e, em paralelo, do dólar.

O PPI subiu 0,4% em janeiro, após avanço revisado para cima de 0,5% em dezembro e acima da alta de 0,3% projetada por economistas de pesquisa da Reuters. Apesar da elevação acima do esperado, chamaram a atenção no PPI elementos benignos que entram no cálculo do núcleo do índice PCE -- bastante acompanhado pelo Fed. Entre eles os custos de consultórios médicos e hospitais, que ficaram praticamente estáveis, e os preços de administração de portfólio, que subiram apenas 0,4%.

A abertura do PPI sugeriu que o Federal Reserve pode ter espaço para mais cortes de juros, o que pesou sobre o dólar em todo o mundo. No Brasil, após marcar a máxima de R$5,8002 (+0,66%) às 11h04, o dólar à vista perdeu força e se reaproximou da estabilidade. Profissionais ouvidos pela Reuters atribuíram a perda de força global do dólar também a notícias de que o presidente dos EUA, Donald Trump, poderia adiar o anúncio de tarifas recíprocas sobre produtos importados de outros países.

Durante a tarde, Trump assinou decreto sobre a adoção das tarifas, mas a cobrança efetiva ficou para adiante. Uma autoridade da Casa Branca esclareceu que as tarifas não entrarão em vigor nesta quinta-feira, mas podem começar a ser impostas em semanas. O governo norte-americano vai analisar a situação país a país. De acordo com Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, o dólar no Brasil também tem sido influenciado por fatores técnicos: sempre que a cotação ultrapassa os R$5,80 surgem vendedores de moeda no mercado, o que coloca os preços para baixo -- como ocorreu nesta quinta-feira. Quando a cotação cai um pouco mais, surgem compradores.

“No atual momento, um dólar entre R$5,75 e R$5,85 parece estar dentro do que o mercado tem enxergado do atual cenário. Isso não quer dizer que vai ficar assim para sempre”, disse Izac, pontuando que além das tarifas no exterior os investidores seguem atentos às questões fiscais e à inflação no Brasil.

Pela manhã o Banco Central vendeu, em sua operação diária, 15.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 5 de março de 2025. Às 17h26, já após a ação de Trump em relação às tarifas recíprocas, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,73%, a 107,120.

Ibovespa fecha em alta

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, com as ações da Totvs (BVMF:TOTS3) entre os destaques positivos após o resultado do quarto trimestre agradar, enquanto o setor de proteínas figurou na ponta negativa.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,34%, a 124.797,02 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 124.815,23 pontos na máxima e 123.777,69 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somava 16,3 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

Wall Street fecha em alta após Trump apresentar plano de tarifas

O índice S&P 500 encerrou em alta nesta quinta-feira, impulsionado por ganhos da Nvidia, Apple e Tesla, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou  um roteiro para a cobrança de tarifas recíprocas sobre parceiros comerciais do país.

Uma autoridade da Casa Branca disse que as tarifas devem corresponder às taxas de importação mais altas cobradas por outros países e podem ser impostas dentro de semanas.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 1,04%, para 6.115,08 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 1,50%, para 19.945,64 pontos. O Dow Jones subiu 0,77%, para 44.714,84 pontos.

A maioria das bolsas europeias fechou no azul nesta quinta-feira

Em Londres, o índice FTSE 100 recuou 0,49%, a 8.764,72 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 2,09%, a 22.611,29 pontos. O CAC 40, de Paris, fechou em 8.164,11 pontos, com ganho de 1,52%. Em Madri, o Ibex 35 ganhou 0,18%, a 12.933,00 pontos.

Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,89%, a 6.585,88 pontos. Em Milão o FTSE MIB marcou alta de 1%, a 37.908,05 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira

O índice japonês Nikkei subiu 1,28% em Tóquio, a 39.461,47 pontos, o sul-coreano Kospi avançou 1,36% em Seul, a 2.583,17 pontos, e o Taiex registrou alta de 0,47% em Taiwan, a 23.399,41 pontos.

Na China continental e em Hong Kong, o Xangai Composto recuou 0,42%, a 3.332,48 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda de 0,77%, a 2.018,24 pontos. Já o Hang Seng cedeu 0,20% em Hong Kong, a 21.814,37 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana, com ganho marginal de 0,06% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.540,00 pontos. Na Índia, o Índice S&P BSE Sensex, de Bombaim, teve queda de 0,042% a 76.138,97 pontos.

Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires.

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