As bolsas da Europa fecharam no campo negativo nesta quarta-feira (19), depois do início misto, sob os temores de que novos segmentos industriais passem a ser taxados em 25% pelo presidente americano Donald Trump, como automóveis, produtos farmacêuticos e semicondutores. Alguns balanços também contribuíram para a queda dos índices de ações.
O índice pan-europeu STOXX 600 teve sua maior queda diária desde o início do ano nesta quarta-feira, com o aumento das expectativas de uma guerra comercial entre países após as últimas ameaças tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump.
O STOXX 600 fechou em queda de 0,91%, a 552,10 pontos.
Em Londres, o índice FTSE 100 recuou 0,62%, a 8.712,53 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,79%, a 22.435,17 pontos. O CAC 40, de Paris, fechou em 8.110,54 pontos, com queda de 1,17%. Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,71%, a 12.919,1 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 registrou baixa de 0,19%, a 6.674,71 pontos. Em Milão, o FTSE MIB marcou queda de 0,53%, a 38.348,16 pontos. As cotações são preliminares.
No lado corporativo, a Glencore marcou tombo de 7,54%. A mineradora anglo-suíça sofreu um prejuízo bilionário no ano passado e divulgou Ebitda ajustado e receita aquém das expectativas. O banco HSBC (+0,11%) divulgou lucro maior do que se previa no último trimestre do ano passado.
BP avançou 0,40% após notícia de que a petrolífera britânica está considerando vender sua unidade de lubrificantes, a Castrol, em um acordo que pode chegar a US$ 10 bilhões. Carrefour e Rio Tinto estão entre as companhias que divulgam balanço após o fechamento.
No lado macroeconômico, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) do Reino Unido acelerou para 3% em janeiro, um pouco acima da projeção de analistas e atingindo o maior patamar desde março de 2024. A tendência da inflação ainda é para baixo, mantendo o Banco da Inglaterra (BoE) na trajetória para cortar juros quatro vezes este ano, segundo o economista para mercados desenvolvidos do ING, James Smith.
Fontes: Dow Jones Newswires.
