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Dólar cai pela 9ª sessão consecutiva
Após chegar a subir mais de 1% no início do dia, o dólar perdeu força e fechou em baixa nesta quinta-feira, pela nona sessão consecutiva, em um dia positivo para os ativos brasileiros em geral após a decisão sobre juros do Banco Central na véspera.
O recuo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior também justificou a perda de força das cotações no Brasil ao longo da sessão.O dólar à vista fechou em baixa de 0,26%, aos 5,8532 reais, a menor cotação desde 26 de novembro do ano passado, quando encerrou em 5,8096 reais. Apesar do movimento contido em algumas sessões, desde 17 de janeiro o dólar não fecha um dia em alta.Em janeiro a divisa acumula queda de 5,27%.Às 17h29 na B3 (BVMF:B3SA3) o dólar para fevereiro -- atualmente o mais líquido -- subia 0,02%, aos 5,8565 reais.
Na noite de quarta-feira o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic em 100 pontos-base, para 13,25%, como era largamente precificado, e manteve no comunicado a previsão de nova alta na mesma magnitude em março, sem se comprometer para a reunião seguinte, em maio.O fato de o BC não indicar outra alta de 100 pontos-base em maio levou parte do mercado a avaliar que o comunicado foi dovish (brando) em relação ao controle da inflação, o que disparou a redução de prêmios na curva de DIs (Depósitos Interfinanceiros) nesta quinta-feira.
No mercado de câmbio, a cotação do dólar ganhou impulso no início da sessão, com a avaliação de que uma Selic não tão elevada torna o Brasil não tão atrativo a investimentos estrangeiros. O fato de o Federal Reserve ter decidido, também na véspera, manter os juros dos Estados Unidos estáveis, sem indicar um horizonte para cortes adicionais na taxa, era outro fator a pesar contra o real. Às 9h15, pouco depois da abertura, o dólar à vista atingiu a máxima de 5,9339 reais (+1,12%).
Depois deste pico, no entanto, o dólar foi gradativamente perdendo força ante o real, em sintonia com a baixa forte das taxas dos DIs e com a disparada de quase 3% do Ibovespa, em um dia positivo para os ativos brasileiros de modo geral.
O recuo dos rendimentos dos Treasuries no exterior, após o Banco Central Europeu (BCE) cortar juros, e a queda do dólar ante boa parte das demais divisas também impactavam as cotações no Brasil.
Para completar o quadro, agentes do mercado receberam de forma positiva as declarações do presidente Luiz Inácio Lula a jornalistas, em Brasília. Lula disse que o titular da Fazenda, Fernando Haddad, é um “ministro extraordinário”, rebatendo críticas feitas na véspera ao ministro pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab.Lula afirmou ainda que a decisão de reajustar o diesel é da Petrobras (BVMF:PETR4) e que a estatal não precisa avisá-lo sobre isso. Em outro momento, mantendo-se dentro da “cartilha” do mercado, Lula disse que tem consciência de que o novo presidente do BC, Gabriel Galípolo, não pode dar um “cavalo de pau” nos juros.
Neste cenário, o dólar à vista perdeu força até a cotação mínima de 5,8519 reais (-0,28%), registrada às 16h57, pouco antes do fechamento.Na sexta-feira, último dia útil do mês, a volatilidade tende a se ampliar no período da manhã. Isso porque ocorrerá a formação da Ptax de fim de mês.Calculada pelo BC com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).
Como a moeda norte-americana recuou mais de 5% em janeiro até o momento, os vendidos estão em vantagem na disputa pela Ptax.Na manhã desta quinta-feira o Banco Central vendeu, em sua operação diária, 15.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 5 de março de 2025.Às 17h25, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,12%, a 107,770.
Ibovespa dispara com expectativa sobre próximos passos do BC
O Ibovespa fechou em forte alta nesta quinta-feira, renovando máximas desde meados de dezembro, acima dos 127 mil pontos no melhor momento, com agentes especulando sobre a chance de o Banco Central encerrar o ciclo de altas na Selic mais cedo.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 2,82%, a 126.912,78 pontos, maior ganho percentual em um dia desde maio de 2023, após marcar 127.168,83 pontos na máxima e 123.431,63 pontos na mínima do dia.O volume financeiro somou 25,5 bilhões de reais.
Com tal desempenho, o Ibovespa agora acumula uma valorização de 5,51% em janeiro, que deve encerrar uma sequência de quatro perdas mensais. Desde a mínima intradia deste ano, apurada em 14 de janeiro, de 118.222,64 pontos, a alta alcança 7,35%.
Índices de ações sobem nos EUA
As ações dos Estados Unidos fecharam em alta nesta quinta-feira em uma sessão volátil, com investidores digerindo um conjunto de balanços corporativos importantes, com comentários positivos da Tesla (NASDAQ:TSLA) ajudando a compensar uma previsão decepcionante da Microsoft (NASDAQ:MSFT).
Os índices perderam terreno brevemente, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os EUA imporão uma tarifa de 25% sobre as importações do México e do Canadá, dois dos principais parceiros comerciais do país.
Trump afirmou que provavelmente decidirá até o final do dia se colocará uma tarifa de 25% sobre as importações de petróleo mexicano e canadense, que entraria em vigor em 1º de fevereiro.Preocupações com as possíveis tarifas de Trump e seu impacto sobre a economia e a inflação dos EUA mantiveram investidores nervosos.
"Até entendermos quais políticas tarifárias e quais políticas fiscais entrarão em ação, será muito difícil para o mercado encontrar uma trajetória sustentável", disse Oliver Pursche, vice-presidente sênior e consultor da Wealthspire Advisors.
"Provavelmente, veremos um aumento da volatilidade, mas ela será limitada", disse.
Todos os setores do S&P 500 subiram nesta quinta-feira, exceto o de tecnologia, com o de serviços de comunicação e o financeiro registrando picos recordes de fechamento.As ações da Tesla ganharam 2,9% e estiveram entre os maiores impulsos para o S&P 500. O presidente-executivo Elon Musk prometeu lançar os tão esperados modelos mais baratos no primeiro semestre de 2025 e começar a testar um serviço de transporte autônomo em junho. Os comentários ofuscaram seus resultados trimestrais, que ficaram abaixo das expectativas.
As ações da Microsoft caíram 6,2% depois que a empresa previu um crescimento decepcionante em seu setor de computação em nuvem. O Dow Jones subiu 0,38%, para 44.882,13 pontos. O S&P 500 ganhou 0,53%, para 6.071,17 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,25%, para 19.681,75 pontos.
As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quinta-feira
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,89%, a 538,99 pontos.
Frankfurt, Na cidade, o DAX subiu 0,43%, a 21.730,58 pontos.
Já em Londres, o FTSE 100 avançou 1,04%, a 8.646,88 pontos.
Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,88%, a 7.941,64 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,16%, a 36.429,72 pontos.
Em Madri, o Ibex35 avançou 1,09%, a 12.420,70 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,07%, a 6.534,94 pontos.
Ásia/Pacífico: Bolsas de Tóquio e Sydney fecham em alta, ignorando perdas em NY
O índice japonês Nikkei subiu 0,25% em Tóquio, a 39.513,97 pontos.
Em outras partes da Ásia, as bolsas da China continental, de Hong Kong, de Taiwan e da Coreia do Sul não operaram hoje em função de feriados.
Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul pelo segundo dia consecutivo, com ganho de 0,55% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.493,70 pontos.
Na Índia, o Índice S&P BSE Sensex, de Bombaim, teve alta de 0,30% a 76.759,81 pontos.
Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires.
