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quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 23/01

Bitcoin: R$ 625.613,69 Reais e US$ 103.027,90 Dólares.

Dólar comercial - R$ 5,9255
Dólar turismo - R$ 6,1360
Dólar ptax - R$ 5,9399
Euro comercial - R$ 6,175
Euro turismo - R$ 6.4833

Dólar volta a cair com mercado retirando prêmios de risco
O mercado de câmbio brasileiro deu continuidade nesta quinta-feira ao movimento recente de retirada de prêmios de risco das cotações, o que fez o dólar fechar em queda e se reaproximar dos 5,90 reais, ajudado ainda pela perda de força da moeda norte-americana no exterior.

O dólar à vista fechou em queda de 0,35%, aos 5,9255 reais -- a menor cotação desde 27 de novembro do ano passado, quando encerrou em 5,9141 reais. Em janeiro, o dólar acumula baixa de 4,10%. Às 17h09, o dólar para fevereiro na B3 (BVMF:B3SA3) -- atualmente o mais líquido -- caía 0,29%, aos 5,9350 reais.

Após ter encerrado a quarta-feira abaixo dos 6,00 reais pela primeira vez em 2025, o dólar ensaiou uma recuperação no início desta quinta-feira, em meio à incerteza nos mercados globais sobre as tarifas de importação a serem adotadas pelos EUA no novo governo de Donald Trump.

Na máxima da sessão, às 9h54, o dólar à vista foi cotado a 5,9716 reais (+0,43%). Mas ao longo da manhã o dólar foi perdendo força ante o real, com parte dos investidores dando continuidade à retirada de prêmios de risco vista na véspera.

“O que tem acontecido mais recentemente é um pouco de alívio dos prêmios que vêm desde a eleição (de Trump), principalmente por conta da questão de tarifas”, comentou durante a tarde o economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima.

“Trump sugere que vai fazer mudanças, mas ainda não explicitou. A gente sabe que vai ter (mais tarifas), a questão é saber o quanto e quando”, acrescentou.

No início da tarde, comentários de Trump em evento do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, contribuíram para suavizar as taxas de juros no mercado norte-americano de títulos e fizeram o dólar perder força ante outras divisas, incluindo o real.
Trump afirmou que as empresas globais devem fabricar produtos nos EUA, caso queiram evitar tarifas, mas não anunciou medidas concretas ou fez novas ameaças específicas. Na prática, o discurso manteve a avaliação de que, por enquanto, nada muda em matéria de tarifas.

Operador ouvido pela Reuters pontuou que, sem medidas tarifárias concretas, o mercado, que estava pronto para comprar moeda com o discurso de Trump, demonstrou certo alívio com o discurso considerado “ameno”.
Em reação, a moeda norte-americana perdeu força ante várias divisas no exterior e o dólar chegou a oscilar abaixo dos 5,90 reais no Brasil. Às 14h50, já após a fala de Trump, o dólar à vista atingiu a mínima de 5,8736 reais (-1,22%).

No mercado, uma avaliação recorrente é a de que o dólar terá dificuldades para atingir cotações ainda mais baixas ante o real, de forma sustentável, em função da questão tarifária nos EUA e da desconfiança em relação à política fiscal do governo Lula. Sobre o Brasil, profissionais têm lembrado que o recesso parlamentar termina em fevereiro e que o equilíbrio fiscal segue como o principal desafio.

No exterior, às 17h15, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,24%, a 108,010. Pela manhã o Banco Central vendeu, em sua operação diária, 15.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 5 de março de 2025.

Ibovespa recua com pressão de Vale e Petrobras
O Ibovespa encerrou em queda nesta quinta-feira, pressionado pela queda das ações das blue chips Vale e Petrobras, enquanto Banco do Brasil foi destaque positivo.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com declínio de 0,38%, a 122.507,34 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 122.159,03 pontos na mínima e 123.958,44 pontos na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somava 17,1 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

S&P 500 atinge recorde de fechamento com falas de Trump
O índice de referência S&P 500 subiu nesta quinta-feira e registrou um fechamento recorde, com investidores avaliando um conjunto misto de balanços corporativos e digerindo comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluindo um pedido de cortes nos juros e nos preços do petróleo.

No Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Trump exigiu que a Opep baixe os preços do petróleo e que os bancos centrais globais reduzam as taxas de juros, ao mesmo tempo em que alertou líderes empresariais mundiais de que enfrentarão tarifas para produtos fabricados fora dos EUA.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,53%, para 6.118,44 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,21%, para 20.051,67 pontos. O Dow Jones subiu 0,91%, para 44.557,49 pontos.

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quinta-feira
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,44%, a 530,34 pontos.
Frankfurt, onde o DAX teve alta de 0,77%, a 21.417,93 pontos.
Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,70%, a 7.892,61 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 avançou 0,99%, a 12.000,70 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB teve alta de 0,72%, a 36.112,84.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,23%, a 6.520,19.
Fora da zona do euro, o FTSE 100 subiu 0,23%, a 8.565,20 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira
Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,51%, a 3.230,16 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,37%, a 1.913,26 pontos.
Em Tóquio, o Nikkei avançou 0,79%, a 39.958,87 pontos.
O sul-coreano Kospi caiu 1,24% em Seul, a 2.515,49 pontos.
Hang Seng perdeu 0,40% em Hong Kong, a 19.700,56 pontos.
Em Taiwan, não houve negócios hoje em função de um feriado.
Na Oceania, a bolsa australiana O S&P/ASX 200 cedeu 0,61% em Sydney, a 8.378,70 pontos.
Na Índia, o Índice S&P BSE Sensex, de Bombaim, teve alta de 0,15% a 76.520,38 pontos.

Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires.

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