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Dólar tem leve baixa ante real com atenção ainda voltada para Trump
O dólar fechou a terça-feira em leve baixa ante o real, numa sessão com noticiário esvaziado no Brasil e cautela em relação ao cenário externo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não anunciar novas tarifas de importação ao assumir o mandato na véspera.
Ao contrário do que ocorreu na segunda-feira, quando realizou dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra no futuro), o Banco Central se manteve longe dos negócios nesta terça.
O dólar à vista fechou em leve queda de 0,18%, aos 6,0313 reais. Em janeiro, a moeda acumula baixa de 2,39%. Às 17h28 na B3 (BVMF:B3SA3) o dólar para fevereiro -- atualmente o mais líquido -- tinha leve alta de 0,05%, aos 6,0385 reais.
Na segunda-feira, o dólar já havia cedido ante o real após notícias de que Trump não iria impor novas tarifas de importação em seu primeiro dia na Presidência dos Estados Unidos -- o que foi posteriormente confirmado. Por trás do movimento está a percepção de que tarifas não tão elevadas significam inflação e juros não tão altos nos EUA, o que favorece divisas de países emergentes.
A venda de 2 bilhões de dólares ao mercado pelo BC, nas operações de linha, foi outro fator de acomodação para as cotações na véspera.Nesta terça-feira, porém, o BC não atuou, ao mesmo tempo em que os agentes seguiram atentos à política de Trump e seus desdobramentos nos ativos globais.
“Existe um medo de Trump, mas ao que tudo indica ele vai ter cautela antes de subir as tarifas. O DXY (dólar index) caiu, o euro está se valorizando... o dólar entrou num movimento um pouco melhor”, comentou durante a tarde Victor Furtado, head de Alocação da W1 Capital.Pela manhã o dólar chegou a subir ante uma cesta de moedas fortes, mas à tarde já havia se reaproximado da estabilidade, depois de ter recuado mais de 1% na segunda-feira.
No Brasil, a moeda norte-americana à vista atingiu a máxima de 6,0685 reais (+0,44%) às 9h12, logo após a abertura e em sintonia com o avanço firme no exterior, mas perdeu força até uma mínima de 6,0170 reais (-0,41%) às 15h41. Depois disso, oscilou muito próximo da estabilidade até o fechamento.“O mercado está digerindo as informações de ontem, sobre quais vão ser as prioridades do governo Trump e seus efeitos ao redor do mundo. É um dia de certa forma de cautela”, pontuou Furtado.
Países que estão na mira mais imediata das tarifas de Trump, como México e Canadá, viram suas moedas serem penalizadas mais diretamente nesta terça-feira. O peso mexicano era a divisa que mais se desvalorizava no mundo no fim da tarde e o dólar canadense também estava em queda.
Às 17h25, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,07%, a 108,060.Pela manhã, o Banco Central vendeu 15.000 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 5 de março de 2025.
Ibovespa avança com apoio de NY
O Ibovespa fechou com um acréscimo discreto nesta terça-feira, mas acima dos 123 mil pontos pela primeira vez desde meados de dezembro do ano passado, endossado por Wall Street, enquanto Petrobras (BVMF:PETR4) e ações de empresas de proteínas limitaram os ganhos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,32%, a 123.245,1 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 123.461,68 pontos na máxima e 122.289,95 pontos na mínima do pregão.O volume financeiro do pregão somava 15 bilhões de reais antes dos ajustes finais.
Wall Street avança com foco na política comercial do novo governo
Os principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta terça-feira, com os índices S&P 500 e Dow Jones atingindo o maior nível em mais de um mês, conforme investidores avaliavam as primeiras ações de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos e respiravam aliviados por ele não ter começado seu segundo mandato com aumentos de tarifas.
Trump não apresentou nenhum plano concreto sobre as tarifas universais e sobretaxas adicionais sobre parceiros comerciais próximos, conforme prometido anteriormente, mas disse que estava pensando em impor tarifas sobre produtos canadenses e mexicanos já em 1º de fevereiro.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,88%, para 6.049,50 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,64%, para 19.756,78 pontos. O Dow Jones subiu 1,24%, para 44.028,51 pontos.
As bolsas da Europa fecharam mistas nesta terça-feira
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,41%, a 526,03 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB caiu 0,23%, a 36.059,17 pontos.
Em Frankfurt, o DAX teve alta de 0,24%, a 21.041,52 pontos.
Em Paris, o CAC 40 subiu 0,48%, a 7.770,95 pontos.
Em Madri, o Ibex35 caiu 0,09%, a 11.932,40 pontos.
Em Lisboa, o PSI20 recuou 0,23%, a 6.568,78 pontos.
Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,33%, a 8.548,29 pontos.
As bolsas da Ásia fecharam sem direção única
Na China continental, o Xangai Composto encerrou em queda de 0,05%, a 3.242,62 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,25% a 1.939,70 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,91%, a 20.106,55 pontos.
Em Tóquio, índice Nikkei fechou em alta de 0,32%, a 39.027,98 pontos.
Taiex subiu 0,14%, a 23.300,01 pontos, em Taiwan.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi caiu 0,08%, a 2.518,03 pontos, em Seul.
Na Oceania, o índice S&P/ASX 200 teve alta de 0,66% em Sydney, a 8.402,40 pontos.
Na Índia, o Índice S&P BSE Sensex, de Bombaim, teve queda de 1,60% a 75.838,36 pontos.
Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires.
