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sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 13/12

Bitcoin: R$ 614.250,30 Reais e US$ 101.369,80 Dólares.

Dólar comercial - R$ 6,0347
Dólar turismo - R$ 6,2743
Dólar ptax - R$ 6,0400
Euro comercial - R$ 6,334
Euro turismo - R$ 6.6505

Dólar fecha em leve alta com receios por cenário fiscal e após leilão do BC
O dólar à vista fechou em leve alta nesta sexta-feira, ampliando os ganhos da véspera, à medida que os investidores seguiam demonstrando receios com o cenário fiscal do país, com um leilão à vista do Banco Central reduzindo o que era uma alta de mais de 1% da divisa norte-americana durante a tarde.

O dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,28%, cotado a 6,0295 reais. Na semana, a moeda dos Estados Unidos teve perda de 0,78%. Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17h24, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,99%, a 6,044 reais na venda.
Nas primeiras horas de negociação desta sessão, a moeda norte-americana oscilou pouco, em meio a uma agenda relativamente esvaziada no Brasil e no exterior, com os investidores acabando de digerir todos os eventos econômicos da semana.

Mas o humor no mercado de câmbio ficou mais pessimista no início da tarde, uma vez que os agentes financeiros voltaram a demonstrar receio com a trajetória das contas públicas, enquanto esperam a tramitação do pacote fiscal do governo no Congresso.
Nesse cenário, em que a questão fiscal está atrelada a decisões políticas, seja do governo ou de parlamentares, o mercado parecia estar especialmente sensível a qualquer notícia nova, incluindo sobre a hospitalização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"O mercado já percebeu que a tramitação do pacote não será simples, principalmente com a ausência de Lula na articulação, e as medidas ainda podem ser diluídas... Até o final do ano, não há dúvidas que a aprovação no Congresso é crucial", disse Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.

Lula usou nesta sexta-feira sua conta no Instagram para publicar um vídeo em que aparece caminhando em um corredor do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e disse em um texto na mesma publicação que está "firme e forte" depois de passar por uma cirurgia de emergência para drenar um hematoma no crânio.

No texto que acompanha o vídeo na publicação, Lula afirma ainda que "em breve" estará "pronto para voltar para casa e seguir trabalhando e cuidando de cada família brasileira".Se por um lado a ausência de Lula nas articulações do pacote fiscal gera receio pela aprovação, a estabilidade da saúde do presidente derruba expectativas criadas no início da semana de que ele poderia deixar de buscar a reeleição em 2026, o que poderia abrir espaço para um nome mais alinhado ao mercado.

"O mercado entende que a presença do Lula é essencial para angariar votos e impedir que as medidas sejam diluídas. Mas dando um passo para trás, o cenário para os próximos dois anos se torna menos construtivo", disse Moutinho.
"Com inflação e juros elevados, forma-se o pior cenário possível para o início de uma campanha política, e ele possui a máquina pública nas mãos."Outro razão para a alta do dólar diante dos temores pelo fiscal eram as elevadas taxas de juros futuras. Os altos prêmios de risco estariam afastando a entrada de investidores estrangeiros no mercado.

Na frente de dados, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,1% em outubro na comparação com o mês anterior. A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma queda de 0,2%.O dólar atingiu a cotação máxima da sessão às 14h33, a 6,0773 reais (+1,07%). A mínima do dia foi alcançada às 9h02, a 5,9813 reais (-0,52%).

Com a moeda norte-americana rondando as máximas, o Banco Central anunciou a realização de um leilão de dólares à vista durante a tarde, no segundo dia consecutivo de intervenção cambial.O BC vendeu um valor total de 845 milhões de dólares no leilão à vista. A autarquia não mencionou o motivo para a realização do leilão, que contribuiu imediatamente para conter a alta do dólar na sessão.Na véspera, o BC havia vendido um total de 4 bilhões de dólares em dois leilões de linha, nos quais os dólares são vendidos com compromisso de recompra.

No cenário externo, os investidores estão à espera da reunião do Federal Reserve na próxima semana, em que há expectativa de um corte de 25 pontos-base nos juros."Talvez na próxima semana, a reunião Fed possa ter uma influência maior no câmbio. Comunicação do (chair Jerome) Powell pode influenciar a preficicação do mercado", disse Moutinho.O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,03%, a 106,990.

Ibovespa fecha em queda com ajuste a juros mais altos e risco fiscal
O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, com Vale entre as maiores pressões de baixa na esteira do recuo dos preços do minério de ferro na China, enquanto agentes financeiros continuaram ajustando posições para um cenário de juros mais altos e descontentes com o quadro fiscal brasileiro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 1,13%, a 124.612,22 pontos, tendo marcado 124.578,33 pontos na mínima e 126.290,33 pontos na máxima do dia. Com tal desempenho, acumulou uma perda de 1,06% na semana. O volume financeiro nesta sexta-feira somou 22,8 bilhões de reais.

Nasdaq tem quarto ganho semanal seguido; S&P 500 e Dow Jones caem
As ações dos Estados Unidos encerraram a semana de negociações perto da estabilidade em uma sessão moderada nesta sexta-feira, com os índices S&P 500 e Dow Jones registrando quedas semanais, enquanto o índice de tecnologia Nasdaq garantiu sua quarta semana consecutiva de ganhos.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 terminou estável em 6.051,06 pontos. O Nasdaq ganhou 0,11%, para 19.924,53 pontos. O Dow Jones caiu 0,20%, para 43.828,44 pontos.

As bolsas da Europa fecharam em baixa nesta sexta-feira
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,58%, a 516,19 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,17%, a 20.391,58 pontos.
Em Madri, o Ibex35 recuou 0,13%, a 11.749,50 pontos.
Em Lisboa, o PSI20 teve queda de 0,11%, a 6.354,36 pontos.
A exceção foi Milão, onde o FTSE MIB subiu 0,09%, a 34.888,79 pontos.
Em Paris, o CAC 40 recuou 0,15%, a 7.409,57 pontos.
Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,14%, a 8.300,33 pontos.

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em baixa
China, o índice Xangai Composto encerrou a sessão em queda de 2,01%, a 3.391,88 pontos,
 e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 2,01%, a 2.070,42 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,09%, a 19.971,24 pontos.
O índice Nikkei cedeu 0,95% em Tóquio, a 39.470,44 pontos.
O Taiex, de Taiwan, caiu 0,11%, a 23.020,48 pontos.
Exceção, o Kospi avançou 0,50% em Seul, a 2.494,46 pontos.
Na Oceania, o índice S&P/ASX 200, de Sydney, baixou 0,41%, a 8.296,00 pontos.
Na Índia, o Índice S&P BSE Sensex, de Bombaim, teve alta de 1,04% a 82.133,12 pontos.

Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires.

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