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quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 12/12

Bitcoin: R$ 601.232,21 Reais e US$ 99.735,07 Dólares.

Dólar comercial - R$ 6,0091
Dólar turismo - R$ 6,2603
Dólar ptax - R$ 5,9408
Euro comercial - R$ 6,293
Euro turismo - R$ 6.6082

Dólar fecha em alta com saída de estrangeiros e temores fiscais superando otimismo com Copom
O dólar voltou a fechar em alta nesta quinta-feira, após duas sessões de recuo, à medida que fluxos de saída de estrangeiros e os altos prêmios de risco do país, impulsionados por temores fiscais, mais do que compensavam a euforia inicial dos investidores com a decisão do Copom na véspera, em pregão que contou com leilões de linha do Banco Central.

O dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,90%, cotado a 6,0128 reais. Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17h35, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,76%, a 6,011 reais na venda.

No início da sessão desta quinta, o dólar chegou a recuar de forma acentuada com a reação positiva do mercado à decisão do Copom na véspera de elevar a Selic em 1 ponto percentual, a 12,25% ao ano, e sinalizar mais duas altas de mesmo tamanho no próximo ano. A sinalização para as duas próximas reuniões pegou os investidores de surpresa. Além do fato de o BC vir evitando o fornecimento de um "guidance" para seus encontros futuros, os analistas não previam duas altas dessa magnitude no próximo ano.

A elevação da Selic aumenta o diferencial de juros do Brasil com as taxas de países com moedas fortes, como o caso dos Estados Unidos, o que torna o real bastante atrativo para operações de "carry trade". Com isso, o dólar atingiu a mínima da sessão às 9h06, a 5,8696 reais (-1,50%). Por volta das 12h15, no entanto, a divisa dos EUA mudou de direção e passou a subir ante o real.

Segundo analistas, o movimento ocorreu na esteira, primeiramente, das perdas na bolsa brasileira, que ocorriam justamente pela perspectiva de uma Selic mais alta do que o esperado para o início do próximo ano, levando investidores estrangeiros a realizar lucros e encaminhá-los para o exterior.

"A performance da bolsa está refletindo no câmbio. Então, está saindo dinheiro da bolsa e grande parte retornando para o exterior e isso está impactando a liquidez", disse Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

Às 17h34, o Ibovespa recuava 1,18​%, a 126.325,36 pontos. Esse fluxo explicaria porque os dois leilões de linha realizados pelo Banco Central durante a amanhã, quando vendeu um total de 4 bilhões de dólares com compromisso de recompra, tiveram efeito nulo nas cotações do dólar.

A autarquia costuma realizar leilões de linha nos finais de ano, em especial em dezembro, para atender à demanda por moeda para envio ao exterior, mas não justificou o motivo para as vendas desta quinta-feira. No fim da manhã, o BC ainda vendeu todos os 15.500 contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão para rolagem do vencimento de 2 de janeiro de 2025.

Alguns analistas também chamaram atenção para os altos prêmios de risco na curva de juros brasileiras, com as taxas de DIs (Depósitos Interfinanceiros) subindo no longo prazo, sobretudo devido aos temores dos investidores com o equilíbrio das contas públicas, o que afastou a entrada de recursos estrangeiros.

Nessa questão, o foco parecia estar nas notícias sobre o quadro de saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao permanecer no hospital após realizar uma cirurgia para drenar um hematoma no crânio, o chefe do Executivo estava longe das mais recentes articulações pelo avanço do pacote de contenção de gastos no Congresso, gerando no mercado mais incerteza sobre a tramitação das medidas.

Por outro lado, a sinalização dos médicos de Lula de que seu quadro de saúde continua estável estaria derrubando expectativas criadas por alguns investidores de que a hospitalização poderia afastar as chances de o petista disputar a reeleição, o que abriria espaço para um nome mais alinhado ao mercado.

"Mercado está operando muita mais com notícia, principalmente sobre a saúde do presidente. Acho que o mercado já jogou a toalha para esse governo, mas é um movimento muito mais especulativo do que estrutural", disse Thiago Lourenço, operador de renda variável da Manchester Investimentos. "O que está elevando o prêmio é uma continuidade do cenário atual com risco fiscal, o que significa uma continuidade desse governo", completou.

O dólar atingiu a máxima da sessão às 14h39, a 6,0489 reais (+1,51%). No exterior, o dólar também operava com força, subindo frente a maioria das divisas de países emergentes, como peso mexicano e rand sul-africano, o que também extraía recursos do mercado brasileiro. O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,41%, a 106,990.

Ibovespa fecha em queda forte com cenário de juros altos à frente
O Ibovespa fechou em forte queda nesta quinta-feira, após três altas seguidas, pressionado pela decisão do Banco Central de acelerar o ritmo de alta da Selic e sinalizar uma política monetária ainda mais restritiva.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 2,74%, a 126.042,21 pontos, tendo marcado 125.828,56 pontos na mínima e 129.587,08 pontos na máxima do dia, com apenas uma ação da sua composição no azul, O volume financeiro somou 26,89 bilhões de reais.

Wall Street fecha em queda com investidores avaliando dados dos EUA após ganhos recentes
Wall Street fechou em baixa nesta quinta-feira, com investidores avaliando os principais indicadores econômicos dos Estados Unidos antes da reunião do Federal Reserve na próxima semana.

Um relatório do Departamento do Trabalho dos EUA nesta quinta-feira mostrou que os preços ao produtor norte-americano subiram mais do que o previsto em novembro, embora uma moderação nos custos de serviços tenha apontado para uma continuação da tendência desinflacionária mais ampla. Também nesta quinta, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego dos EUA subiram inesperadamente na semana passada, aumentando as preocupações sobre a resistência do mercado de trabalho.

"Investidores estão apenas tentando descobrir o que o Fed fará na próxima semana. Será que a inflação realmente será um problema e o Fed terá que realmente desacelerar seu papel nos cortes dos juros, ou será que eles conseguirão chegar lá?", disse Rob Haworth, estrategista sênior de investimentos do U.S. Bank Wealth Management.

Haworth acrescentou que houve uma realização de lucros depois que o índice de tecnologia Nasdaq atingiu um recorde histórico na quarta-feira.

O Nasdaq ultrapassou a marca de 20.000 pontos pela primeira vez na quarta-feira, impulsionado por uma forte valorização das ações de tecnologia. Enquanto isso, o S&P 500 atingiu seu nível mais alto em quase uma semana, impulsionado por um relatório de inflação que solidificou expectativas de um corte na taxa básica de 25 pontos-base na reunião do Fed de 17 e 18 de dezembro.
As apostas de operadores sobre o corte na próxima semana estão em mais de 98%, de acordo com a ferramenta FedWatch, da CME.

O Dow Jones caiu 0,53%, para 43.914,12 pontos, o S&P 500 perdeu 0,54%, para 6.051,25 pontos. O Nasdaq recuou 0,66%, para 19.902,84 pontos. Dos 11 principais setores do S&P 500, apenas o de bens de consumo básicos registrou ganhos.

As bolsas da Europa fecharam na maioria em alta nesta quinta-feira
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,17%, a 519,07 pontos.
DAX avançou 0,15% em Frankfurt, a 20.428,91 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB teve alta de 0,36%, a 34.857,37 pontos.
O PSI 20 ganhou 0,14%, a 6.361,04 pontos, em Lisboa.
FTSE 100, subiu 0,12%, a 8.311,76 pontos, em Londres.
Madri, Ibex35, que teve queda de 0,15%, a 11.771,80 pontos.
Em Paris, o CAC 40 caiu 0,03%, a 7.420,94 pontos.

As bolsas da Ásia fecharam em alta nesta quinta-feira
Hang Seng, em Hong Kong, encerrou a sessão com valorização de 1,20%, a 20.397,05 pontos.
China, o Xangai Composto avançou 0,85%, a 3.461,50 pontos,
o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 1,05%, a 2.112,90 pontos.
Em Tóquio, o índice Nikkei se elevou 1,21%, a 39.849,14 pontos.
Em Taiwan, o Taiex ganhou 0,63%, a 23.046,80 pontos.
Na Coreia do Sul, índice Kospi, de Seul, avançou 1,62%, a 2.482,12 pontos.
Na Oceania, por outro lado, o índice S&P/ASX 200 recuou 0,28%, a 8.330,30 pontos, em Sydney.
Na Índia, o Índice S&P BSE Sensex, de Bombaim, teve queda de 0,29% a 81.289,96 pontos.

Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires.

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