Dólar comercial - R$ 5,8138
Dólar turismo - R$ 6,0414
Dólar ptax - R$ 5,8124
Euro comercial - R$ 6,053
Euro turismo - R$ 6.3552
Dólar fecha estável antes de anúncios do governo na área fiscal
O dólar fechou a sexta-feira praticamente estável no Brasil, ainda acima dos 5,80 reais, com investidores à espera de novidades na área fiscal, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou ganhos firmes ante boa parte das demais divisas, na esteira de novos dados das economias centrais.
O dólar à vista fechou o dia com leve alta de 0,04%, cotado a 5,8143 reais. Na semana a divisa acumulou alta de 0,49%.
Às 17h05, o dólar para dezembro -- o mais líquido atualmente no Brasil -- caía 0,11%, aos 5,8155 reais.
No início do dia a moeda norte-americana chegou a oscilar em baixa ante o real, com parte dos investidores realizando lucros recentes. Às 9h22, ainda na primeira meia hora de negócios, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de 5,7890 reais (-0,39%).
“O dólar ensaiou uma queda porque o mercado resolveu realizar, botar dinheiro no bolso, após a sequência de altas expressivas”, comentou Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. “Mas também temos a expectativa com o fiscal”, acrescentou.
O mercado seguia à espera da divulgação do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, na noite desta sexta-feira, e do pacote de medidas fiscais para os próximos anos, na semana que vem. Na noite de quinta-feira o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descartou a possibilidade de alteração da meta fiscal de 2024 e indicou que o bloqueio no Orçamento para o ano deve ficar pouco acima dos 5 bilhões de reais. Os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento divulgarão o relatório na noite desta sexta-feira, após 21h, colocando os números em perspectiva, mas a entrevista coletiva sobre os dados ficou para a próxima semana.
A meta do governo para este ano é de resultado primário zero, sendo que a margem de tolerância é de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB). Haddad também afirmou na véspera que haverá na segunda-feira reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o pacote fiscal, que mira cortes de gastos nos próximos anos. A data de anúncio será decidida a partir de segunda-feira, após este encontro. Em meio à ansiedade antes da divulgação dos números, o dólar marcou a máxima de 5,8330 reais (+0,37%) às 11h58 -- quando a especulação sobre o tamanho do pacote também colocou as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) nos picos do dia.
No exterior, o dólar também avançava ante as moedas fortes e em relação a boa parte das divisas de emergentes, após a divulgação de dados econômicos da zona do euro e dos EUA. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto preliminar da zona do euro da HCOB, compilado pela S&P Global, caiu para o menor nível em dez meses, de 48,1 em novembro, abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.
No caso dos Estados Unidos, a S&P Global disse que seu Índice de Gerentes de Compras Composto, que acompanha os setores de manufatura e serviços, aumentou para 55,3 neste mês. Esse foi o nível mais alto desde abril de 2022 e seguiu-se a uma leitura de 54,1 em outubro, com o setor de serviços provando a maior parte do aumento. Em reação, o dólar ganhou força, enquanto o euro perdeu. Às 17h11, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,48%, a 107,570.
A expectativa antes dos anúncios fiscais no Brasil, porém, manteve a cautela no mercado de câmbio, o que conduziu as cotações para perto da estabilidade. “O governo precisa que o pacote fiscal surta um efeito significativo no mercado, até para o controle da inflação. E acabou segurando (a divulgação) para a semana que vem”, comentou Avallone.
No fim da manhã, o Banco Central vendeu todos os 15.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão para rolagem do vencimento de 2 de janeiro de 2025.
Ibovespa sobe e chega nos 129 mil pontos com Petrobras; tem ganho na semana
O Ibovespa fechou em alta de mais de 1% nesta sexta-feira, sustentado pelo avanço das ações da Petrobras após anúncio de dividendo extraordinário e detalhamento do plano de negócios, e em meio a expectativas renovadas pelo pacote fiscal do governo.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,74%, a 129.125,51 pontos, na máxima da sessão, acumulando ganho semanal de 1,04%. No pior momento, marcou 126.944,33 pontos. O volume financeiro somou 22,1 bilhões de reais, ainda abaixo da média diária do ano, de 23,59 bilhões.
O avanço do indicador na semana mais curta em razão de feriado nacional também quebrou uma sequência de quatro declínios semanais do Ibovespa, que recentemente encontrou dificuldade para retomar o patamar dos 130 mil pontos.
Para Guilherme Suzuki, sócio da assessoria de investimentos Astra Capital, o índice tem caminhado "na lateralidade" tanto por questões domésticas quanto externas. Na cena local, chama atenção a demora no anúncio do pacote de corte de gastos pelo governo federal. No fronte internacional, a escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia afasta o apetite por risco.
Wall Street fecha em alta após dados de atividade
Wall Street fechou em alta nesta sexta-feira e os três principais índices registraram ganhos semanais, conforme investidores se confortaram com dados que apontam para uma atividade econômica robusta nos Estados Unidos.
Uma medida da atividade empresarial dos EUA atingiu o maior nível em 31 meses em novembro, impulsionada pela expectativa de taxa de juros mais baixa e políticas mais favoráveis aos negócios por parte do governo do presidente eleito Donald Trump no próximo ano.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 subiu 0,33%, para 5.968,26 pontos. O Nasdaq avançou 0,14%, para 18.998,87 pontos. O Dow Jones teve ganho de 0,96%, para 44.293,63 pontos.
As bolsas da Europa fecharam em alta nesta sexta-feira
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 1,17%, a 508,43 pontos.
Em Londres, o FTSE 100 subiu 1,38%, a 8.262,08 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,83%, a 19.305,79 pontos.
Em Milão o FTSE MIB teve alta de 0,60%, a 33.494,83 pontos.
Em Paris, o CAC 40 avançou 0,58%, a 7.255,01 pontos.
Em Madri, o Ibex35 subiu 0,29%, a 11.645,50 pontos.
Em Lisboa, o PSI ganhou 0,76%, a 6.409,00 pontos.
As bolsas da Ásia fecharam sem direção única nesta sexta-feira
Em Hong Kong, o índice Hang Seng encerrou a sessão em baixa de 1,89%, a 19.229,97 pontos.
China, o Xangai Composto recuou 3,06%, a 3.267,19 pontos,
enquanto o menos abrangente baixou 3,54%, a 1.966,91 pontos.
Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,68%, a 3.8283,85 pontos.
O Kospi, de Seul, ganhou 0,83%, a 2.501,24 pontos,
Em Taiwan, o Taiex se elevou 1,55%, a 22.904,32 pontos.
Na Oceania, o S&P/ASX 200, de Sydney, teve alta de 0,85%, a 8.393,80 pontos.
Na Índia, o Índice S&P BSE Sensex teve alta de 2,54% em Bombaim, a 79.117,11 pontos.
Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires.
sexta-feira, 22 de novembro de 2024
Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 22/11
Bitcoin: R$ 577.750,37 Reais e US$ 98.991,19 Dólares.
