image

image
Obrigado pela visita! volte sempre..

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 14/11

Bitcoin: R$ 510.477,51 Reais e US$ 88.104,16 Dólares.

Dólar comercial - R$ 5,7896
Dólar turismo - R$ 6,0006
Dólar ptax - R$ 5,7885
Euro comercial - R$ 6,0939
Euro turismo - R$ 6.4061

Dólar tem leve baixa com mercado à espera de pacote fiscal robusto
O dólar fechou a quinta-feira em baixa ante o real, ainda que limitada, interrompendo uma sequência recente de ganhos, com investidores se apegando à possibilidade de que o pacote fiscal do governo federal atinja cifras acima do que vinha sendo esperado.

No exterior, o dólar seguiu sustentando ganhos ante boa parte das demais divisas, em mais um dia de “Trump trade”.
O dólar à vista fechou o dia em leve baixa de 0,09%, cotado a 5,7862 reais. Nesta semana encurtada pelo feriado da Proclamação da República na sexta-feira, a divisa acumulou alta de 0,85%. Às 17h06, o dólar para dezembro -- o mais líquido atualmente no Brasil -- cedia 0,37%, aos 5,7955 reais.

No início da sessão o dólar chegou a oscilar em alta ante o real, em sintonia com o exterior, onde os agentes seguiam buscando a moeda norte-americana em meio à leitura de que as políticas do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, tendem a ser inflacionárias. Às 9h03, logo após a abertura, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de 5,8297 reais (+0,66%).

Com as cotações acima dos 5,80 reais, alguns agentes aproveitaram para vender dólares, repetindo algo que vem ocorrendo em sessões recentes, o que enfraqueceu a moeda norte-americana. Além disso, o mercado se apegou a notícias na imprensa -- não confirmadas oficialmente -- de que o pacote fiscal do governo Lula pode ter impacto de 70 bilhões de reais. O número foi bem recebido, já que o mercado vinha especulando que o governo adotaria cortes mais modestos, de 30 bilhões a 50 bilhões de reais, conforme profissionais ouvidos pela Reuters nos últimos dias. Assim, o esforço de 70 bilhões de reais, se confirmado, iria emitir um sinal de compromisso do Planalto com o equilíbrio fiscal.

“Surgiu esta informação de que o pacote será robusto, então o pessoal que estava comprado (posicionado na alta do dólar) realiza um pouco”, disse durante a tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, ao justificar a venda de dólares que conduziu as cotações para o território negativo. Às 12h20, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de 5,7607 reais (-0,54%).

Também no início da tarde, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participou por videoconferência de dois eventos, nos quais reiterou a preocupação da autarquia com as expectativas de inflação e a necessidade de controle fiscal para que os juros caiam. Além disso, Campos Neto reconheceu que a eleição de Trump fortaleceu o dólar nos países emergentes, mas avaliou que o Brasil será menos afetado. “Obviamente um dólar forte afetará todos os países dos mercados emergentes, mas a minha opinião era de que o Brasil seria menos afetado”, afirmou Campos Neto. “O Brasil não vai ser tão afetado... será afetado, mas em menor grau”, acrescentou.

No restante da tarde o dólar à vista se reaproximou da estabilidade, até encerrar em leve baixa, No exterior, às 17h22, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,39%, a 106,870. No fim da manhã o BC vendeu todos os 15.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão para rolagem do vencimento de 2 de janeiro de 2025.

Ibovespa hoje fecha em leve alta com balanços no radar, mas não segura 128 mil pontos
O Ibovespa fechou quase estável nesta quinta-feira, em dia que teve Marfrig entre os destaques positivos após a processadora de carne bovina divulgar resultado trimestral combinado com anúncio de dividendos e recompra de ações, enquanto MRV&Co desabou em meio a preocupações com a alavancagem da construtora.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,05%, a 127.791,6 pontos, após marcar 128.423,48 pontos na máxima e 127.388,86 pontos na mínima do dia. Na semana, acumulou uma variação negativa de 0,03%. O volume financeiro nesta quinta-feira somou 28,78 bilhões de reais, em pregão também marcado por vencimento de opções sobre ações e véspera de feriado no Brasil.

Uma bateria de resultados corporativos ocupou as atenções nessa semana, reta final da safra do terceiro trimestre, enquanto permaneceu o silêncio em Brasília sobre o anúncio de um pacote prometido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que busca garantir o cumprimento do arcabouço fiscal. De acordo com economistas do Bradesco chefiados por Fernando Honorato, com a agenda esvaziada na próxima semana, a política fiscal será o foco do mercado, enquanto permanece a expectativa de anúncio do pacote de cortes de gastos, conforme relatório enviado a clientes nesta quinta-feira.

Índices de Wall Street caem depois que Powell reduz esperanças de corte de juros em dezembro
Os principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta quinta-feira, depois que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, diminuiu as esperanças dos investidores de outro corte na taxa de juros este ano, dizendo que o banco central dos EUA não precisa se apressar para flexibilizar a política monetária.

Powell disse em um evento do Fed de Dallas que, com a economia ainda crescendo, o mercado de trabalho sólido e a inflação ainda acima da meta de 2%, o Fed pode deliberar cuidadosamente sobre os cortes nas taxas. Embora os traders ainda apostam em uma redução de 25 pontos-base na reunião de dezembro do Fed, a probabilidade caiu para 55,5%, de 76% no início da tarde e de 82,5% na quarta-feira, mostrou a ferramenta CME FedWatch.

"Os comentários de Powell colocaram mais água fria no que era uma perspectiva muito otimista sobre o caminho para os cortes nas taxas", disse Adam Hetts, chefe global de Multi-Ativos da Janus Henderson Investors.
"No entanto, não podemos dar como certo que a inflação e a mão de obra estão em equilíbrio, portanto, essa é uma mensagem encorajadora sobre a economia."

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 caiu 0,61%, para 5.949,15 pontos, enquanto o Nasdaq Composite perdeu 0,64%, para 19.107,65 pontos. O Dow Jones Industrial Average teve queda de 0,47%, para 43.752,05 pontos.

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quinta-feira
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 1,10%, a 507,11 pontos. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,51%, a 8.071,19 pontos, Em Frankfurt, o DAX avançou 1,26%, a 19.242,73 pontos.

Milão,o FTSE MIB avançou 1,93%, a 34.358,16 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 1,32%, a 7.311,80 pontos. Em Madri, o Ibex35 avançou 1,24%, a 11.518,00 pontos. Em Lisboa, o PSI20 teve alta de 1,27%, a 6.374,81 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira
O índice Hang Seng caiu 1,96% em Hong Kong, a 19.435,81 pontos, enquanto o japonês Nikkei recuou 0,48% em Tóquio, a 38.535,70 pontos, e o Taiex cedeu 0,63% em Taiwan, a 22.715,38 pontos.

Na China continental, os mercados também ficaram no vermelho, O Xangai Composto teve queda de 1,73%, a 3.379,84 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto amargou perda ainda maior, de 2,81%, a 2.060,23 pontos.

Na contramão, o sul-coreano Kospi registrou alta marginal de 0,07% em Seul, a 2.418,86 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana encerrou os negócios em alta,O S&P/ASX 200 avançou 0,37% em Sydney, a 8.224,00 pontos.
Na Índia, o Índice S&P BSE Sensex teve queda de 0,14% em Bombaim, a 77.580,31 pontos.

Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires.

.