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quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 13/11

Bitcoin: R$ 519.484,33 Reais e US$ 88.237,46 Dólares.

Dólar comercial - R$ 5,7904
Dólar turismo - R$ 6,0300
Dólar ptax - R$ 5,7713
Euro comercial - R$ 6,119
Euro turismo - R$ 6.4248

Dólar sobe ante o real mesmo com leilão de US$4 bi do BC
O dólar voltou a subir ante o real nesta quarta-feira, mesmo com o Banco Central despejando 4 bilhões de dólares no mercado, em leilão no início da tarde, com as cotações no Brasil acompanhando o avanço firme da moeda norte-americana no exterior, em mais um dia de “Trump trade”.

Comentários do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no fim da tarde ajudaram a aliviar as cotações.O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,32%, cotado a 5,7917 reais. Em novembro, a divisa acumula elevação de 0,18%.Às 17h04, na B3 (BVMF:B3SA3) o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,92%, a 5,8100 reais na venda.

Pela manhã a moeda norte-americana chegou a oscilar em baixa firme, com o mercado à espera dos dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) anunciados pelo Banco Central anunciados na véspera. A queda ocorria na expectativa da injeção de 4 bilhões de dólares no mercado pela manhã, para atender demanda.

Tradicionalmente o BC realiza operações de linha nos últimos meses do ano para suprir a demanda de empresas e fundos, entre outros, que precisam enviar lucros e dividendos ao exterior.

Pouco depois do horário marcado para as operações, no entanto, o BC anunciou o cancelamento em função de “problemas operacionais”. Ao mesmo tempo, informou que os leilões ainda seriam realizados, mas em outro horário.
O cancelamento gerou mal-estar no mercado, ainda que o BC tenha deixado claro que as operações seriam realizadas.Assim, após marcar a cotação mínima de 5,7222 reais (-0,89%) às 10h38, o dólar à vista migrou para o território positivo.

No início da tarde, o BC finalmente realizou os leilões, vendendo o total de 4 bilhões de dólares ofertados -- 2 bilhões de dólares com data de recompra em 2 de abril de 2025 e 2 bilhões com recompra para 2 de julho de 2025.
Mesmo com a colocação, o dólar seguiu no território positivo.“Não fazia sentido (a alta do dólar com o cancelamento do leilão pelo BC), porque anunciaram que ainda seria feito. A alta do dólar tem mais de exterior do que de leilão”, ponderou durante a tarde Adauto Lima, economista-chefe da Western Asset.

Lá fora, o avanço da moeda norte-americana ocorria ainda em função da vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos EUA na semana passada. Isso tem gerado expectativas de tarifas de importação potencialmente inflacionárias e outras medidas que favorecem o dólar.A demora do governo Lula em anunciar seu pacote na área fiscal também sustentava o dólar no Brasil. Às 15h48 a moeda norte-americana à vista marcou a cotação máxima de 5,8167 reais (+0,75%).

Pouco depois deste horário, no entanto, Haddad deu declarações sobre o pacote fiscal, o que serviu para desinflar as cotações do dólar e o avanço das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).O ministro da Fazenda afirmou que o impacto fiscal do pacote será "expressivo", argumentando que a ideia é fazer rubricas do Orçamento se enquadrarem na regra de crescimento de despesa do arcabouço fiscal.

Ibovespa fecha no azul com suporte de Embraer em dia repleto de balanços
O Ibovespa fechou com uma alta marginal nesta quarta-feira, sustentada pelo desempenho robusto de Embraer, que renovou máximas históricas, em uma sessão novamente marcada por uma bateria de resultados corporativos e sem novidades concretas sobre o pacote fiscal prometido pelo governo federal.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa terminou com variação positiva de 0,03%, a 127.733,88 pontos, tendo marcado 126.869,37 pontos na mínima e 128.099,89 pontos na máxima do dia.O volume financeiro somou 39,45 bilhões de reais, em sessão marcada por vencimento de opções sobre o Ibovespa.

Após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo está avaliando se consegue incluir mais medidas no pacote fiscal em discussão para ser enviado ao Congresso Nacional, mas que não sabe se há tempo hábil para um anúncio nesta semana.

Uma nova batelada de balanços estava prevista ainda nesta quarta-feira, incluindo pesos pesados como Banco do Brasil, JBS, Cosan, Azzas 2154, BRF, Marfrig, Equatorial, Ultra, entre outros.

Bolsas de NY fecham estáveis após dado da inflação nos EUA não surpreender
As bolsas de Nova York fecharam perto da estabilidade nesta quarta-feira (13), em dia com grande expectativa pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla me inglês) de outubro nos Estados Unidos. A publicação trouxe poucas novidades, não indicando grandes alterações na trajetória esperada para o curto prazo do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Neste contexto, as atenções se voltaram para o noticiário corporativo e as perspectivas para o novo mandato de Donald Trump.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,11%, aos 43.958,19 pontos. O S&P 500 subiu 0,02%, encerrando em 5.985,38 pontos; e o Nasdaq registrou perdas de 0,26%, aos 19.230,74 pontos.

Após as eleições de 2016, a sabedoria convencional sustentava que Trump implementaria políticas que ajudariam o setor imobiliário, as matrizes energéticos tradicionais e as empresas de pequena capitalização. Isso fez com que as ações desses grupos disparassem após as eleições de novembro, até o final daquele ano. No entanto, como observa analista de estratégia de investimentos do Wells Fargo, Austin Pickle, “este entusiasmo durou pouco, pois faltavam os apoios fundamentais para estes investimentos”.

Em suma, ele “aconselha contra atividades comerciais reativas” e diz, em vez disso, manter o rumo com uma visão de longo prazo dos objetivos pessoais, do cronograma e da tolerância ao risco dos investidores. Outros estrategistas também defenderam alguma contenção na sequência dos grandes ganhos pós-eleitorais. No início desta semana, o Citi argumentou que os investidores deveriam “enfraquecer taticamente uma recuperação pós-eleitoral” se o S&P 500 ultrapassar a meta de final de ano do banco de 6.100, já que os ganhos recentes das ações praticamente não deixam margem para erros.

No cenário corporativo, foi divulgado que a Apple está desenvolvendo um display de parede, com lançamento previsto para março de 2025, que permitirá o controle de dispositivos domésticos, videochamadas e navegação por aplicativos com a nova plataforma de IA, Apple Intelligence. As ações da empresa subiram 0,40%. Já os papéis da Spirit Airlines despencaram 59,32%, após o Wall Street Journal informar que a companhia aérea está se preparando para entrar com pedido de proteção contra falência, de acordo com fontes próximas do assunto.

A ação da Rivian Automotive saltou 13,71%, um dia após a alemã Volkswagen anunciar uma joint venture com a fabricante americana de carros elétricos. Outro destaque positivo foi a gigante sueca de streaming musical Spotify (+11,44%), que ontem divulgou seu terceiro lucro trimestral consecutivo.

As bolsas da Europa fecharam na maioria em baixa nesta quarta-feira
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,18%, a 501,33 pontos.
No país, segue ainda a crise política, que pressionou o DAX em Frankfurt a cair 0,30%, a 18.977,09 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,06%, a 8.030,33 pontos. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,14%, a 7.216,83 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,30%, a 33.707,52 pontos. Em Madri, o Ibex35 teve baixa de 0,14%, a 11.367,20 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,60%, a 6.294,70 pontos.

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira
Liderando perdas na região asiática, o índice Kospi caiu 2,64% em Seul, a 2.417,08 pontos, em seu quarto pregão negativo, enquanto o japonês Nikkei recuou 1,66% em Tóquio, a 38.721,66 pontos, o Hang Seng teve baixa marginal de 0,12% em Hong Kong, a 19.823,45 pontos, e o Taiex cedeu 0,53% em Taiwan, a 22.860,23 pontos.

Na China continental, porém, os mercados tiveram ganhos modestos, em meio ao bom desempenho de ações de telecomunicações e de mídia. O Xangai Composto subiu 0,51%, a 3.439,28 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,16%, a 2.119,77 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu Wall Street e o tom predominante na Ásia, com queda de 0,75% do S&P/ASX 200, a 8.193,40 pontos, marcando o terceiro dia seguido de perdas em Sydney.

Na Índia, o Índice S&P BSE Sensex teve queda de 1,25% em Bombaim, a 77.690,95 pontos.

Fontes: Reuters, Dow Jones Newswires.

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