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O dólar caiu frente ao real nesta quarta-feira, com os mercados globais reagindo positivamente a falas do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, que garantiu cortes de juros este ano apesar da incerteza sobre a inflação.
A moeda norte-americana à vista fechou em baixa de 0,19%, a 4,9461 reais na venda. Na B3 (BVMF:B3SA3), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,29%, a 4,9535 reais na venda.
Powell disse nesta quarta-feira a parlamentares da Câmara dos Deputados dos EUA que as reduções dos juros "provavelmente serão apropriadas" ainda este ano, "se a economia evoluir conforme o esperado, embora também tenha alertado que o progresso contínuo na redução da inflação "não está garantido".
"Não considero que houve qualquer nova informação no discurso do presidente Powell. Talvez o fato de não haver novidades tenha sido suficiente para impactar os mercados positivamente", disse Danilo Igliori, economista-chefe da fintech Nomad.
Na esteira dos comentários de Powell, o dólar caía de forma generalizada, com seu índice frente a uma cesta de pares fortes cedendo quase 0,50%, uma vez que os rendimentos dos títulos do governo dos EUA perdiam terreno.
Eventual redução dos juros nos EUA tendem a tornar moedas emergentes, como a brasileira, mais interessantes para uso em estratégias de "carry trade", que consistem na tomada de empréstimo em país de juros baixos e aplicação desse dinheiro em mercado mais rentável, de forma que se lucra com a diferença de taxas.
Mas, otimismo na sessão à parte, "acredito que apenas mudanças de rota nos indicadores de inflação ou mercado de trabalho terão condições de alterar a atual postura dos membros do Fed de não antecipar a data de início ou comentar sobre as características do próximo ciclo de afrouxamento da política monetária", disse Igliori.
"Neste sentido, os dados de contratações (payroll) que serão divulgados no final da semana serão observados muito de perto."
A expectativa é de que o relatório de empregos do governo dos EUA, a ser publicado na sexta-feira, mostre abertura ainda sólida de 200 mil vagas de trabalho, contra 353 mil em janeiro.
Mais cedo, dados do Relatório Nacional de emprego da ADP mostraram que a criação de vagas de trabalho no setor privado dos Estados Unidos ficou um pouco abaixo do esperado em fevereiro. O relatório da ADP, desenvolvido em conjunto com o Laboratório de Economia Digital de Stanford, tende a exagerar a desaceleração do mercado de trabalho em comparação com os dados oficiais de emprego.
Enquanto isso, dado separado mostrou que as vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos caíram marginalmente em janeiro, enquanto as contratações diminuíram, sinal de que as condições do mercado de trabalho continuam a afrouxar gradualmente
O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, em movimento puxado por blue chips, principalmente Vale e Petrobras, em meio a um ambiente favorável a risco no mundo, com o chair do Federal Reserve sinalizando que o banco central dos Estados Unidos pode cortar os juros neste ano.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,62%, a 128.890,23 pontos. Na máxima do dia, chegou a 129.323,12 pontos. Na mínima, a 128.098,95 pontos. O volume financeiro somou 25,1 bilhões de reais.
Wall St sobe após Powell alimentar esperanças de cortes de juros este ano
Os três principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quarta-feira, depois que dados econômicos e comentários do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, reforçaram expectativas de que o banco central dos Estados Unidos reduzirá sua taxa básica de juros este ano.
Powell disse na quarta-feira que ainda espera que o Fed corte juros e que a economia dos EUA não parece estar nem perto de uma recessão, embora ele tenha evitado se comprometer com um cronograma para cortes nos custos de empréstimos, já que o progresso na inflação não estava garantido.
De acordo com dados preliminares, o Dow Jones subiu 0,2%, para 38.661,51 pontos. O S&P 500 avançou 0,51%, para 5.104,79 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,58%, para 16.031,54 pontos.
As bolsas da Europa fecharam em território positivo nesta quarta-feira.
Entre os principais mercados da região, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,43%, aos 7.679,31 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX teve variação de 0,10%, aos 17.716,71 pontos. O CAC-40, referencial da Bolsa de Paris, ganhou 0,28%, para encerrar aos 7.954,74 pontos. As cotações são preliminares.
O Ibex 35 fechou com variação de +0,82%, a 10.200,30 pontos, Nos demais mercados, o FTSE MIB, de Milão, subiu 0,66%, a 33.363,84 pontos; em Lisboa, o PSI 20 avançou 0,26%, aos 6.203,64 pontos. As cotações são preliminares.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira.
Na China continental, com baixa de 0,26% do índice Xangai Composto, a 3.039,93 pontos, e alta de 0,22% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 1.722,05 pontos.
Em outras partes da Ásia, o Hang Seng avançou 1,70% em Hong Kong, a 16.438,09 pontos, enquanto o japonês Nikkei ficou praticamente estável em Tóquio, com perda marginal de 0,02%, a 40.090,78 pontos, o sul-coreano Kospi caiu 0,30% em Seul, a 2.641,49 pontos, e o Taiex subiu 0,58% em Taiwan, a 19.499,45 pontos.
Na Oceania, a bolsa de Sydney voltou ao azul hoje, após dois dias de perdas, O índice S&P/ASX 200 teve leve avanço de 0,13%, a 7.733,50 pontos.
Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.


