image

image
Obrigado pela visita! volte sempre..

terça-feira, 5 de março de 2024

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 05/03/24

Bitcoin: R$ 310.101,37 Reais e US$ 62.819,30 Dólares.
 


 O dólar subiu frente ao real nesta terça-feira, com a cautela de investidores antes de um importante relatório de empregos norte-americano e de falas do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, compensando dados de serviços mais fracos do que o esperado nos Estados Unidos.

A divisa norte-americana à vista fechou em alta de 0,14%, a 4,9556 reais na venda, recuperando fôlego depois de ter chegado a cair mais cedo.Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:01 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,15%, a 4,9665 reais.

O dólar atingiu a mínima do dia, de 4,9403 reais, minutos depois da divulgação de dados que mostraram que o crescimento do setor de serviços dos Estados Unidos desacelerou um pouco em fevereiro -- abrandamento que poderia jogar a favor de cortes de juros mais cedo do que o esperado por lá.

O nível, no entanto, não se sustentou.
"Ninguém sai vendendo (dólar) feito doido porque, de repente, pode ter surpresa no emprego, ou algo mais agressivo na fala do Powell, então é modo de espera", disse Hideaki Iha, operador de câmbio da Fair Corretora.
Powell dará depoimento a parlamentares na quarta e na quinta-feira, falas que virão após moderação recente nas apostas de mercado sobre cortes de juros.

Enquanto isso, a expectativa é de que o relatório de empregos do governo dos EUA, a ser publicado na sexta-feira, mostre abertura ainda sólida de 200 mil vagas de trabalho, contra 353 mil em janeiro. Qualquer surpresa para cima deve levar a novos adiamentos nas apostas de mercado sobre o momento do primeiro corte de juros do Fed.
Segundo Iha, o relatório de empregos deve ter maior impacto no mercado do que os discursos de Powell, uma vez que o chair do Fed não deve ser muito incisivo diante da série de dados que ainda será divulgada antes do próximo encontro de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).

A manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo pelo Fed torna menos atraente o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- um dos fatores que mais impulsionou os ganhos do real em 2022 e 2023.
Um diferencial maior torna a moeda brasileira mais interessante para uso em estratégias de "carry trade", que consistem na tomada de empréstimo em país de juros baixos e aplicação desse dinheiro em mercado mais rentável, de forma que se lucra com a diferença de taxas.

Apesar do recente pessimismo quando ao afrouxamento do Fed, o Citi disse em relatório a clientes nesta terça-feira que "o ambiente global permanece favorável para nossa cesta de compras nos mercados emergentes, e continuamos a negociar ativos de alto rendimento da América Latina no lado comprado".
Nesta terça-feira, participantes do mercado também citaram a decepção com a falta de novos anúncios de estímulo na China em um evento importante do governo como outra explicação para a alta do dólar.

O Ibovespa fechou com uma queda modesta nesta terça-feira, pressionado particularmente pelas ações da Vale (BVMF:VALE3), com agentes financeiros na expectativa da fala do chair do Federal Reserve ao comitê do Congresso norte-americano na quarta-feira.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,19%, a 128.092,78 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 128.989,02 pontos. Na mínima, a 127.823,31 pontos.

O volume financeiro somava 18,8 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

Os índices de Wall Street fecharam em baixa nesta terça-feira, com a fraqueza das empresas de megacapitalização, como a Apple, e o setor de chips pressionando o índice de tecnologia Nasdaq, antes da divulgação de uma série de dados econômicos nesta semana e de comentários do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, perante o Congresso norte-americano.

O Dow Jones caiu 1,04%, para 38.585,32 pontos. O S&P 500 perdeu 1,02%, para 5.078,66 pontos. O Nasdaq cedeu 1,65%, para 15.939,59 pontos.

As bolsas europeias tiveram desempenhos distintos nesta terça-feira.
Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,08%, aos 7.646,16 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,10%, aos 17.698,40 pontos. O CAC-40, referencial da Bolsa de Paris, cedeu 0,30%, para encerrar aos 7.932,82 pontos. As cotações são preliminares.

Nos demais mercados, o Ibex 35 fechou com variação de +0,43%, a 10.113,20 pontos. O FTSE MIB, de Milão, subiu 0,71%, a 33.146,16 pontos; em Lisboa, o PSI 20 avançou 0,19%, aos 6.187,35 pontos. As cotações são preliminares.

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira.
Na China continental, as medidas foram recebidas com comedimento. O índice Xangai Composto teve modesta alta de 0,28%, a 3.047,79 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,59%, a 1.718,31 pontos.

Liderando perdas na Ásia, o Hang Seng sofreu expressiva queda de 2,61% em Hong Kong, a 16.162,64 pontos, pressionado por um tombo de mais de 4% em seu subíndice de tecnologia.

Em outras partes da região, o japonês Nikkei registrou baixa marginal de 0,03% em Tóquio, a 40,097,63 pontos, e o Kospi caiu 0,93% em Seul, a 2.649,40 pontos,Por outro lado, o Taiex garantiu avanço de 0,42% em Taiwan, a 19.386,92 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana acompanhou o mau humor predominante da Ásia e ficou no vermelho pelo segundo dia consecutivo. O S&P/ASX 200 caiu 0,15% em Sydney, a 7.724,20 pontos.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.

.