O dólar subiu frente ao real nesta quinta-feira, com o mercado doméstico sendo contaminado pelo receio internacional depois de dados mais fortes do que o esperado sobre a inflação ao produtor dos Estados Unidos. A moeda norte-americana à vista teve alta de 0,27%, a 4,9877 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,41%, a 4,995 reais na venda. "Na parte da tarde (o dólar) virou para terreno positivo com o fortalecimento (dos rendimentos) dos Treasuries com a cautela dos investidores antes da decisão de política monetária do Fed", disse Guilherme Esquelbek, da Correparti Corretora.
O rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 10 pontos base nesta tarde, a 4,294%, impulsionando o índice do dólar frente a uma cesta de pares fortes em 0,60%.
O índice de preços ao produtor para a demanda final dos EUA subiu 0,6% no mês passado, depois de avançar 0,3% em janeiro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam que o índice subiria 0,3%.
Ainda que uma medida mais restrita do índice de preços ao produtor, que exclui componentes voláteis como alimentos, energia e serviços comerciais, tenha desacelerado a alta para 0,4% em fevereiro, de 0,6% em janeiro, prevaleceu a cautela em relação ao índice geral mais alto do que o esperado.
Além disso, as vendas no varejo dos EUA aumentaram 0,6% no mês passado, informou o Departamento de Comércio nesta quinta-feira. Os dados de janeiro foram revisados para baixo, mostrando que as vendas caíram 1,1%, em vez de 0,8% conforme informado anteriormente. Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no varejo aumentariam 0,8% em fevereiro.
Alguns operadores adiaram as apostas sobre quando o Fed vai cortar os custos dos empréstimos, mas o cenário de um primeiro ajuste em junho segue sendo o mais provável, de acordo com o mercado de juros futuros dos EUA.
No Brasil, as vendas no varejo avançaram 2,5% em janeiro na comparação com o mês anterior, resultado mais forte desde janeiro de 2023 (+2,5%) e acima das previsões de economistas (+0,2%), informou o IBGE. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, as vendas apresentaram avanço de 4,1%.
Segundo Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital, esse dado pode ter ajudado a dar algum suporte ao real nesta sessão, apesar dos dados norte-americanos.
O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, pressionado particularmente pelo declínio das ações da Vale na esteira do recuo dos futuros do minério de ferro na China, enquanto Embraer disparou para uma máxima em vários anos após relatórios positivos de Morgan Stanley e BTG Pactual.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,27%, a 127.661,31 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 128.255,78 pontos. Na mínima, a 127.192,19 pontos. O volume financeiro somava 21,56 bilhões de reais antes dos ajustes finais.
As ações dos Estados Unidos caíram nesta quinta-feira, com os papéis de fabricantes de chips ampliando as perdas pelo segundo dia, e com um salto nos preços ao produtor norte-americano, o que deixou os investidores se perguntando se o Federal Reserve poderá aguardar mais do que o esperado para cortar a taxa de juros.
Dados mostraram que os preços ao produtor dos EUA aumentaram mais do que o esperado em fevereiro, conforme o custo de bens como gasolina e alimentos aumentou.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 teve queda de 0,27%, para 5.150,59 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq perdeu 0,30%, para 16.133,55 pontos. O Dow Jones caiu 0,32%, para 38.906,71 pontos.
As bolsas europeias reverteram alta inicial e fecharam, majoritariamente, em queda nesta quinta-feira (14).
O CAC 40 , de Paris, atingiu recorde histórico de fechamento, ao subir 0,29%, aos 8.161,42 pontos, Em Londres, o índice FTSE 100 (índice calculado pela FTSE The Index Company) encerrou em baixa de 0,37%, aos 7.743,15 pontos. O DAX ( índice de ações que representa as 30 maiores empresas negociadas na bolsa de Frankfurt), O principal índice da bolsa alemã cedeu 0,11%, aos 17.942,04 pontos.
Em Madri, o Ibex-35 (índice de referência da bolsa espanhola) perdeu 0,66%, aos 10.490,50 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB (índice de referência da bolsa italiana) caiu 0,29%, aos 33.786,18 pontos.
O PSI 20 ( referencial da Bolsa de Lisboa), teve variação negativa de 0,90%, encerrando o dia em 6.055,53 pontos.
As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única e com variações modestas nesta quinta-feira (14).
O índice Nikkei subiu 0,29% em Tóquio, a 38.807,38 pontos.
Na China continental, os mercados tiveram perdas leves a moderadas: o Xangai Composto caiu 0,18%, a 3.038,23 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,59%, a 1.758,09 pontos.
Em outras partes da Ásia, o Hang Seng cedeu 0,71% em Hong Kong, a 16.961,66 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,94% em Seul, a 2.718,76 pontos, atingindo o maior nível em quase dois anos, e o Taiex registrou alta marginal de 0,05% em Taiwan, a 19.937,92 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana voltou a cair, após dois dias seguidos de ganhos. O S&P/ASX 200 recuou 0,20% em Sydney, a 7.713,60 pontos, pressionado por ações de bancos.
Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.



