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O dólar fechou perto da estabilidade frente ao real nesta segunda-feira, com investidores no aguardo de dados de inflação norte-americano antes da reunião de política monetária do Federal Reserve, em meio ainda a noticiário intenso em torno da Petrobras (BVMF:PETR4).
A divisa norte-americana à vista fechou em leve baixa de 0,06%, a 4,9787 reais na venda. Na B3 (BVMF:B3SA3), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,12%, a 4,986 reais na venda.
O movimento não diferiu muito da leve alta vista no índice do dólar contra uma cesta de rivais fortes no exterior, diante do clima de espera antes da publicação do índice de preços ao consumidor dos EUA na terça-feira.
O dado deve mostrar inflação de 0,4% em fevereiro sobre o mês anterior e alta de 3,1% na base anual, segundo economistas consultados em pesquisa da Reuters. Já o núcleo do índice deve avançar 0,3%, reduzindo o ritmo anual para 3,7%.
"As atenções estão bem concentradas em como esse índice vai vir, lembrando que, no mês anterior, em janeiro, o mercado teve uma surpresa razoavelmente negativa, então, isso acaba dobrando a importância da divulgação desta semana", disse Matheus Pizzani, economista da CM Capital.
Segundo ele, dados em linha com o esperado nos EUA não devem alterar de forma relevante a trajetória do dólar frente ao real. "Caso a composição seja ruim, com o Fed depois transmitindo uma mensagem que acabe tornando o cenário de condução da política monetária mais cauteloso, aí sim a gente volta para o câmbio dando uma derretida e (o dólar) voltando a bater, talvez, a casa dos 5 reais", acrescentou.
Juros mais altos nos EUA tornam o real menos atraente para uso em estratégias de "carry trade", que consistem na tomada de empréstimo em país seguro de juros baixos e aplicação desse dinheiro em praças mais rentáveis, geralmente de maior risco.
Na quarta-feira da semana que vem, no mesmo dia em que o Fed anunciará sua decisão, o Banco Central do Brasil também se reúne para deliberar sobre os juros, com ampla expectativa nos mercados de novo corte de 0,50 ponto percentual da taxa Selic, a 10,75% ao ano.
Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, em entrevista ao SBT, que a Petrobras não tem de pensar apenas nos seus acionistas, defendendo que recursos destinados a dividendos sejam transformados em investimentos.
Sua fala gerou novas incertezas no mercado depois que o presidente da companhia, Jean Paul Prates, disse à Reuters nesta segunda-feira que uma proposta de distribuição de 50% dos dividendos extraordinários possíveis de 2023 pela Petrobras ainda está na mesa e poderia ser aprovada em assembleia de acionistas prevista para abril.
"Claro que ainda pode ter algum resquício de pessimismo no mercado, mas, à medida que os rumores forem se dissipando, acho que essa situação atende a voltar à normalidade", disse Pizzani, da CM, sobre potenciais impactos da questão dos dividendos da Petrobras no câmbio.
Na sexta-feira, a decepção com os dividendos da companhia foi um dos fatores apontados por trás da alta de 0,95% do dólar frente ao real.
O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, enfraquecido principalmente pelo declínio de mais de 3% das ações da Vale, acompanhando o tombo dos preços do minério de ferro no exterior, enquanto Petrobras continuou no radar, com investidores ainda avaliando os riscos envolvendo a estatal após decisão da companhia sobre dividendos extraordinários.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,75%, a 126.123,56 pontos. Na máxima do dia, chegou a 127.067,97 pontos. Na mínima, a 126.065,16 pontos. O volume financeiro somou 25,6 bilhões de reais.
Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, terminou com variação negativa de 0,11% antes dos dados de inflação ao consumidor, que podem ajudar a dar novas pistas sobre os próximos passos do Federal Reserve, principalmente o início dos cortes de juros na maior economia do mundo.
No índice Dow Jones, que fechou com uma leve alta de 0,12%, em 38.769,66 pontos, a Boeing foi um dos principais destaques negativos, com queda de 3,02%. Isso ocorreu após uma reportagem do The Wall Street Journal mencionar uma investigação criminal nos EUA relacionada a um incidente envolvendo o avião 737 MAX 9 em janeiro.
No S&P 500, que caiu 0,11% e fechou em 5.117,94 pontos, e no Nasdaq, que se desvalorizou 0,41%, atingindo 16.019,27 pontos, algumas fabricantes de chips semicondutores e empresas de redes sociais também registraram perdas significativas.
As bolsas europeias fecharam sem direção única na primeira sessão da semana, nesta segunda-feira (11).
Entre os principais mercados da região, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,12%, aos 7.669,23 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,38%, aos 17.746,27 pontos. O CAC-40, referencial da Bolsa de Paris, recuou 0,10%, para encerrar em 8.019,73 pontos. O Ibex-35, referencial de Madri, subiu 0,19%, aos 10.325,20 pontos. As cotações são preliminares.
Em Lisboa, o índice PSI 20 teve variação de 0,05%, encerrando a sessão em 6.158,39 pontos.
O índice FTSE MIB caiu 0,27%, aos 33.315,07 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira (11).
Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,74%, a 3.068,46 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,12%, a 1.756,18 pontos.
Em Tóquio, o índice Nikkei teve expressiva queda de 2,19%, a 38.820,49 pontos,
Em outras partes da Ásia, o Hang Seng subiu 1,43% em Hong Kong, a 16.587,57 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi caiu 0,77% em Seul, a 2.569,84 pontos, e o Taiex registrou modesta perda de 0,30%, a 19.726,08 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana O índice S&P/ASX 200 recuou 1,82% em Sydney, a 7.704,20 pontos, pressionado por ações de mineradoras e de bancos.
Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.


