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terça-feira, 9 de janeiro de 2024

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 09/01/24

Bitcoin: R$ 227.538,92 Reais e US$ 46.257,60 Dólares.

Dólar comercialR$ 4,9044
Dólar turismoR$ 5,0972
Dólar ptaxR$ 4,8937
Euro comercialR$ 5,358
Euro turismoR$ 5.6265


O dólar à vista fechou a terça-feira em alta no Brasil, interrompendo uma sequência de três sessões consecutivas de queda, com as cotações em sintonia com o avanço da moeda norte-americana ante as demais divisas no exterior, em um dia marcado por nova alta dos rendimentos dos títulos norte-americanos.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9068 reais na venda, em alta de 0,76%. Em janeiro, a moeda norte-americana acumula elevação de 1,14%. Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,72%, a 4,9195 reais.

Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que a nova alta dos rendimentos dos Treasuries, em meio à percepção de que aumentaram as chances de que o Federal Reserve não corte juros em março, impulsionou a moeda norte-americana ao redor do mundo, inclusive no Brasil.
“O mercado segue em compasso de espera para a leitura de índices de inflação nesta semana, aqui e nos EUA”, afirmou o diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo.

“A agenda (de indicadores) fraca (hoje) e o giro fraco também deixam o mercado com menor liquidez e, então, um pouco mais sensível ao impacto de operações comerciais”, acrescentou.
Investidores aguardam a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA, na quinta-feira, e dos primeiros balanços corporativos norte-americanos, na sexta-feira, para avaliar os rumos da economia e, em paralelo, o futuro da política monetária do Fed. A depender do resultado, podem ocorrer mudanças de posições mais relevantes nos mercados -- inclusive no de câmbio.

No Brasil, o destaque será a divulgação da inflação oficial na quinta-feira.
Ainda que o dólar tenha subido nesta terça-feira, alguns profissionais do mercado seguem defendendo que a tendência de curto prazo para a moeda norte-americana é de baixa ante o real, considerando os níveis ainda elevados da taxa básica Selic e a perspectiva de que o Fed comece a cortar juros em algum momento este ano.

Internamente, investidores acompanharam nesta terça-feira as negociações em torno da proposta do governo para reonerar a folha de pagamentos de empresas -- um fator que não chegou a fazer preço no mercado de câmbio.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que a prorrogação da desoneração da folha de setores da economia foi uma decisão do Congresso e dificilmente a revogação do benefício avançará no Legislativo. No entanto, disse que não tomará nenhuma decisão sobre a proposta antes de conversar com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de março.Às 17:12 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- subia 0,22%, a 102,520.

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, pressionado por recuo de papéis ligados a commodities e bancos, em dia de agenda econômica esvaziada e com investidores ainda em compasso de espera pelos dados de inflação nos Estados Unidos nesta semana.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,72%, a 131.471,53 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo oscilado entre a mínima de 131.203,45 pontos e a máxima de 132.425,91 pontos durante a sessão.
O volume financeiro somava 16,1 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

As bolsas de Nova York encerraram o dia sem uma direção clara nesta sessão, após registrar fortes ganhos no dia anterior. Os investidores permanecem esperando pela divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos, enquanto ajustam suas expectativas em relação ao início do ciclo de cortes de juros no país.

O índice Dow Jones encerrou o dia em baixa de 0,42%, atingindo 37.525,16 pontos;
O S&P 500 recuou 0,15%, fechando em 4.756,50 pontos;
O Nasdaq teve um leve aumento de 0,09%, chegando a 14.857,71 pontos.

A City Index observou que a atenção do mercado continua voltada para os dados de inflação, cuja divulgação está programada para esta semana. Os números do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), na quinta-feira (11), e do Índice de Preços ao Produtor (PP), na sexta-feira (12), oferecerão mais pistas sobre a direção que o Federal Reserve (Fed) poderá tomar em relação às taxas de juros.

Durante a sessão, o setor bancário operou sob pressão, com grandes instituições como Goldman Sachs, Morgan Stanley, Wells Fargo e Bank of America registrando quedas superiores a 1%. A expectativa se volta para a próxima sexta-feira, quando a temporada de balanços do setor terá início, revelando os números de JPMorgan e outros bancos.
A Boeing, após uma queda de 1,41% hoje, continuou sob pressão após o declínio de 8% registrado anteriormente. Isso se relaciona com a explosão de parte de uma aeronave e a subsequente suspensão de voos do avião 737 MAX 9 nos EUA. As autoridades americanas mantiveram a suspensão temporária, afetando também a principal fornecedora da Boeing, a Spirit AeroSystems Holdings, que apresentou uma queda de 0,41% após uma queda de 11% no dia anterior.

Em um relatório divulgado hoje (9), a Fitch afirmou que a proibição terá um efeito neutro nos ratings da fabricante de aviões no curto prazo, tendo efeitos limitados em outras empresas do setor. Segundo a agência de classificação de crédito, a exposição desses players ao modelo citado é relativamente baixa, havendo um caminho claro para ação corretiva.

As bolsas de valores na Europa encerraram em baixa nesta sessão, refletindo preocupações crescentes sobre o panorama econômico das principais economias da região. O quadro de incerteza se acentuou diante da inesperada queda de 0,7% na produção industrial da Alemanha em novembro, em comparação com outubro. Os números divulgados nesta manhã intensificaram as preocupações sobre a possibilidade de contração no Produto Interno Bruto (PIB) alemão no último trimestre de 2023.

Para especialistas do Commerzbank, o desempenho do varejo, somado aos dados da produção industrial, aponta para um possível recuo na economia alemã. Esse cenário mais desafiador na maior economia da Europa contribuiu para a atmosfera de incerteza nos mercados financeiros.

O início deste ano tem sido marcado pela reversão do otimismo visto no final de 2023 nos mercados acionários. Essa mudança de cenário ocorre em meio à expectativa de um relaxamento monetário mais agressivo por parte dos principais bancos centrais globais. No entanto, declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Centeno, hoje, indicaram que os cortes de juros podem acontecer mais cedo do que o esperado, ampliando ainda mais a cautela entre os investidores.

No contexto atual, o índice DAX, de Frankfurt, registrou queda de 0,17%, encerrando aos 16.688,36 pontos. As ações do setor bancário estiveram entre os principais destaques negativos nos negócios alemães, influenciando diretamente o desempenho do índice. O índice CAC 40, de Paris, teve queda de 0,32%, atingindo os 7.426,62 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,13%, fechando em 7.683,96 pontos, enquanto o FTSE MIB, de Milão, cedeu 0,53%, aos 30.408,78 pontos.

Na Espanha, o Ibex 35 despencou 1,37%, encerrando aos 10.068,90 pontos, sendo a Grifols, uma das principais empresas do índice, a mais afetada com uma queda de 27,39%. A farmacêutica espanhola foi acusada de manipulação de balanços corporativos, o que gerou forte impacto em suas ações. Em Lisboa, o PSI 20 também registrou baixa, recuando 0,27%, encerrando aos 6.461,02 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira (9), com ganhos em Xangai e em Tóquio em meio a expectativas de novos estímulos na China e após o bom desempenho de Wall Street.

Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,20%, a 2.893,25 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,34%, a 1.746,03 pontos, após uma autoridade dizer à mídia estatal que o PBoC, como é conhecido o banco central chinês, poderá adotar medidas de relaxamento monetário, inclusive corte de compulsórios, para impulsionar a concessão de crédito.

Já em Tóquio, o japonês Nikkei voltou de um feriado com alta de 1,16%, a 33.763,18 pontos, atingindo o maior nível em 34 anos, após as bolsas de Nova York se recuperarem na segunda-feira à tarde em meio a um alívio nos juros dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano).

Em outras partes da Ásia, porém, o tom foi negativo. O Hang Seng caiu 0,21% em Hong Kong, a 16.190,02 pontos, pressionado por ações de tecnologia, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,26% em Seul, a 2.561,24 pontos, em seu quinto pregão seguido no vermelho, e o Taiex cedeu 0,21% em Taiwan, a 17.535,49 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana interrompeu hoje uma sequência de quatro pregões negativos, após dados encorajadores sobre confiança do consumidor. O S&P/ASX 200 avançou 0,93% em Sydney, a 7.520,50 pontos.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.
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