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O dólar à vista fechou esta quinta-feira com leves ganhos ante o real, na contramão da tendência mais geral para a moeda norte-americana no exterior de queda ante outras divisas, com investidores à espera de novos dados do mercado de trabalho dos EUA na sexta-feira.
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9088 reais na venda, em alta de 0,13%. Em dezembro, o dólar acumula baixa de 0,13%.Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,14%, a 4,9190 reais.Pela manhã, o dólar oscilou entre altas e baixas em diferentes momentos, mas em margens estreitas, com a moeda norte-americana sem fôlego para emplacar variações maiores.Na cotação mínima da sessão, às 10h07, o dólar atingiu 4,8799 reais (-0,45%). Na máxima, às 11h56, atingiu 4,9160 reais (+0,28%). Da mínima para a máxima, a variação foi de apenas 0,74%, numa clara indicação de que os negócios seguiam travados.
“Todo mundo está de olho no 'payroll'”, resumiu Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, ao justificar a variação contida das cotações nesta quinta-feira.
A leitura do mercado é de que o relatório de emprego payroll poderá corroborar ou não os números mais recentes do mercado de trabalho norte-americano, que indicaram desaceleração na geração de vagas.
Na terça-feira, o Departamento do Trabalho informou que as vagas de emprego, uma medida de demanda por trabalho, caíram 617.000, para 8,733 milhões, em outubro, conforme o relatório JOLTS. Na quarta, o Relatório Nacional de Emprego da ADP informou que foram abertos 103.000 postos de trabalho no setor privado em novembro nos EUA, bem abaixo dos 130.000 postos projetados em pesquisa da Reuters.
Um payroll fraco, na visão do mercado, vai reforçar as apostas mais recentes de que o Federal Reserve iniciará o processo de corte de juros já em março do ano que vem -- o que, em tese, pode servir como novo estímulo de baixa para o dólar ao redor do mundo.
“Mas temos que ficar atentos no Brasil, porque não veremos em um primeiro momento uma queda significativa (do dólar), porque historicamente multinacionais e fundos costumam fazer remessas de recursos para fora em dezembro”, ponderou Avallone.
Na prática, as remessas de fim de ano tendem a sustentar o dólar em patamares mais elevados nesta sexta-feira, mesmo que o payroll traga novo viés negativo para a divisa dos EUA.No exterior, o dólar index -- que compara a divisa dos EUA com uma cesta de pares fortes -- mantinha-se em baixa firme no fim da tarde desta quinta-feira, puxado principalmente pela disparada do iene, após o banco central japonês indicar que seus juros podem deixar o território negativo.
O viés principal para o dólar também era de baixa em relação a outras divisas de emergentes e exportadores de commodities. Algumas das exceções eram vistas no Brasil e no México, onde o dólar avançava.
Às 17:12 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,59%, a 103,540.Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de fevereiro.
À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 296 milhões de dólares em novembro. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 703 milhões de dólares no período e, pela via comercial, entradas de 999 milhões de dólares.
O Ibovespa fechou com um acréscimo discreto nesta quinta-feira, com ações de empresas sensíveis a juros entre os destaques positivos, em um pregão marcado por viés de baixa nas taxas dos contratos de DI, enquanto Sabesp recuou após mais um avanço em direção à privatização da maior empresa de saneamento do país.
Investidores aguardam definições no front fiscal, entre elas a votação de medida provisória que trata da isenção tributária para a subvenção de investimentos, novamente adiada, assim como novos sinais sobre o ritmo da economia norte-americana, com dados do mercado de trabalho previstos para a sexta-feira.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,31%, a 126.009,57 pontos. Na máxima do dia, chegou a 126.581,04 pontos. Na mínima, a 125.565,53 pontos. O volume financeiro somou 20,6 bilhões de reais.
DESTAQUES
- GRUPO SOMA ON fechou em alta de 5,68%, a 6,88 reais, capitaneando as altas de empresas de varejo de vestuário, com AREZZO ON subindo 2,24%, ALPARGATAS PN (BVMF:ALPA4) valorizando-se 1,24% e LOJAS RENNER ON (BVMF:LREN3) mostrando acréscimo de 1,47%. No varejo eletrônico, MAGAZINE LUIZA ON (BVMF:MGLU3) subiu 4,15%, mas CASAS BAHIA ON encerrou em queda de 1,85%.
- CYRELA ON (BVMF:CYRE3) subiu 4,74%, a 23,00 reais, também endossada pelo cenário para os juros, com o índice do setor imobiliário na B3 (BVMF:B3SA3) encerrando com alta de 1,9%.
- GPA (BVMF:PCAR3) ON avançou 2,51%, a 4,08 reais, no terceiro pregão seguido de alta. Na véspera, executivos reforçaram 'guidance' de melhora na margem Ebitda no próximo ano, que veem como um componente para ajudar nos planos de reduzir significativamente a alavancagem, assim como o processo de venda de ativos. No varejo alimentar, CARREFOUR BRASIL ON (BVMF:CRFB3) caiu 0,7% e ASSAÍ ON cedeu 0,49%.
- COGNA ON (BVMF:COGN3) terminou em alta de 2,17%, a 3,30 reais, em sessão com Investor Day do grupo de educação, no qual o CEO afirmou que a empresa deve bater "com tranquilidade" 1 bilhão de reais em geração de caixa operacional em 2024. A Cogna também revisou projeção para Ebitda recorrente no próximo ano, de 2,4 bilhões de reais para a faixa de 2,1 bilhões a 2,4 bilhões de reais. No setor, YDUQS ON (BVMF:YDUQ3) subiu 4,75%.
- GOL (BVMF:GOLL4) PN valorizou-se 3,91%, a 8,76 reais, também entre as maiores altas, enquanto AZUL PN (BVMF:AZUL4) ganhou 3,37%, a 16,85 reais.
- USIMINAS PNA (BVMF:USIM5) fechou com elevação de 0,97%, a 8,37 reais, em pregão marcado por evento da empresa com analistas e investidores, no qual o CFO afirmou que a companhia está avaliando a possibilidade de paralisar a produção de um de seus dois altos-fornos menores na usina de Ipatinga (MG), sem desligá-los totalmente, diante da situação do mercado interno com importações elevadas e demanda morna.
- ENGIE BRASIL ON (BVMF:EGIE3) cedeu 2,69%, a 43,37 reais, tendo no radar relatório de analistas do Citi divulgado após o fechamento na véspera cortando a recomendação dos papéis para "venda", embora tenham elevado preço-alvo de 38 para 39 reais.
- SABESP ON (BVMF:SBSP3) recuou 1,52%, a 67,94 reais, no primeiro pregão após a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovar projeto de lei que concede autorização para privatização da maior companhia de saneamento básico e distribuição de água encanada do Brasil. Em 2023, a ação sobe mais de 20%.
- VALE ON (BVMF:VALE3) subiu 0,32%, a 72,60 reais, conforme os futuros do minério de ferro avançaram na China, com o contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange (DCE) subindo 3,9%. Agentes do mercado reagiram a números otimistas de exportação da China e notícias positivas dos principais produtores do minério.
- PETROBRAS PN (BVMF:PETR4) recuou 0,24%, a 33,42 reais, após sessão volátil, acompanhando a indefinição dos preços do petróleo durante o dia. A companhia reduzirá em 6,7% o preço médio do diesel em suas refinarias a partir de sexta-feira, enquanto manteve estável o valor da gasolina, em meio a um contínuo recuo dos preços do petróleo no mercado internacional. Também no radar, o Tribunal de Contas da União (TCU) revogou medida cautelar que impedia o registro de determinadas alterações no estatuto da estatal, realizadas em reforma do texto que flexibilizou a chance de indicações de políticos para membros da alta cúpula.
- ITAÚ UNIBANCO PN (BVMF:ITUB4) ganhou 0,99%, a 31,62 reais, BRADESCO PN (BVMF:BBDC4) subiu 0,25%, a 16,20 reais, conforme agentes continuam monitorando movimentações com potenciais efeitos na tributação do setor. Fontes afirmaram à Reuters na véspera que o governo deu aval para o Congresso desidratar regras propostas para Juros sobre Capital Próprio (JCP), que devem ser incorporadas à MP para regulamentar subvenções.
Hoje os mercados acionários de Nova York encerraram em território positivo, com o Nasdaq liderando o avanço, registrando uma valorização superior a 1%. Esse desempenho foi impulsionado, em grande parte, pela Alphabet, que se destacou com novidades relacionadas à inteligência artificial (IA). Os investidores, por sua vez, mantiveram uma postura cautelosa enquanto aguardavam o relatório de emprego dos EUA, conhecido como payroll, que será divulgado amanhã.
Dow Jones: subiu 0,17%, atingindo 36.117,38 pontos;
S&P 500: avançou 0,80%, alcançando 4.585,59 pontos;
Nasdaq: registrou um expressivo aumento de 1,37%, alcançando 14.339,99 pontos.
As bolsas europeias encerraram o pregão de hoje (7) em baixa, refletindo uma correção parcial motivada por indicativos de desaceleração econômica vindos da China e da região, sinalizando possíveis impactos nas principais economias globais.
FTSE 100 (Londres): registrou uma queda de 0,02%, alcançando 7.513,72 pontos;
DAX (Frankfurt): fechou em declínio de 0,16%, atingindo 16.628,99 pontos;
CAC 40 (Paris): caiu 0,10%, situando-se em 7.428,52 pontos;
FTSE MIB (Milão): teve uma queda de 0,67%, marcando 30.121,77 pontos;
Ibex 35 (Madri): teve uma redução de 1,14%, chegando a 10.141,20 pontos;
PSI 20 (Lisboa): diminuiu 1,22%, alcançando 6.529,49 pontos.
Os mercados acionários da Ásia tiveram pregão negativo nesta quinta-feira (7), com Tóquio em baixa de quase 2%. Em Xangai, por outro lado, o quadro terminou bem próximo da estabilidade. A balança comercial da China, com números em geral modestos, esteve em foco na região.
Os mercados da Ásia em geral parecem ter recebido com cautela os números da balança comercial da China, que apontam para uma economia ainda lutando para ganhar fôlego, disse Michael Hewson, analista-chefe de mercados da CMC Markets.
A Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,09%, a 2.966,21 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 0,27%, para 1.935,53 pontos. Ações ligadas a montadoras puxaram o movimento para baixo, enquanto a balança comercial da China mostrou demanda doméstica fraca, no dado oficial publicado mais cedo.
Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei registrou baixa de 1,76%, a 32.858,31 pontos. Entre ações em foco na capital japonesa, Kawasaki Kisen Kaisha, do setor de transportes, caiu 4,95%, e a fabricante de equipamentos relacionados a semicondutores Advantest teve baixa de 4,7%.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,71%, a 16.345,89 pontos. A Moody’s revisou sua perspectiva para o rating de Hong Kong, de estável para negativa, após ter feito o mesmo com a China nesta semana. Quase todos os setores caíram no mercado local, puxados por farmacêuticas e empresas ligadas a microchips.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi registrou baixa de 0,13%, em 2.492,07 pontos em Seul. Ações ligadas à robótica e a eletrônicos caíram. Doosan Robotics recuou 7,7%, com realização de lucros após ganhos recentes. LG Electronics teve queda de 4,7%, estendendo perdas para a sétima sessão consecutiva, diante de perspectivas fracas para seu balanço no quarto trimestre.
Em Taiwan, o índice Taiex caiu 0,47%, a 17.278,74 pontos.
Na Oceania, em Sydney o índice S&P/ASX 200 fechou em baixa de 0,07%, a 7.173,30 pontos. O mercado australiano não mostrou fôlego, um dia após o maior ganho diário desde novembro de 2022. Ações do setor financeiro e papéis ligados ao consumo estiveram entre as quedas, com ajuste após alta forte na última quarta-feira (6).
Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.


