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segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 04/12/23

Bitcoin: R$ 209.840,70 Reais e US$ 42.357,80 Dólares.

Dólar comercialR$ 4,9384
Dólar turismoR$ 5,1127
Dólar ptaxR$ 4,9091
Euro comercialR$ 5,359
Euro turismoR$ 5.6113


O avanço dos rendimentos dos Treasuries nesta segunda-feira definiu a alta firme do dólar em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde a divisa norte-americana subiu mais de 1% ante o real, com parte dos investidores aproveitando a sessão para realizar lucros antes da bateria de dados desta semana.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9485 reais na venda, em alta de 1,38%. Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:03 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,33%, a 4,9600 reais.

O Ibovespa fechou em queda de mais de 1% nesta segunda-feira, pressionado por movimentos de realização de lucros após renovar máximas desde 2021 na última sessão, com as ações da Gol (BVMF:GOLL4) capitaneando as perdas após a companhia aérea contratar uma consultoria para a revisão de sua estrutura de capital.

A semana também começou com perdas em Wall Street e alta nos rendimentos dos Treasuries, refletindo ajustes, enquanto agentes financeiros aguardam novos dados dos Estados Unidos nos próximos dias, incluindo números sobre o mercado de trabalho, para calibrar apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,08%, a 126.802,79 pontos. Na máxima do dia, chegou a 128.182,88 pontos. Na mínima, a 126.643,22 pontos. O volume financeiro somava 19,6 bilhões de reais.
Na visão do economista-chefe da Genial Investimentos, José Marcio Camargo, a trajetória de alta dos ativos deverá continuar nesta semana, uma vez que se consolida entre investidores a expectativa de que a taxa básica de juros dos EUA deverá permanecer constante nas próximas reuniões do Fed.

"Para os investidores, a pergunta é quando terá início a trajetória de queda da taxa", afirmou em comentário enviado a clientes nesta segunda-feira.

Dados da B3 (BVMF:B3SA3) sobre o fluxo de estrangeiros no mercado secundário de ações no Brasil têm refletido essa percepção sobre a política monetária dos EUA, com novembro registrando um saldo positivo de 21 bilhões de reais, maior entrada líquida mensal do ano, após três meses em que as vendas superaram as compras.

Nesse cenário, o Ibovespa acumulou em novembro alta de 12,54%, maior ganho mensal em três anos.
"O pano de fundo, no entanto, pouco mudou: os investidores seguem apostando no fim do ciclo de altas de juros mundo afora e, se possível, em um breve início de reversão desse processo ainda no 1º trimestre de 2024", afirmou a Ágora Investimentos, chamando tom mais negativo no exterior de "ajustes pontuais".
A equipe da corretora acrescentou que o resultado fiscal no Brasil, junto com o abrandamento das taxas de juros em outras economias, continua sendo o foco dos investidores e a votação do projeto de lei de taxação das apostas esportivas é um evento importante nos próximos dias.

DESTAQUES

- VALE ON (BVMF:VALE3) caiu 2,25%, a 73,53 reais, maior pressão de baixa no Ibovespa dado o seu peso na composição do índice, tendo como pano de fundo a queda dos futuros do minério de ferro na Ásia, onde o contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange (DCE), na China, encerrou o dia com queda de 1,14%. Em Cingapura, o minério de referência perdeu 2,14%.

- PETROBRAS PN (BVMF:PETR4) recuou 2,13%, a 34,91 reais, em dia de fraqueza dos preços do petróleo no exterior, com o Brent fechando com declínio de 1,08%. A companhia também anunciou nesta segunda-feira acordo para instalar um centro de captura e armazenamento de gás carbônico no Rio de Janeiro.

- ITAÚ UNIBANCO PN (BVMF:ITUB4) terminou com acréscimo de 0,13%, a 31,54 reais, enquanto BRADESCO PN (BVMF:BBDC4) caiu 0,76%, a 16,18 reais. Entre os grandes de varejo, SANTANDER BRASIL UNIT (BVMF:SANB11) foi o destaque positivo e fechou em alta de 0,95%. BANCO DO BRASIL ON (BVMF:BBAS3) recuou 0,39%.

- GOL PN encerrou em baixa de 9,19%, a 8,30 reais, tendo no radar o anúncio na noite de sexta-feira de que contratou a Seabury Capital para ajudar a empresa em uma "ampla revisão" de sua estrutura de capital. Para analistas do Citi, a decisão da empresa sobre contratação da Seabury sugere que a companhia aérea ainda enfrenta desafios financeiros significativos. No setor, AZUL PN (BVMF:AZUL4) perdeu 5,82%.

- ALPARGATAS ON caiu 5,51%, a 9,09 reais, após acumular alta de 7,6% na semana passada, acompanhando o movimento generalizado de ajustes em outros papéis relacionados a consumo. CASAS BAHIA ON perdeu 5,45%, MAGAZINE LUIZA ON (BVMF:MGLU3) recuou 7,83%, CVC (BVMF:CVCB3) BRASIL ON cedeu 4,86%. O índice do setor de consumo na B3 mostrava declínio de 1,29%.

- EMBRAER ON (BVMF:EMBR3) valorizou-se 0,70%, a 23,00 reais, após anunciar nesta segunda-feira que a Coreia do Sul é o primeiro cliente do cargueiro C390 Millennium na Ásia, com o país comprando número não revelado de aeronaves da fabricante brasileira.

- SUZANO (BVMF:SUZB3) ON encerrou com variação positiva de 0,06%, a 51,79 reais, buscando uma recuperação após duas quedas seguidas, sendo que apenas na sexta-feira fechou com um recuo de quase 3,8%. Analistas do BTG Pactual (BVMF:BPAC11) também reiteraram recomendação de "compra" para a ação e elevaram o preço-alvo de 71 para 79 reais, enquanto rebaixaram Klabin para "neutra", reduzindo o preço-alvo de 31 para 26 reais. KLABIN UNIT (BVMF:KLBN11) fechou em baixa de 1,23%, a 20,9 reais.

Nesta última sessão, as bolsas de Nova York encerraram em baixa, aparentemente revertendo lucros recentes, sob a influência do aumento dos retornos dos Treasuries e em meio a especulações sobre o corte inicial das taxas pelo Federal Reserve (Fed).

    Dow Jones: caiu 0,11%, aos 36.204,44 pontos;
    S&P 500: perdeu 0,54%, aos 4.569,78 pontos;
    Nasdaq: fechou em baixa de 0,84%, aos 14.185,49 pontos.

Os principais índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuaram, registrando perdas de 0,11%, 0,54% e 0,84%, respectivamente. Essa movimentação descendente surge em um contexto em que os juros dos Treasuries, que aliviaram na última sexta-feira, retomaram sua ascensão no início desta semana, exercendo pressão sobre as ações de empresas voltadas à tecnologia.

As bolsas europeias encerraram a sessão predominantemente em queda hoje (4), refletindo um cenário cauteloso diante da expectativa em relação aos futuros movimentos da política monetária dos principais bancos centrais. O foco recai sobre indicadores de atividade e as decisões previstas para o final de 2023, as quais podem moldar a postura das autoridades ao longo do próximo ano.

    FTSE 100 (Londres): registrou uma queda de 0,22%, fechando em 7.512,96 pontos;
    DAX (Frankfurt): subiu 0,04%, fechando em 16.404,76 pontos;
    CAC 40 (Paris): retrocedeu 0,18%, fechando em 7.332,59 pontos;
    FTSE MIB (Milão): registrou uma queda de 0,05%, atingindo 29.914,09 pontos;
    Ibex 35 (Madri): apresentar um ganho de 0,40%, alcançando 10.181,10 pontos;
    PSI 20 (Lisboa): obteve um ganho de 0,69%, atingindo 6.572,24 pontos.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia com uma queda de 0,11%, situando-se em 465,68 pontos, refletindo a atmosfera de cautela que permeou as negociações.

Os mercados acionários da Ásia não tiveram sinal único nesta segunda-feira (4), mas houve perdas em Xangai e em Tóquio.
A Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,29%, em 3.022,91 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 0,34%, a 1.968,48 pontos. Ações de incorporadoras e farmacêuticas estiveram sob pressão. Pharmaron Beijing caiu 9,9% e Poly Developments & Holdings, 2,8%.

Em Tóquio, o índice Nikkei registrou baixa de 0,60%, a 16.830,30 pontos. A força do iene foi negativa para ações de exportadoras japonesas. Toyota Industries e Denso estiveram entre as mais pressionadas, com baixas de 5,2% e 3,3%, respectivamente.
O índice Kospi, da Bolsa de Seul, foi na contramão da maioria e subiu 0,40%, a 2.514,95 pontos. Ações de empresas ligadas a baterias e também ao transporte marítimo de cargas puxaram o mercado local para cima. Entre as empresas do segmento de baterias para veículos elétricos, Posco Futuro M e SK ie Technology subiram 11% e 15%, respectivamente, após os Estados Unidos anunciarem nova diretriz para limitar conteúdo chinês em baterias para o recebimento de créditos tributários americanos. HD Hyundai Heavy Industries ganhou 3,8%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrou baixa de 1,09%, a 16.646,05 pontos, em meio a preocupações com a economia da China, antes de mais indicadores previstos para esta semana. O Goldman Sachs avalia que o mercado teve reação tímida a medidas recentes de relaxamento de Pequim, por acreditar que isso não será suficiente e questionar seu impacto.

Ações de farmacêuticas estiveram entre as quedas, com Wuxi Biologics em baixa de 24%, antes de que a negociação do papel fosse paralisada. Já China Evergrande Group subiu 9,2% após um tribunal dar à incorporadora mais prazo para um plano de reestruturação.

Em Taiwan, o Taiex caiu 0,10%, a 17.421,48 pontos.

Na Oceania, em Sydney o índice S&P/ASX 200 fechou em alta de 0,73%, em 7.124,70 pontos. O nível de fechamento foi o mais alto desde 20 de setembro, na véspera da última decisão do ano de política monetária do Banco Central da Austrália. Ações ligadas ao ouro e ao minério de ferro puxaram o mercado local para cima.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires.

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