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quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 09/11/23

Bitcoin: R$ 181.483,31 Reais e US$ 36.537,90 Dólares.

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O dólar à vista fechou a quinta-feira em alta ante o real, na esteira do avanço da moeda norte-americana no exterior, em uma sessão marcada por declarações duras de autoridades do Federal Reserve sobre a política monetária dos Estados Unidos.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9409 reais na venda, em alta de 0,67%. Foi a segunda sessão consecutiva de elevação da moeda norte-americana, após cinco quedas consecutivas. Em novembro, a divisa dos EUA acumula baixa de 1,98%.

Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:33 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,63%, a 4,9500 reais.

Pela manhã, o dólar à vista oscilou entre leves altas e baixas ante o real, com as cotações refletindo, por um lado, certo otimismo com a área fiscal brasileira e, por outro, a expectativa antes da fala do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, marcada para as 16h.

Na cotação mínima do dia, o dólar á vista marcou 4,8922 reais (-0,32%).

“Hoje (quinta-feira) tivemos um ‘não-movimento’, com o dólar meio de lado, e os investidores esperando pela fala do Powell”, comentou durante a tarde Luís Guilherme, head de câmbio da Nova Futura Investimentos.

Após as 15h, o dólar acelerou os ganhos ante o real, em reação ao avanço maior da moeda norte-americana também no exterior, na esteira de um leilão de títulos do Tesouro norte-americano, que deu impulso adicional aos yields.

As cotações escalaram patamares ainda mais elevados após as 16h, com os comentários de Powell já repercutindo nos negócios.

Powell afirmou que as autoridades do Fed "não estão confiantes" de que a taxa de juros nos EUA esteja alta o suficiente para encerrar a batalha contra a inflação.

“Se for apropriado apertar ainda mais a política monetária, não hesitaremos em fazê-lo", disse Powell, em uma conferência de pesquisa do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A fala de Powell -- considerada mais dura, ou hawkish, no jargão do mercado -- somou-se a comentários igualmente firmes do presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, feitos no início da tarde. Segundo ele, embora tenha havido um "progresso real" em relação à inflação, ainda não há certeza sobre se será preciso elevar a taxa de juros para concluir o trabalho de controle de preços nos EUA.

"Ainda não se sabe se uma desaceleração que acalme a inflação exigirá mais de nós, e é por isso que defendi nossa decisão de manter os juros em nossa última reunião", disse.

As declarações das autoridades do Fed deram suporte à aceleração do dólar ante várias divisas no exterior. No Brasil, o dólar marcou a máxima de 4,9477 reais (+0,81%) às 16h48, já perto do fechamento.

Às 17:33 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- subia 0,37%, a 105,890.

Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de janeiro.

À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de 3,400 bilhões de dólares em outubro. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 699 milhões de dólares em outubro e, pela via comercial, o saldo de outubro foi positivo em 4,099 bilhões de dólares.

O Ibovespa fechou em queda marginal nesta quinta-feira, após ultrapassar os 120 mil pontos na máxima, o que não acontecia desde agosto, em dia marcado por uma bateria de balanços corporativos, com as ações de Minerva, Casas Bahia e Banco do Brasil entre os destaques de baixa após divulgarem seus resultados.

O penúltimo pregão da semana também foi marcado pela disparada dos papéis da Braskem após nova proposta pelo controle da companhia, assim como alta de Petrobras, que encontrou apoio no avanço do petróleo para se recuperar após três quedas seguidas, tendo no radar ainda o balanço trimestral.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,12%, a 119.034,14 pontos. Na máxima, chegou a 120.256,62 pontos. Na mínima do dia, chegou a 118.445,86 pontos. O volume financeiro somou 25,1 bilhões de reais.

DESTAQUES

- BRASKEM PNA (BVMF:BRKM5) disparou 15,63%, a 19,98 reais, após o grupo petrolífero Adnoc, de Abu Dhabi, fazer uma nova oferta não vinculante, no valor de 10,5 bilhões de reais, pela participação que a Novonor tem petroquímica, que equivale a 37,29 reais por ação. A Braskem também reportou balanço com prejuízo líquido de 2,4 bilhões de reais e salto no endividamento. Na máxima do dia, a ação chegou a 21,26 reais.

- PETROBRAS PN (BVMF:PETR4) avançou 2,08%, a 34,88 reais, buscando apoio na alta do petróleo no exterior para se recuperar após fechar em baixa nos últimos três pregões. A companhia reporta seu resultado trimestral após o fechamento do mercado.

- VALE ON (BVMF:VALE3) subiu 0,48%, a 70,47 reais, beneficiada pela alta dos futuros do minério de ferro na China. O contrato da commodity mais negociado na Dalian Commodity Exchange (DCE) encerrou as negociações diurnas em alta de 1,79%, a 939 iuans (128,89 dólares) a tonelada, maior valor desde junho de 2022.

- BANCO DO BRASIL ON (BVMF:BBAS3) fechou em baixa de 4,18%, a 49,51 reais, tendo de pano de fundo alta de 4,5% no lucro líquido ajustado do terceiro trimestre, para 8,79 bilhões de reais, com elevação da carteira de crédito, mas impacto negativo de provisão adicional ao caso Americanas (BVMF:AMER3). O retorno sobre o patrimônio líquido ficou em 21,3% no trimestre, queda de 0,6 ponto percentual contra um ano antes.

- GRUPO SOMA ON saltou 6,54%, a 6,19 reais, em meio à repercussão do resultado do terceiro trimestre da varejista de moda, que mostrou lucro líquido ajustado de 96,1 milhões de reais, queda de 6,7% na base anual. A receita líquida subiu 5% e as vendas mesmas lojas tiveram elevação de 3,7%. LOJAS RENNER ON (BVMF:LREN3), que reporta seus dados após o fechamento do mercado, subiu 0,74%.

- MRV&CO ON encerrou com acréscimo de 2,48%, a 9,52 reais, apesar do prejuízo líquido atribuído aos controladores de 136,5 milhões de reais no terceiro trimestre, contra lucro de 1,58 milhão de reais no mesmo período em 2022. Após nova queima de caixa no período, o CFO da construtora afirmou que a expectativa da empresa é de geração de caixa no quarto trimestre.

- COGNA ON (BVMF:COGN3) valorizou-se 3,82%, a 2,72 reais, após divulgar que encerrou o terceiro trimestre com prejuízo líquido ajustado de 44 milhões de reais, em desempenho ainda pressionado pelo resultado financeiro, mas menor do que o esperado por analistas, em perfomance marcada por expansão de receitas, margem operacional e captação de alunos.

- ALPARGATAS PN (BVMF:ALPA4) fechou em alta de 2,63%, a 8,99 reais, mesmo com o balanço do terceiro trimestre mostrando queda de 18% na receita líquida consolidada ano a ano, com o resultado operacional medido pelo Ebitda normalizado caindo 58,2% na mesma comparação, para 76,9 milhões de reais no período. O lucro líquido normalizado somou 4,6 milhões de reais, tombo de 90% ano a ano.

- MINERVA ON (BVMF:BEEF3) desabou 13,45%, a 6,82 reais, tendo no radar balanço do terceiro trimestre, com queda de 11,5% no resultado operacional medido pelo Ebitda, em meio a declínio de receitas da produtora de carne. A dívida líquida em relação ao Ebitda aumentou para 2,8 vezes.

- CASAS BAHIA ON despencou 12,28%, a 0,50 real, após a varejista divulgar prejuízo líquido de 836 milhões de reais no terceiro trimestre, perda 311,8% maior do que a registrada um ano antes, com queda de vendas e impactos de sua nova estratégia de negócios. Até a véspera, os papéis acumulavam alta de 26,7% em novembro. MAGAZINE LUIZA ON (BVMF:MGLU3) caiu -3,93%.

- HAPVIDA ON (BVMF:HAPV3) encerrou em alta de 3,48%, a 4,46 reais. A administradora de serviços de saúde teve queda de 61,5% no lucro líquido ajustado no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior, mas a receita líquida consolidada avançou quase 9%. A sinistralidade caixa ficou em 71,9% no período, contra 73% um ano antes e 73,9% no segundo trimestre deste ano.

- AERIS ON, que não faz parte do Ibovespa, caiu 10,75%, a 0,83 real, após a fabricante de equipamentos para geração de energia pedir registro para uma oferta de ações, buscando captar cerca de 400 milhões de reais. A operação pode ser subscrita integralmente pelo BTG Pactual (BVMF:BPAC11).

Bolsas dos EUA: Fed sinaliza possível aperto monetário e interrompe sequência histórica do S&P 500
As bolsas de Nova York encerraram em baixa hoje, influenciadas por pronunciamentos do Federal Reserve (Fed), que destacou a robustez da economia dos Estados Unidos. O presidente do Fed, Jerome Powell, mencionou a possibilidade de um aperto monetário, interrompendo a sequência de altas do S&P 500, que estava prestes a atingir números não vistos desde 2004. 

    Dow Jones fechou em baixa de 0,65%, em 33.891,94 pontos;
    S&P 500 teve baixa de 0,81%, a 4.347,35 pontos;
    Nasdaq caiu 0,94%, a 13.521,45 pontos.

 Bolsas da Europa: Índices fecham em alta com destaque para resultados corporativos e discursos de bancos centrais
As bolsas europeias encerraram o dia em território positivo, impulsionadas por uma série de resultados corporativos e declarações de autoridades do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE).

    FTSE 100 (Londres): fechou com ganhos de 0,73%, aos 7.455,67 pontos;
    DAX (Frankfurt): subiu 0,81%, aos 15.352,54 pontos;
    CAC 40 (Paris): ganhou 1,13%, aos 7.113,66 pontos;
    FTSE MIB (Milão): subiu 0,80%, aos 28.660,66 pontos;
    Ibex 35 (Madri): teve ganhos de 1,32%, aos 9.407,50 pontos;
    PSI 20 (Lisboa): teve alta 0,59%, aos 6.268,27 pontos;

Bolsas da Ásia: mercado patina após novos sinais decepcionantes da China
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira (9), com algumas se recuperando de perdas recentes e outras pressionadas por dados fracos de inflação da China.

O índice japonês Nikkei subiu 1,49% em Tóquio, a 32.646,46 pontos, impulsionado por ações de tecnologia e do setor automotivo, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,23% em Seul, a 2.427,08 pontos, após uma sessão volátil e de leves oscilações, e o Taiex ficou perto da estabilidade em Taiwan, com alta marginal de 0,03%, a 16.745,65 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto também ficou praticamente estável, com ligeiro ganho de 0,03%, a 3.053,28 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,47% a 1.911,89 pontos. Em Hong Kong, o dia foi negativo, com baixa de 0,33% do Hang Seng, a 17.711,29 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul hoje, ajudada pelo bom desempenho de ações de grandes empresas locais. O S&P/ASX 200 avançou 0,28% em Sydney, a 7.014,90 pontos.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires.

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