Bitcoin: R$ 179.425,14 Reais e US$ 36.293,40 Dólares.
| Dólar comercial | R$ 4,8759 |
| Dólar turismo | R$ 5,0734 |
| Dólar ptax | R$ 4,8783 |
| Euro comercial | R$ 0,00 |
| Euro turismo | R$ 5.6039 |
Após recuar mais de 1% na véspera, quando parte das praças no Brasil estiveram fechadas pelo feriado, o dólar à vista fechou em alta firme ante o real nesta terça-feira, em meio a ajustes de preços, a receios com a área fiscal e à alta da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas, em dia de divulgação da ata do Fed.
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8984 reais na venda, em alta de 0,95%. Em novembro, a moeda acumula baixa de 2,82%.
Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:32 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,87%, a 4,9010 reais.
Na segunda-feira, quando várias praças de negócios permaneceram fechadas em função do Dia da Consciência Negra, o dólar à vista cedeu 1,09% ante o real, numa sessão marcada pela baixa liquidez. O forte recuo abriu espaço para que, nesta terça-feira, houvesse um ajuste de preços e posições no mercado.
“Tem um pouco de payback (retorno) de ontem (segunda-feira), quando o real ganhou bem perante o dólar. Foi um dia de liquidez menor, por ser feriado em alguns lugares, então hoje (terça-feira) há um pouco de devolução dos exageros, na medida em que a liquidez volta ao normal”, comentou Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho (NYSE:MFG).
No início da sessão, às 9h07, o dólar à vista chegou a oscilar no território negativo, marcando a cotação mínima de 4,8420 reais (-0,21%) às 9h07. Mas o movimento não se sustentou em função dos ajustes de preços, após a forte queda da véspera.
Além disso, investidores aguardavam pela divulgação da ata do último encontro de política monetária do Federal Reserve, marcada para as 16h, e monitoravam o noticiário no Brasil.
Os receios em torno da questão fiscal permearam os negócios com juros futuros e contribuíram para sustentar as cotações do dólar ante o real, conforme alguns profissionais ouvidos pela Reuters.
Durante a tarde, surgiu a notícia de que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado adiou a votação do projeto que muda a forma de tributação de fundos exclusivos e offshore para quarta-feira, após um pedido de vista da oposição.
O projeto, que faz parte dos esforços do governo para melhorar a arrecadação, teve seu parecer apresentado nesta terça-feira na CAE pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da proposta. Logo depois, o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), pediu vista.
Já o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, disse que o governo quer regulamentar na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024 os limites de crescimento máximos e mínimos de despesas definidos pelas novas regras fiscais, argumentando que isso "fortalece" o arcabouço para as contas públicas.
Segundo ele, os limites máximo e mínimo de crescimento real das despesas -- de 0,6% a 2,5% -- visam evitar "arranjo pró-cíclico" na política fiscal.
No exterior, durante a tarde o dólar sustentava ganhos ante divisas fortes e em relação a boa parte das moedas de países emergentes e exportadores de commodities, o que contribuía para a alta das cotações no Brasil. Às 15h25, o dólar à vista marcou a máxima de 4,9083 reais (+1,15%).
Após a divulgação da ata do Fed, o cenário se manteve, corroborando o avanço do dólar ante o real.
No documento, o Fed registrou que suas autoridades poderão adotar uma abordagem cautelosa para a taxa básica de juros dos EUA e que só precisarão aumentá-la "se" as informações recebidas mostrarem progresso insuficiente na redução da inflação.
“O documento foi divulgado às 16h, demonstrando ainda uma preocupação do comitê de política monetária do Banco Central dos Estados Unidos com a inflação, que permanece elevada e distante da meta de 2%, embora, por outro lado, comece a apresentar sinais de arrefecimento”, pontuou Diego Costa, head de câmbio para Norte e Nordeste da B&T Câmbio, em análise enviada a clientes.
“O dólar recupera parte das perdas dos últimos dias... com cautela dos investidores diante de um cenário com maiores incertezas globais envolvendo a trajetória de juros e déficit fiscal nos Estados Unidos e o risco de recessão na Europa", acrescentou Costa.
Às 17:32 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- subia 0,12%, a 103,570.
O Ibovespa fechou em leve queda nesta terça-feira, após série de quatro avanços seguidos, em movimento que acompanhou o recuo tímido dos principais índices em Wall Street, em sessão marcada pela divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed).
Petrobras e ações do setor financeiro ficaram entre as principais pressões de baixa ao Ibovespa, enquanto Vale e Gerdau (BVMF:GGBR4) ajudaram a limitar as perdas.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 0,26%, a 125.626,03 pontos, após encerrar na véspera no maior patamar de fechamento desde julho de 2021.
O volume financeiro da sessão somou 22,7 bilhões de reais.
DESTAQUES
- VALE ON (BVMF:VALE3) subiu 2,42%, a 77,9 reais, tendo de pano de fundo a alta dos futuros do minério de ferro na Ásia. O contrato mais negociado em Cingapura subiu 1,34%, para 132,85 dólares a tonelada, o maior valor desde 15 de março. O Goldman Sachs (NYSE:GS) também elevou a recomendação do ADR da Vale para "compra", bem como o preço-alvo de 12,20 para 19,50 dólares.
- PETROBRAS PN (BVMF:PETR4) recuou 0,65%, a 36,5 reais, enquanto agentes financeiros seguiram atentos a ruídos envolvendo eventual mudança no controle da estatal. Nesta terça-feira, o CEO da Petrobras, Jean Paul Prates, disse após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que terá novo encontro com ele na quarta-feira para discutir o plano estratégico 2024-2028 da petrolífera, e que não houve pedidos do governo para baixar os preços dos combustíveis. A Reuters publicou, na véspera, que integrantes do governo têm conversado sobre uma possível substituição de Prates. O Palácio do Planalto disse que não procede a informação sobre troca do CEO.
- ITAÚ UNIBANCO PN (BVMF:ITUB4) cedeu 0,16%, a 30,7 reais, e BRADESCO PN (BVMF:BBDC4) caiu 0,39%, a 15,41 reais.
- MARFRIG ON (BVMF:MRFG3) ganhou 1,93%, a 8,43 reais, após seu Conselho de Administração da Marfrig aprovar novo plano de recompra de até 31 milhões de ações.
- MAGAZINE LUIZA ON (BVMF:MGLU3) perdeu 6,58%, a 2,13 reais. Em novembro, até a véspera, acumulava alta de mais de 70%.
- AMERICANAS ON (BVMF:AMER3), que não está no Ibovespa, avançou 16,83%, a 1,18 real, em meio a expectativas de um acordo da varejista em recuperação judicial com bancos credores, embora a companhia tenha afirmado que não é possível estabelecer prazo para um potencial acerto.
Bolsas dos EUA:
As Bolsas de Nova York encerraram o pregão em queda hoje (21), influenciadas pela divulgação da ata da mais recente reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. O documento reforçou a percepção dos dirigentes sobre a necessidade de manter uma postura restritiva em relação aos juros por um período adicional. Entretanto, o impacto dessa sinalização nas expectativas do mercado foi limitado.
Dow Jones: recuou 0,18%, atingindo 35.088,29 pontos;
S&P 500: perdeu 0,20%, fechando em 4.538,19 pontos;
Nasdaq: cedeu 0,59%, alcançando 14.199,98 pontos.
Bolsas da Europa:
Hoje (21), as bolsas europeias encerraram o pregão em queda, com investidores atentos aos sinais emitidos pelos dirigentes dos bancos centrais sobre os rumos da política monetária. Este cenário trouxe impactos significativos para os mercados, especialmente após declarações da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, que indicou a possibilidade de adotar medidas mais restritivas para conter a inflação. Nos Estados Unidos, a expectativa recai sobre a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed).
FTSE 100 (Londres): teve uma queda de 0,19%, atingindo 7.481,99 pontos;
DAX (Frankfurt): teve uma variação negativa de 0,01%, alcançando 15.900,53 pontos.
CAC 40 (Paris): caiu 0,24%, chegando a 7.229,45 pontos;
Ibex 35 (Madri): registrou uma baixa de 0,12%, encerrando o dia em 9.827,50 pontos;
PSI 20 (Lisboa): fechou com queda de 0,64%, atingindo 6.284,39 pontos;
FTSE MIB (Milão): fechou em baixa de 1,32%, atingindo 29.153,42 pontos.
Bolsas da Ásia
Os mercados acionários da Ásia não tiveram sinal único nesta terça-feira (21). Xangai e Tóquio terminaram bem perto da estabilidade, com leves perdas, mas Seul foi na contramão e subiu. A Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,01%, em 3.067,93 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,39%, a 2.018,07 pontos.
Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei registrou baixa de 0,10%, a 33.354,14 pontos. A força do iene pressionou ações de exportadoras japonesas, mas o movimento foi limitado por ganhos em empresas ligadas a semicondutores, ante nova onda de otimismo com a inteligência artificial.
A montadora Mazda Motor caiu 4,5%. O índice Kospi, da Bolsa de Seul, fechou em alta de 0,77%, a 2.510,42 pontos. A bolsa sul-coreana teve demanda forte de investidores estrangeiros e institucionais. Ações de peso, como do setor de eletrônicos, ajudaram a confirmar o movimento. Samsung Electronics subiu 0,1%, SK Hynis teve ganho de 0,5% e LG Energy Solutions, de 0,7%. Em Hong Kong, o Hang Seng fechou com baixa de 0,25%, em 17.733,89 pontos.
O mercado chegou a subir, mas inverteu o sinal, pressionado pelo setor de tecnologia, com Xiaomi e Lenovo em quedas de 4,9% e 3,35%, respectivamente. Já o setor imobiliário avançou, com a perspectiva de apoio chinês. Longfor Group liderou os ganhos, em alta de 4,8%. Em Taiwan, o índice Taiex registrou alta de 1,20%, a 17.416,70 pontos.
Na Oceania, em Sydney o índice S&P/ASX 200 subiu 0,28%, para 7.078,20 pontos.
Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires.


