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segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 20/11/23

Bitcoin: R$ 182.758,89 Reais e US$ 37.436,50 Dólares.

Dólar comercialR$ 4,8520
Dólar turismoR$ 5,0580
Dólar ptaxR$ 4,8849
Euro comercialR$ 5,311
Euro turismoR$ 5.615

O dólar caiu acentuadamente frente ao real nesta segunda-feira, em linha com o comportamento da divisa no exterior em meio à visão de que o Federal Reserve já terminou de elevar os juros e pode começar a cortá-los no primeiro semestre de 2024.
A moeda norte-americana à vista fechou em queda de 1,09%, a 4,8523 reais na venda maior baixa diária desde 3 de novembro (-1,53%) e menor patamar de encerramento desde 2 de agosto (4,8051 reais).

O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira pelo quarto pregão seguido, ultrapassando os 126 mil pontos na máxima da sessão, o que não acontecia desde meados de 2021, com Vale respondendo pela principal contribuição positiva.

Petrobras, que vinha corroborando o avanço com o aumento do petróleo no exterior, perdeu o fôlego com ruídos de eventual troca do comando da estatal. Fontes afirmaram à Reuters que integrantes do governo têm conversado sobre uma possível substituição do CEO Jean Paul Prates.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,95 %, a 125.957,06 pontos, maior patamar de fechamento desde 28 de julho de 2021. Na máxima do dia, chegou a 126.162,01 pontos. Na mínima, a 124.773,21 pontos.

A pontuação recorde do Ibovespa foi registrada em 7 de junho de 2021, quando fechou em 130.776,27 pontos. No melhor momento naquele pregão, alcançou 131.190,30 pontos.
O volume financeiro nesta segunda-feira somou 23,1 bilhões de reais, abaixo da média do ano e do mês, em sessão marcada pelo feriado do Dia da Consciência Negra em vários Estados brasileiros, incluindo São Paulo.

DESTAQUES

- VALE ON (BVMF:VALE3) subiu 2,45%, a 76,06 reais, beneficiada pela alta dos futuros do minério de ferro na Ásia, com o contrato mais negociado na chinesa Dalian Commodity Exchange (DCE) encerrando as negociações diurnas com acréscimo de 0,47%. Em Cingapura, o vencimento de referência avançou 1,98%. Além disso, analistas do Bank of America (NYSE:BAC) elevaram a recomendação das ações para "compra", citando uma visão mais otimista para os preços do minério de ferro em 2024, conforme relatório nesta segunda-feira.

- CSN ON (BVMF:CSNA3) disparou 9,49%, a 16,27 reais, e USIMINAS PNA (BVMF:USIM5) fechou em alta de 2,11%, a 7,76 reais, enquanto GERDAU PN (BVMF:GGBR4) recuou 4,33%, a 23,00 reais. O BofA também elevou a recomendação dos papéis de CSN e Usiminas para "compra", mas cortou a de Gerdau para "neutra".

- PETROBRAS PN (BVMF:PETR4) avançou 0,08%, a 36,74 reais, enfraquecida por ruídos envolvendo uma eventual troca do comando da estatal. Fontes com conhecimento do assunto afirmaram à Reuters que integrantes do governo brasileiro têm conversado sobre uma possível substituição do CEO da Petrobras, Jean Paul Prates, já que estão descontentes com os rumos da empresa. Na máxima, chegou a 37,22 reais, tendo de pano de fundo a alta dos preços do petróleo no exterior.

- ITAÚ UNIBANCO PN (BVMF:ITUB4) fechou em alta de 0,99%, a 30,75 reais, fortalecendo também o desempenho do Ibovespa. BRADESCO PN (BVMF:BBDC4), por sua vez, encerrou com variação positiva de apenas 0,26%, a 15,47 reais.

- B3 ON (BVMF:B3SA3) subiu 2,99%, a 13,11 reais, oferecendo também um suporte relevante e ampliando a recuperação em novembro, mês em que os volumes, pelo menos no mercado de ações à vista, têm mostrado alguma recuperação. Após médias diárias em torno de 22 bilhões de reais em setembro e outubro, novembro já registra uma média super a 29 bilhões de reais. Após três meses seguidos acumulando perdas, a ação da B3 sobe 18,1% em novembro.

Bolsas dos EUA:
As bolsas de valores de Nova York encerraram o pregão desta segunda-feira (20) com ganhos, impulsionadas por movimentos no setor corporativo que destacaram empresas como Boeing e Microsoft. Esses movimentos contribuíram para o aumento nos três principais índices de Wall Street.

    Dow Jones: encerrou o dia com uma valorização de 0,58%, atingindo 35.151,04 pontos;
    S&P 500: avançou 0,74%, alcançando 4.547,38 pontos;
    Nasdaq: registrou um ganho de 1,13%, atingindo 14.284,53 pontos.

Bolsas da Europa:
As bolsas europeias encerraram o pregão de maneira diversa hoje (20), inaugurando uma semana carregada de expectativas com a divulgação das atas do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central Europeu (BCE), juntamente com o orçamento do Reino Unido.

    FTSE 100 (Londres): apresentou queda de 0,11%, registrando 7.496,36 pontos;
    DAX (Frankfurt): também apresentou queda de 0,11%, registrando 15.902,18 pontos;
    CAC 40 (Paris): obteve um acréscimo de 0,18%, atingindo 7.246,93 pontos;
    FTSE MIB (Milão): cresceu 0,15%, alcançando 29.541,90 pontos;
    PSI 20 (Lisboa): avançou 0,62%, marcando 6.339,99 pontos;
    Ibex 35 (Madri): registrou um notável aumento de 0,95%, fechando em 9.854,10 pontos.

Bolsas da Ásia:

Os mercados acionários da Ásia registraram ganhos em sua maioria, nesta segunda-feira, mas Tóquio recuou. Em Xangai, a expectativa por apoio oficial colaborou para um quadro positivo, mas na política monetária o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) manteve os juros pelo terceiro mês seguido.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,46%, em 3.058,32 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 0,65%, a 2.025,91 pontos. O sentimento do consumidor foi apoiado por sinalizações do governo para que se acelerem projetos de infraestrutura e por promessas de apoio ao setor imobiliário, afirmou Gary Ng, economista sênior da Natixis. Ele acrescentou que a reunião entre os presidentes da China, Xi Jinping, e dos EUA, Joe Biden, também agradou na semana passada, bem como a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) não eleve mais os juros. Entre ações em foco, Jinjiang International Hotels subiu 4,8% e China Tourism Group Duty Free, 0,9%.

Já na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei registrou baixa de 0,59%, em 33.388,03 pontos. A força do iene foi apontada como causa, porque isso tende a pressionar ações de exportadoras do Japão. Além disso, houve realização de lucros, após o Nikkei chegar a atingir máxima em 33 anos. O setor automotivo esteve entre os mais pressionados, com Mazda Motor em queda de 6,1%, Toyota Motor de 3,9% e Honda Motor, de 3,8%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve alta de 1,86%, a 17.778,07 pontos. Ações de tecnologia e ligadas ao consumo em geral exibiram ganhos mais fortes, porém o sentimento positivo foi generalizado. JD Health International avançou 5,4% e Tencent Holdings, 3,6%.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi fechou com ganho de 0,86%, a 2.491,20 pontos. Papéis de empresas de eletrônicos e de semicondutores mostraram força. SK Hynix subiu 1,2% e LX Semicon, 2,8%. Em Taiwan, o índice Taiex subiu 0,01%, para 17.210,47 pontos.

Na Oceania, em Sydney o índice S&P/ASX 200 fechou em alta de 0,13%, em 7.058,40 pontos. Ações ligadas ao setor financeiro e ao de energia estiveram entre os destaques, após ganhos recentes do petróleo.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires.
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