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terça-feira, 14 de novembro de 2023

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 14/11/23

Bitcoin: R$ 173.257,96 Reais e US$ 35.385,50 Dólares.

Dólar comercialR$ 4,8614
Dólar turismoR$ 5,0587
Dólar ptaxR$ 4,8682
Euro comercialR$ 0,00
Euro turismoR$ 5.5546

A divulgação de dados favoráveis de inflação nos Estados Unidos definiu nesta terça-feira a queda firme do dólar no Brasil, para abaixo dos 4,90 reais, em meio à expectativa de que o Federal Reserve não elevará mais sua taxa de juros no curto prazo.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8631 reais na venda, em baixa de 0,91%, no terceiro recuo consecutivo. Este é o menor valor de fechamento desde 18 de setembro, quando a divisa marcou 4,8564. Em novembro, a moeda acumula baixa de 3,52%.
Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,96%, a 4,8690 reais.O dólar oscilou no território negativo durante praticamente toda a sessão, mas o movimento se intensificou a partir das 10h30, após a divulgação dos dados de inflação nos EUA.

O Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ficou estável no mês passado e acumulou alta de 3,2% nos 12 meses até outubro, após elevações de 0,4% em setembro e de 3,7% nos 12 meses até setembro. Economistas consultados pela Reuters projetavam altas de 0,1% no mês e de 3,3% na base anual.

O impacto dos números no mercado brasileiro de câmbio foi perceptível: às 10h30, o dólar à vista era cotado a 4,8963 reais (-0,24%); às 10h31, a divisa já havia despencado para 4,8522 reais (-1,14%).
Por trás do movimento está a leitura de que o Fed tende a não promover novos aumentos de juros no curto prazo, o que pressiona o dólar e favorece divisas de maior risco, como o real, o peso chileno < CLPUSD=R>, o peso mexicano < MXNUSD=R> e o peso colombiano < COPUSD=R>.

“O CPI confirmou que o Fed encerrou seu ciclo de aperto monetário”, avaliou o gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM, Cleber Alessie Machado.

Às 11h37, na mínima da sessão, o dólar à vista foi cotado a 4,8485 reais (-1,21%). Posteriormente, a divisa dos EUA recuperou parte da força, mas ainda assim se manteve com folga abaixo dos 4,90 reais.
“Me chamou a atenção o fato de que as moedas fortes seguiram avançando ante o dólar no intraday, enquanto o real perdeu um pouco do fôlego”, destacou Machado.

Outro profissional ouvido pela Reuters pontuou que o feriado de quarta-feira no Brasil, quando os mercados seguirão abertos no exterior, dava certa sustentação às cotações. Além disso, alguns suportes técnicos para o dólar e receios em torno da política fiscal brasileira reduziam o espaço para que a divisa caísse ainda mais.
A proximidade de dezembro era outro fator para que o dólar não aprofundasse a queda ante o real. Tradicionalmente, o último mês do ano é de envios de dólares para fora do país, por fundos e companhias multinacionais, o que costuma dar suporte às cotações.

No fim da tarde, o dólar seguia em queda generalizada no exterior, na esteira dos números de inflação nos EUA.
Às 17:14 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 1,51%, a 104,040. Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de janeiro.
À tarde, o BC informou que os dados semanais de fluxo cambial serão divulgados na próxima sexta-feira, às 14h30.

O Ibovespa fechou em alta de mais de 2% nesta terça-feira, renovando máximas desde agosto de 2021, após dados de inflação nos Estados Unidos apoiarem apostas de que o banco central norte-americano pode ter encerrado o ciclo de alta de juros.

A cena corporativa brasileira também ocupou as atenções, incluindo uma série de balanços trimestrais e divulgações de perspectivas de empresas como CSN (BVMF:CSNA3), Magazine Luiza (BVMF:MGLU3), Azul (BVMF:AZUL4) e Localiza (BVMF:RENT3).

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,31%, a 123.197,33 pontos, maior patamar de fechamento desde 3 de agosto de 2021, segundo dados preliminares. Na máxima, chegou a 123.370,35 pontos. Na mínima, a 120.410,51 pontos.
O volume financeiro nesta véspera de feriado no Brasil somava 32,4 bilhões de reais antes dos ajustes finais, bem acima da média do ano.

Bolsas dos EUA: Ações encerram mistas refletindo apreensões em relação ao cenário fiscal
O destaque do dia foi a Boeing, que experimentou um impressionante aumento de 4,01%. Esse crescimento foi impulsionado pelas notícias da venda de dezenas de aeronaves para a Emirates Airlines, totalizando US$ 52 bilhões.
As bolsas de Nova York encerraram o dia de forma mista, refletindo apreensões em relação ao cenário fiscal dos Estados Unidos.

    Dow Jones: registrou um aumento de 0,16%, atingindo 34.337,87 pontos;
    S&P 500: teve uma queda de 0,08%, ficando em 4.411,55 pontos;
    Nasdaq: também apresentou recuo de 0,22%, encerrando o dia a 13.767,74 pontos.

Bolsas da Europa: Mercados fecham em alta devido à queda inesperada na inflação dos EUA.
As bolsas europeias encerraram em alta hoje (14), impulsionadas pela surpreendente queda na inflação ao consumidor nos Estados Unidos. O CPI (Consumer Price Index, sigla em inglês) norte-americano despencou além das expectativas, alimentando a perspectiva de uma política monetária menos restritiva nos EUA. O desempenho diferenciado das bolsas refletiu dados variados, influenciando o mercado financeiro.

    FTSE 100 (Londres): avançou 0,20% para 7.440,47 pontos;
    DAX (Frankfurt): subiu 1,76%, atingindo 15.614,43 pontos;
    CAC 40 (Paris): registrou alta de 1,39%, alcançando 7.185,68 pontos;
    FTSE MIB (Milão): teve ganho de 1,45%, atingindo 29.344,43 pontos.
    PSI 20 (Lisboa): subiu 0,62% para 6.339,99 pontos.
    Ibex 35 (Madri): teve uma alta de 1,69% e fechou com 9.621,70 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (14) , ampliando ganhos de ontem, ainda em meio a um aguardado encontro entre os presidentes dos EUA e da China e também na expectativa de uma desaceleração nos preços dos EUA.

Liderando os ganhos na região, o índice sul-coreano Kospi avançou 1,23% em Seul, a 2.433,25 pontos, enquanto o japonês Nikkei subiu 0,34% em Tóquio, a 32.695,93 pontos, e o Taiex registrou alta de 0,45% em Taiwan, a 16.915,71 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,31%, a 3.056,07 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve acréscimo semelhante, de 0,38%, a 1.921,72 pontos. Contrariando o viés positivo da Ásia, o Hang Seng caiu 0,17% em Hong Kong, a 17.396,86 pontos.

Amanhã (15), os presidentes dos EUA, Joe Biden, e da China, Xi Jinping, vão se encontrar às margens de uma reunião de cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, pela sigla em inglês) em São Francisco, na Califórnia. Será o primeiro reencontro dos líderes das duas maiores economias do mundo em cerca de um ano.
Na avaliação da Atixis, a cúpula da Apec não é a solução para os problemas bilaterais e mundiais mais urgentes, mas é crucial para manter o diálogo aberto e reduzir a probabilidade de um conflito militar global. Antes disso, na manhã de hoje, serão conhecidos novos dados da inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, que são crucial para a trajetória dos juros americanos.

Levantamento do Broadcast sugere que o CPI anual desacelerou em outubro. Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no azul nesta terça, com destaque para ações de mineradoras e petrolíferas. O S&P/ASX 200 avançou 0,83% em Sydney, a 7.006,70 pontos.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires.

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