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sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 10/11/23

Bitcoin: R$ 184.635,68 Reais e US$ 37.337,70 Dólares.

Dólar comercialR$ 4,9409
Dólar turismoR$ 5,1193
Dólar ptaxR$ 4,9007
Euro comercialR$ 0,36
Euro turismoR$ 5.5338


Após duas sessões, o dólar voltou a fechar em baixa ante o real nesta sexta-feira, em um dia marcado pela divulgação de novos dados favoráveis de inflação no Brasil e pela queda da moeda norte-americana ante várias outras divisas no exterior, em movimento que ficou mais claro durante a tarde.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9142 reais na venda, em baixa de 0,54%. Apesar da queda nesta sexta-feira, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,35% na semana. No mês, a divisa acumula baixa de 2,51%.
Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:13 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,44%, a 4,9255 reais.

Logo no início da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,24% em outubro, um percentual abaixo do 0,26% de setembro. O resultado também foi mais fraco do que a expectativa em pesquisa da Reuters, de avanço de 0,29%.
Logo depois da divulgação, às 9h03, o dólar à vista marcou a cotação máxima de 4,9548 reais (+0,28%), mas rapidamente migrou para o território negativo.

Se por um lado uma inflação mais comportada significa uma taxa básica Selic menor -- o que torna o Brasil, em tese, menos atrativo ao capital externo --, por outro o resultado do IPCA é uma boa notícia sob o ponto de vista macroeconômico.
Nesta sexta-feira, conforme operador ouvido pela Reuters, o mercado de câmbio se apegou mais à segunda visão, o que derrubou o dólar ante o real.

Durante a tarde, o movimento se intensificou um pouco, em sintonia com a perda de força da moeda norte-americana no exterior, ante boa parte das demais divisas. Às 14h10, quando o dólar demonstrava maior fraqueza no exterior, a moeda norte-americana à vista marcou a cotação mínima de 4,9042 reais (-0,74%).
No Brasil, o fechamento da curva de juros, em reação aos dados do IPCA, também favorecia a queda do dólar ante o real, assim como a alta firme do Ibovespa.

Às 17:13 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,09%, a 105,830.
Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de janeiro.

O Ibovespa tom positivo prevaleceu na bolsa paulista nesta sexta-feira, fechando na máxima em três meses, em desempenho favorecido pelo alívio na curva futura de juros na esteira da desaceleração do IPCA em outubro e reforçado por Wall Street.
Investidores também repercutiram uma nova bateria de resultados corporativos, entre eles os números de Petrobras, Bradesco, Lojas Renner, B3, que tiveram efeito misto nas respectivas ações.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,29%, a 120.568,14 pontos, maior patamar de fechamento desde o início de agosto, fortalecido ainda pela alta de Vale na esteira do avanço dos futuros do minério de ferro na China.

Na máxima do dia, chegou a 120.822,77 pontos. Na mínima, a 119.035,85 pontos. O volume financeiro somou 23,6 bilhões de reais.
Com tal performance, o Ibovespa encerrou a semana com alta de 2,04%, cravando o terceiro ganho semanal consecutivo.

DESTAQUES

- VALE ON (BVMF:VALE3) subiu 1,53%, a 71,55 reais, conforme o preço do minério de ferro continuou em trajetória de recuperação nesta sexta-feira, a caminho de fechar a terceira semana consecutiva de ganhos, apoiado por preocupações com a oferta e retomada das esperanças de melhora na demanda do setor imobiliário da China. O contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange (DCE) encerrou o dia com alta de 2,56%, para 961,5 iuans (131,84 dólares) a tonelada, o maior valor desde agosto de 2021.

- BRADESCO PN (BVMF:BBDC4) caiu 1,44%, a 15,04 reais, tendo no radar a divulgação do balanço do terceiro trimestre, com lucro líquido recorrente de 4,62 bilhões de reais, queda de 11,5% frente ao mesmo período do ano anterior. A inadimplência acima de 90 dias subiu a 6,1%, contra patamar de 5,9% no trimestre imediatamente anterior e de 3,9% um ano antes. O Bradesco ainda manteve suas projeções para 2023. O presidente do banco disse em conferências a jornalistas e analistas que a inadimplência atingiu um pico no período.

- B3 ON (BVMF:B3SA3) valorizou-se 4,85%, a 12,96 reais, com o resultado do terceiro trimestre mostrando lucro líquido recorrente de 1,16 bilhão de reais, alta de 0,5% na comparação com o mesmo período em 2022. A receita líquida somou 2,25 bilhões de reais, declínio 0,4%.

- PETROBRAS PN (BVMF:PETR4) recuou 0,46%, a 34,72 reais, no primeiro pregão após a companhia reportar lucro líquido 26,63 bilhões de reais no terceiro trimestre, queda de 42,2% ano a ano, diante de um recuo nos preços globais do petróleo e também pela redução das margens dos derivados no mercado internacional. A Petrobras também anunciou pagamento de 17,5 bilhões de reais em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas e elevou a estimativa de produção de óleo e gás em 2023.

- MRV&CO ON subiu 6,30%, a 10,12 reais, apoiada no alívio na curva de DI, mas também tendo de pano de fundo a retomada o julgamento no STF da ação sobre a correção do saldo das contas do FGTS possíveis modulações propostas. Analistas da XP (BVMF:XPBR31) afirmaram ainda ver vemos possíveis impactos negativos para as construtoras de baixa renda no longo prazo, mas as modulações parecem ter efeitos menores em comparação com o cenário inicial do caso.

- GOL PN fechou em alta de 4,92%, a 8,74 reais, e AZUL PN (BVMF:AZUL4) ganhou 4,78%, a 15,35 reais, após ambas divulgarem dados operacionais de outubro. No caso da Gol (BVMF:GOLL4), a demanda total subiu 2,6% enquanto a oferta caiu 1,2%. A Azul, por sua vez, divulgou avanço de 13,7% na demanda e de 8,4% na oferta.

- ENERGISA UNIT (BVMF:ENGI11) avançou 5,11%, a 50,37 reais, após reportar lucro líquido ajustado recorrente de 538 milhões de reais, avanço de 19,1% ano a ano, enquanto a receita operacional líquida sem receita de construção subiu 20,9%. A companhia também disse que controladas do grupo aprovaram dividendos intercalares e juros sobre capital próprio.

- LOJAS RENNER ON (BVMF:LREN3) recuou 4,35%, a 12,96 reais, após divulgar queda de quase 33% no lucro líquido no terceiro trimestre, para 172,9 milhões de reais, em desempenho que a varejista atribuiu à menor geração operacional tanto no varejo quanto em serviços financeiros, além de efeito tributário. A receita líquida de varejo da Lojas Renner subiu 0,8% e as vendas em mesmas lojas registram acréscimo de 0,6%. O CEO disse que a companhia espera entrar em ciclo mais positivo nos próximos trimestres.

- LOCAWEB ON (BVMF:LWSA3) fechou em baixa de 5,30%, a 6,26 reais, após o balanço do terceiro trimestre mostrar queda de quase 25% no lucro líquido ajustado, a 24,5 milhões de reais. A receita operacional líquida avançou cerca de 9% ano a ano, para 330,1 milhões de reais.

- SÃO MARTINHO ON caiu 3,14%, a 33,27 reais, com o balanço trimestral mostrando Ebitda ajustado de 654,9 milhões de reais, queda de 16,9%, enquanto o lucro líquido saltou 96,7%, para 418,1 milhões de reais, ajudado pelo recebimento do Precatório da Copersucar. A companhia também ajustou previsão de investimentos para a safra 2023/2024 para 2,73 bilhões de reais, de 2,47 bilhões de reais anteriormente.

Bolsas dos EUA: Fed sinaliza possível aperto monetário e interrompe sequência histórica do S&P 500
As bolsas de Nova York encerraram em baixa hoje, influenciadas por pronunciamentos do Federal Reserve (Fed), que destacou a robustez da economia dos Estados Unidos. O presidente do Fed, Jerome Powell, mencionou a possibilidade de um aperto monetário, interrompendo a sequência de altas do S&P 500, que estava prestes a atingir números não vistos desde 2004.

    Dow Jones fechou em baixa de 0,65%, em 33.891,94 pontos;
    S&P 500 teve baixa de 0,81%, a 4.347,35 pontos;
    Nasdaq caiu 0,94%, a 13.521,45 pontos.

Bolsas da Europa: Índices fecham em alta com destaque para resultados corporativos e discursos de bancos centrais
As bolsas europeias encerraram o dia em território positivo, impulsionadas por uma série de resultados corporativos e declarações de autoridades do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE).

    FTSE 100 (Londres): fechou com ganhos de 0,73%, aos 7.455,67 pontos;
    DAX (Frankfurt): subiu 0,81%, aos 15.352,54 pontos;
    CAC 40 (Paris): ganhou 1,13%, aos 7.113,66 pontos;
    FTSE MIB (Milão): subiu 0,80%, aos 28.660,66 pontos;
    Ibex 35 (Madri): teve ganhos de 1,32%, aos 9.407,50 pontos;
    PSI 20 (Lisboa): teve alta 0,59%, aos 6.268,27 pontos;

Bolsas da Ásia: Hong Kong lidera perdas em dia de temor com novas altas de juros nos EUA
As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam em baixa generalizada nesta sexta-feira (10), influenciadas por temores renovados de que os juros básicos dos Estados Unidos talvez precisem subir mais.

Liderando as perdas na região asiática, o índice Hang Seng caiu 1,76% em Hong Kong, a 17.203,26 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,72% em Seul, a 2.409,66 pontos, o japonês Nikkei cedeu 0,24% em Tóquio, a 32.568,11 pontos, e o Taiex registrou perda de 0,38% em Taiwan, a 16.682,67 pontos.

O tom foi igualmente negativo nos negócios da China continental: o Xangai Composto teve queda de 0,47%, a 3.038,97 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto mostrou baixa semelhante, de 0,42%, a 1.903,80 pontos.

Na Oceania, o mercado australiano também ficou no vermelho hoje, acompanhando a Ásia e Wall Street. O S&P/ASX 200 caiu 0,55% em Sydney, a 6.976,50 pontos.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires.
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