Bitcoin: R$ 161.111,29 Reais e US$ 30.896,00 Dólares.
Dólar comercial: R$ 5,1340
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Euro turismo: R$ 5.6792
Libra: R$ 6,325
Peso Argentino: R$ 0,044
Petróleo: US$ 101,610
Ouro: US$ 1836,200
Prata: US$ 21,270
Platina: US$ 948,800
Paládio: US$ 2060,000
O dólar fechou em leve queda nesta terça-feira, pondo fim a uma série de três altas, mas a cotação seguiu acima de 5,10 reais, com investidores à espera de dados de inflação nos Estados Unidos na quarta-feira que podem oferecer pistas sobre a direção de curto prazo da moeda norte-americana.
O dólar à vista caiu 0,41%, a 5,1343 reais na venda, depois de variar entre 5,1671 reais (+0,23%) e 5,1096 reais (-0,89%).
A queda foi consolidada conforme os mercados de ações em Wall Street tiveram uma arrancada depois de quedas firmes mais cedo. A taxa de câmbio, aliás, por mais um dia operou de forma bastante aderente às bolsas de valores em Nova York --vistas de forma geral como vitrine maior do sentimento de investidores globais.
Por lá, os índices S&P 500 e Nasdaq Composite fecharam em alta, com o segundo avançando quase 1%. O Nasdaq, com forte peso de ações de tecnologia, tem mostrado as oscilações mais violentas nos mercados norte-americanos, uma vez que a perspectiva de elevações mais aceleradas dos juros pelo banco central dos EUA afeta sobretudo empresas com intensa alavancagem, caso das gigantes de tecnologia, com grande relevância nos índices de ações. (NPT)
A correlação entre a taxa de câmbio dólar/real e o Nasdaq para os últimos 30 pregões está em -0,52, a menor desde abril de 2020, quando o mundo era sacudido pelo início da crise da pandemia de Covid-19. A correlação é negativa, uma vez que quedas do Nasdaq por aversão a risco seriam acompanhadas por valorização do dólar.
O real tem sido uma das moedas mais penalizadas pela recente debandada de ativos mais arriscados. Desde 20 de abril, quando operou pela última vez em torno de 4,60 reais, o dólar saltou 11,17%, reduzindo as perdas no ano para 7,88% --chegaram a ser de 17,33% no começo de abril--, mesmo com o Banco Central caminhando para elevar mais os juros, conforme indicado na ata do Copom publicada mais cedo.
"Fizemos o ajuste fino. Se vai dar mais 0,50 ponto (percentual de alta nos juros) ou 0,75 ponto, não se sabe. De toda forma, isso não muda nada o carrego", disse Marcos Weigt, chefe de tesouraria do Travelex Bank.
"O que tem acontecido nessas últimas semanas é que a aversão a risco cresceu muito, é um movimento bem típico de 'flight to quality' (voo para qualidade)", acrescentou, referindo-se à demanda por ativos considerados mais seguros, como o dólar.
Segundo Weigt, o fundamento do real é de apreciação, mas é preciso que o ambiente externo se estabilize. "Acho difícil a gente passar abaixo daquele patamar de 4,60 reais (por dólar), mas de toda forma podemos tranquilamente ir para 5 reais, 4,90 reais."
Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), teve uma leve perda, de 0,14% e encerrou aos 103.109,94 pontos — essa é a quarta redução seguida.
Hoje investidores continuaram monitorando uma possível intensificação do aperto monetário nos Estados Unidos e uma desaceleração econômica global, resultando na variação dos índices.
Os principais índices acionários em Nova York também tiveram dia inconstante, em meio a declarações de membros do banco central norte-americano. O Dow Jones fechou em queda leve e o S&P 500 e o Nasdaq subiram, após liquidação na véspera das ações de tecnologia.
Na quarta-feira, dados-chave de inflação no Brasil e nos Estados Unidos movimentam o dia.
DESTAQUES
- USIMINAS PNA (SA:USIM5) afundou 6,8%, CSN ON (SA:CSNA3) cedeu 5,8% e GERDAU PN (SA:GGBR4) caiu 4,4%. As ações de siderúrgicas, que também possuem operações de mineração, despencaram com possível redução de Imposto de Importação de aço e em meio à queda do minério de ferro na Ásia. Os papéis, porém, reduziram parte das perdas após executivos do Aço Brasil, entidade que representa o setor, afirmarem que a discussão no governo sobre o imposto envolve apenas o vergalhão e que se trata de corte de 10,8% para 4% até o final deste ano. Houve reunião de produtores de aço com o ministro da Economia, Paulo Guedes, pela manhã.
- VALE ON (SA:VALE3) perdeu 1,2%, oitava queda seguida.
- INTER UNIT disparou 9,1%, após três quedas seguidas. NATURA ON (SA:NTCO3) subiu 8,7%, PETZ ON se valorizou em 7,3% e CVC (SA:CVCB3) BRASIL ON ganhou 5,7%, esta antes de balanço a ser divulgado nesta terça-feira.
- PETROBRAS PN (SA:PETR4) subiu 0,9%, ainda que o petróleo Brent tenha caído mais de 3% com pressão na demanda e temor por desaceleração econômica global. PETRORIO ON avançou 0,2%, após divulgar dados operacionais de abril. 3R PETROLEUM ON teve alta de 0,7%.
- VIA ON caiu 2,2%, após subir na abertura. O lucro líquido operacional da varejista, dona das bandeiras Casas Bahia e Ponto, caiu 52% no primeiro trimestre ante um ano antes. Analistas da XP (SA:XPBR31) viram "resultados sólidos", destacando a rentabilidade da companhia, com avanço do Ebitda ajustado e maior controle de despesas. Em conferência com analistas, executivos da Via afirmaram que esperam que as margens dos próximos meses fiquem perto do desempenho do primeiro trimestre.
- ASSAÍ ON avançou 3,5%, depois da rede de atacarejo ver queda de 10,8% no lucro líquido de janeiro ao fim de março, mas com avanço do resultado operacional.
- BB SEGURIDADE ON (SA:BBSE3) teve desvalorização de 1,6%, mesmo na esteira de crescimento de 20,7% no lucro líquido do primeiro trimestre, em parte apoiado pela alta da Selic. A empresa espera melhora nos resultados ao longo do ano.
- MÉLIUZ ON teve ganho de 5%, após a companhia de tecnologia em comércio eletrônico e serviços financeiros também anunciar resultados na noite da véspera.
- EVE despencou 23,5% em estreia de pouca liquidez em Nova York, após a subsidiária da Embraer (SA:EMBR3) de mobilidade urbana concluir fusão com a empresa de cheque em branco (SPAC) Zanite.
