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sexta-feira, 10 de julho de 2020

Mercado Financeiro: 10/07

Bitcoin: R$ 49.778,50 Reais e US$ 9.212,98 Dólares.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, terminou o pregão desta sexta-feira (10) em alta de 0,88%, a 100.031,83 pontos. O índice não fechava acima de 100 mil pontos desde 5 de março (102.233,24). Com a alta de hoje, o Ibovespa acumulou valorização de 3,38% na semana, embora ainda registre queda de 13,5% no ano.

O dólar comercial emendou hoje a terceira queda consecutiva e fechou com desvalorização de 0,37%, cotado a R$ 5,324 na venda. A moeda terminou a semana praticamente estável, com leve queda acumulada de 0,06%. Em 2020, o dólar acumula valorização de 32,66%.

O dólar à vista caiu 0,37%, a 5,3236 reais na venda.Na semana, o dólar teve variação positiva de 0,06%. Em julho, a cotação recua 2,14%. Em 2020, o dólar sobe 32,66%.

Na B3, o dólar futuro cedia 0,42%, a 5,3245 reais, às 17h15.

No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de divisas de países desenvolvidos caía 0,13% no fim da tarde. O dólar cedia mais contra peso mexicano, peso colombiano e rand sul-africano --assim como o real, divisas que se beneficiam de maior apetite por risco.

O sentimento de risco começou o dia abalado, mas a notícia de que o medicamento remdesivir, da Gilead, melhorou significativamente a recuperação clínica e reduziu o risco de morte em pacientes com Covid-19 trouxe de volta o ânimo aos mercados, uma vez que fortaleceu esperanças de controle da pandemia e, assim, de que novos bloqueios potencialmente danosos à economia não sejam necessários.

Em Wall Street, o índice S&P 500 fechou em alta de 1,07%, segundo dados preliminares, depois de cair mais cedo.

Mas o dia de vaivém nos preços reforçou a sensação de cenário ainda incerto. Ao longo do pregão, o dólar oscilou entre alta de 0,97%, a 5,3954 reais, e recuo de 0,55%, para 5,314 reais.

Mais de 60.500 novas infecções por coronavírus foram relatadas nos Estados Unidos na quinta-feira, a maior contagem de casos em um único dia em qualquer país desde que o vírus surgiu no final do ano passado na China. E no Brasil a pandemia também segue resiliente, com 42.619 novos casos de coronavírus na quinta, elevando o total para 1.755.779. Foram mais 1.220 mortes informadas na véspera, com o número agregado indo a 69.184.

"Frente ao aumento dos riscos do cenário, investidores optam por manter posições mais cautelosas", disse em nota Alejandro Ortiz Cruceno, da equipe econômica da Guide Investimentos.

Mais cedo, dados sobre preços ao produtor nos EUA vieram mais fracos que o esperado, e o Bank of America enxerga algum viés negativo para o dólar.

"Esperamos uma deterioração nos dados dos EUA em relação aos indicadores externos, revertendo uma tendência de desempenho superior dos EUA e pesando sobre o dólar", disse o banco em nota.

No Brasil, os números mais recentes apontam cenário ainda tortuoso. O setor de serviços contrariou expectativas e caiu em maio, enquanto o IPCA de junho subiu apenas em linha com as expectativas.

Em entrevista à Reuters na noite de quarta-feira, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que o BC precisa entender o impacto do crescimento na inflação para avaliar se ainda há espaço para corte residual nos juros básicos, complementando que dados na margem mostram inflação acima das expectativas.

Leituras de inflação mais altas poderiam barrar expectativas adicionais de cortes de juros pelo Banco Central, evitando nova deterioração nas análises de risco/retorno para o real.
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