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Dólar tem leve queda ante real em meio a negociações entre EUA e Irã
Após oscilar entre margens estreitas durante a sessão, o dólar fechou a terça-feira em leve baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, em meio às negociações de paz entre EUA e Irã.
A proposta de nova tarifa comercial dos EUA sobre produtos brasileiros também esteve no radar, mas não chegou a afetar diretamente as cotações durante o dia. O dólar à vista encerrou com baixa de 0,24%, aos R$5,0098. No ano, passou a acumular recuo de 8,73% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,43% na B3, aos R$5,0410.
No exterior, os mercados seguiram à espera de um desfecho para as negociações entre Irã e EUA. Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, projetou na segunda-feira um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz na próxima semana, o Irã ainda analisava nesta terça-feira a proposta norte-americana para interromper a guerra.
Ainda assim, o petróleo cedeu durante a primeira metade do dia e as taxas dos Treasuries se mantiveram no território negativo. No mercado de moedas, o dólar cedia ante moedas de países emergentes como o peso mexicano, o rand sul-africano, o peso chileno e o real. As variações, no entanto, eram limitadas.
"O câmbio aqui no Brasil acompanha mesmo a fragilidade do dólar lá fora. Todo mundo está aguardando para ver o que vai acontecer no Oriente Médio, mas sem que nada se defina, e o dólar segue de lado", comentou à tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. O dólar à vista oscilou entre a cotação mínima de R$5,0003 (-0,43%) às 9h35 e a máxima de R$5,0245 (+0,06%) às 14h26, para depois encerrar colado nos R$5,01.
No Brasil, destaque ainda para os desdobramentos da notícia de que o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma nova tarifa punitiva de 25% sobre diversos produtos do Brasil por supostas práticas desleais. Os EUA têm até 15 de julho para tomar "medidas de resposta" no âmbito da investigação sobre o Brasil. De acordo com o governo brasileiro, 21% do que o Brasil vende aos EUA pode ser afetado pela tarifação, em especial os setores de máquinas e equipamentos, plásticos, madeira, papel cartão, calçados, ferro fundido, peixes e crustáceos.
Em relatório, o diretor de pesquisa econômica para América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, lembrou que as exportações do Brasil para os EUA representam pouco menos de 2% do PIB -- bem menos que os 29% do PIB no caso do México. "Assumindo que uma tarifa de 25% substitua a atual tarifa de 10% da Seção 122 (da lei comercial dos EUA), mantendo-se a lista de isenções, a tarifa média ponderada sobre o Brasil subiria para aproximadamente 13,8%", afirmou.
Para além dos eventuais impactos econômicos, a nova tarifa sobre produtos brasileiros já virou tema da disputa política. No início da tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência, de ser traidor e "vendilhão" da pátria. Ele vinculou Flávio e o irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, a decisões recentes dos EUA contra o Brasil. Já Flávio diz ter pedido a Trump que não taxasse as empresas brasileiras.
Ibovespa avança mais de 1% com impulso de Vale e aval externo
O Ibovespa fechou em alta de mais de 1% nesta terça-feira, puxado principalmente pelo salto de 4% da blue chip Vale e apoiado pelo cenário externo mais favorável a ativos de risco.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,16%, a 174.197,10 pontos, marcando 174.894,05 na máxima e 172.198,54 na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$22,65 bilhões.
O S&P 500 e o Dow fecharam em leve alta
O Dow Jones Industrial Average subiu 0,45%, para 51.307,79 pontos,
S&P 500 ganhou 0,13%, para 7.609,90 pontos,
Nasdaq Composite teve uma variação positiva de 0,03%, para 27.093,90 pontos.
As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,33%, a 10.373,51 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,46%, a 25.116,86 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,77%, a 8.209,09 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,61%, a 50.578,54 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,48%, a 18.272,00 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,03%, a 8.958,45 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta
Hang Seng avançou 2,52% em Hong Kong, a 26.038,32 pontos.
Em Seul, o sul-coreano Kospi teve ligeiro ganho de 0,15%, a 8.801,49 pontos.
Em Taiwan, o Taiex subiu 0,48%, a 45.557,31 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto registrou alta de 0,43%, a 4.075,10 pontos,
e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,77%, a 2.805,21 pontos.
Nikkei caiu 0,30% em Tóquio, a 66.734,24 pontos.
Na Austrália, com baixa marginal de 0,06% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.724,40 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,56% em Wellington a 13.170,71 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 1,94% em Moscou a 2.619,88 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,52% em Bombaim a 74.649,84 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
