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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 08/01/24

Bitcoin: R$ 230.446,30 Reais e US$ 47.149,90 Dólares.

Dólar comercialR$ 4,8707
Dólar turismoR$ 5,0752
Dólar ptaxR$ 4,8850
Euro comercialR$ 5,388
Euro turismoR$ 5.6052

O dólar à vista fechou a segunda-feira muito próximo da estabilidade ante o real, numa sessão em que as cotações chegaram a ser impulsionadas pela forte queda do petróleo no mercado internacional, mas perderam força em meio à baixa liquidez de início de ano no Brasil.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8700 reais na venda, em baixa de 0,04%. Em janeiro, a moeda norte-americana acumula alta de 0,38%. Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,08%, a 4,8895 reais.

Pela manhã, os ativos globais repercutiam o corte pela Arábia Saudita do preço oficial de venda de seu principal petróleo bruto Arab Light (BVMF:LIGT3) para a Ásia, atingindo o nível mais baixo em 27 meses. Com isso, as cotações do petróleo chegaram a cair mais de 4%, o que também penalizava as moedas de países exportadores da commodity.

Além disso, os contratos futuros de minério de ferro cederam pela terceira sessão consecutiva. O minério de ferro para maio mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou o dia com queda de 1,1%, a 992,5 iuanes (138,65 dólares) a tonelada, o menor valor desde 2 de janeiro.
Como Brasil é exportador tanto de petróleo quanto de minério de ferro, o real era penalizado em relação ao dólar. No pico do dia, às 9h39, o dólar foi cotado a 4,9020 reais (+0,62%) no Brasil.

“Com a forte queda das commodities, as moedas de países exportadores acompanharam. Mas agora o movimento se inverteu um pouco. O peso mexicano já está se valorizando, e o real também”, comentou no início da tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

Às 13h44, o dólar à vista marcou a cotação mínima de 4,8673 reais (-0,10%).
Essa perda de força do dólar ocorreu em paralelo à baixa da moeda norte-americana ante uma cesta de moedas fortes no exterior. Ainda assim, enquanto o dólar index operava em queda firme, o dólar se mantinha muito próximo da estabilidade ante o real.

Operador ouvido pela Reuters chamou a atenção para a liquidez reduzida neste início de ano no mercado futuro brasileiro -- o mais movimentado e, no limite, o que serve de referência para as cotações no segmento à vista. Perto das 16h, menos de 130 mil contratos do dólar futuro para fevereiro -- o mais líquido -- haviam sido negociados, um montante bem abaixo do normal.

Em meio à baixa liquidez, as cotações se mantiveram travadas em margens estreitas até o fechamento, com investidores guardando posições para o restante da semana. Na agenda estão o índice de preços ao consumidor dos EUA e o IPCA brasileiro, ambos na quinta-feira.

Também estão no foco os desdobramentos dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a trechos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o pacote de reoneração da folha apresentado pelo governo no fim do ano passado. A possibilidade de derrubada de ambos pelo Congresso trouxe certo mal-estar ao mercado de juros futuros nesta segunda-feira.

Às 17:12 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,19%, a 102,260.
Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de março.

O Ibovespa fechou em terreno positivo nesta segunda-feira, após um pregão em que operou praticamente estável, com cenário positivo em Wall Street contrabalanceando a queda em papéis ligados a commodities, enquanto investidores aguardam divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos nesta semana.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,33%, a 132.460,2 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo oscilado entre a mínima de 131.014,77 pontos e a máxima de 132.498,05 pontos durante a sessão.

O volume financeiro somava 17,9 bilhões de reais antes dos ajustes finais, abaixo da média diária de 20,7 bilhões de reais na primeira semana do ano.

As bolsas de Nova York apresentaram movimentos divergentes durante o pregão de hoje (8), com a Nasdaq registrando uma alta expressiva de 2%. Por outro lado, o Dow Jones foi impactado pelo desempenho negativo da Boeing, sofrendo uma queda devido aos efeitos da suspensão das aeronaves 737 Max-9 nos Estados Unidos após um incidente na última sexta-feira (5).
Desempenho dos principais índices

O índice Dow Jones teve um acréscimo de 0,58%, alcançando 37.683,01 pontos;
O S&P 500 registrou um avanço de 1,41%, atingindo 4.763,54 pontos;
O Nasdaq apresentou um ganho significativo de 2,20%, chegando a 14.843,77 pontos.

A ação da Boeing despencou 8,03% devido à suspensão dos modelos 737 Max-9 após incidente na Alaska Airlines. Embora os reguladores americanos tenham aprovado os procedimentos de inspeção, o surgimento de peças soltas na frota da United Airlines contribuiu para a pressão sobre as ações da empresa.

Esta situação afetou também a Spirit AeroSystems Holdings, principal fornecedora da Boeing, que registrou uma queda de 11,13%. O impacto se estendeu aos voos nos EUA, resultando no cancelamento de diversas operações.
O Bank of America (BofA) expressou preocupação com a confiança do público na linha 737 Max, porém decidiu manter a recomendação de compra para a ação da Boeing. Segundo o banco, não se espera que este episódio tenha um impacto significativo nas projeções financeiras para 2024.

A Apple reverteu a sequência de perdas e encerrou o dia com um avanço de 2,42%, impulsionada pela confirmação do lançamento dos óculos de realidade aumentada para 2 de fevereiro.
Já a Nvidia registrou um aumento de 6,43%, atingindo sua máxima histórica. A empresa anunciou planos para iniciar a produção em massa de um chip específico para o mercado chinês no segundo trimestre deste ano, além de novos produtos para impulsionar a inteligência artificial em dispositivos domésticos.

As bolsas europeias encerraram em alta nesta segunda-feira (8), impulsionadas por uma retomada na última hora do pregão, influenciadas pelo renovado ímpeto observado em Wall Street. O índice FTSE 100, de Londres, registrou um ganho de 0,06%, alcançando os 7.694,19 pontos ao fechamento, apesar do declínio das gigantes Shell e BP, que enfrentaram quedas de 3,11% e 4,26%, respectivamente. Essa retração foi resultado da diminuição dos preços do petróleo, uma reação à decisão da Saudi Aramco de reduzir os preços para vários países.

Os investidores mantêm a confiança na possibilidade de cortes de juros por parte do Federal Reserve (Fed), Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra (BoE) ainda este ano. A decepção com os dados de varejo na zona do euro e da indústria alemã na manhã de hoje reforçam a expectativa de que o BCE pode ajustar sua política monetária em breve.

“A questão principal é o momento dos cortes nas taxas, e é aqui que o mercado pode estar se adiantando”, mencionou a CMC Markets.
A Shell emitiu um alerta hoje, indicando que seu balanço do quarto trimestre de 2023 terá um impacto significativo devido a baixas contábeis. O valor estimado varia entre US$ 2,5 bilhões a US$ 4,5 bilhões. No entanto, essa queda foi compensada por um aumento considerável no comércio de gás.

O movimento no mercado de commodities gerou um clima inicial de cautela nos negócios europeus. Porém, a redução nos rendimentos de Treasuries e nos títulos da dívida dos países da zona do euro ajudou na recuperação ao longo do dia.

No contexto atual, o índice CAC 40 de Paris registrou um avanço de 0,40%, alcançando os 7.450,24 pontos. Já o papel da Casino, varejista francesa, teve uma queda de 3,87% após a Comissão Europeia autorizar um consórcio liderado pelo bilionário Daniel Kretinsky a assumir o controle da empresa.

Outros índices também apresentaram movimentos positivos, como:
O DAX, que subiu 0,74%, chegando aos 16.716,47 pontos em Frankfurt;
O FTSE MIB em Milão, que ganhou 0,42%, fechando aos 30.569,92 pontos;
Ibex 35, de Madri, registrou um aumento de 0,44%, alcançando os 10.208,93 pontos;
A exceção foi o PSI 20, de Lisboa, que caiu 0,85%, encerrando em 6.478,25 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira (8), com a piora do sentimento após um grande conglomerado financeiro chinês pedir falência. Na semana passada, o Zhongzhi Enterprise Group, um “shadow bank” (banco paralelo) que fornecia empréstimos ao setor imobiliário chinês, teve pedido de falência e liquidação aceito por um tribunal de Pequim.

Além disso, um grande executivo da subsidiária de veículos elétricos da problemática incorporadora China Evergrande foi preso sob suspeita de “crimes” não especificados. Na China continental, o índice Xangai Composto teve queda de 1,42% nesta segunda, a 2.887,54 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 1,88%, a 1.740,08 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng caiu 1,88% em Hong Kong, a 16.224,45 pontos, com tombo de 6% da China Evergrande New Energy Vehicle, e o sul-coreano Kospi cedeu 0,40% em Seul, a 2.567,82 pontos, mas o Taiex contrariou o viés negativo da região e subiu 0,31% em Taiwan, a 17.572,66 pontos.

Em Tóquio, a bolsa não operou devido a um feriado no Japão.

Na Oceania, o mercado australiano ficou no vermelho pelo quarto pregão consecutivo. O S&P/ASX 200 teve baixa de 0,50% em Sydney, a 7.451,50 pontos.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.

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