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quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 04/01/24

Bitcoin: R$ 219.129,33 Reais e US$ 44.587,90 Dólares.

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O dólar à vista oscilou próximo da estabilidade durante praticamente toda a sessão, para depois encerrar a quinta-feira em leve baixa ante o real, com investidores mantendo posições antes da divulgação, na sexta-feira, dos dados do relatório de empregos "payroll" nos Estados Unidos.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9073 reais na venda, em baixa de 0,19%. Nos três primeiros dias úteis de janeiro, porém, a moeda norte-americana acumula alta de 1,15%.

Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,26%, a 4,9255 reais.

Com as articulações políticas praticamente congeladas em Brasília em função do recesso parlamentar, a agenda norte-americana ganhou ainda mais importância nos últimos dias, com investidores atentos às indicações sobre quando o Federal Reserve iniciará seu processo de corte de juros -- o que, em tese, pode pesar sobre o dólar na comparação com outras moedas.

Na manhã desta quinta-feira, o Relatório Nacional de Emprego da ADP mostrou que foram abertas 164.000 vagas de emprego no setor privado dos EUA no mês passado, a maior leitura mensal desde agosto. Economistas consultados pela Reuters esperavam criação de 115.000 vagas em dezembro.

Já os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caíram 18.000 na semana encerrada em 30 de dezembro, para 202.000 em dado com ajuste sazonal. Economistas consultados pela Reuters previam 216.000 pedidos para a última semana do ano.
Tanto o relatório da ADP quanto os dados de auxílio desemprego sustentaram o movimento de alta dos rendimentos dos Treasuries nesta quinta-feira, com investidores moderando as expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve em março.

Neste cenário, o dólar oscilou entre uma mínima de 4,9043 reais (-0,25%) às 9h28 e uma máxima de 4,9372 reais (+0,42%) às 11h30. No entanto, a divisa se reaproximou da estabilidade no início da tarde.

Por trás do movimento estava a cautela antes da divulgação do payroll -- relatório de empregos mais importante dos EUA – na sexta-feira.
“O mercado está de olho no que vai sair no payroll. Na ata (divulgada na quarta-feira), o Fed, por mais que tenha dito que a inflação aparentemente está sob controle, não deu indícios de quando será o corte da taxa de juros nos EUA”, avaliou Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

“Acredito que muitos investidores já tenham se posicionado no fim de ano, fazendo proteções, então eles aguardam pela divulgação do payroll”, acrescentou Avallone, ao justificar a oscilação do dólar em margens estreitas ante o real nesta quinta-feira.

Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 13,057 bilhões de dólares em dezembro, mas acumulou no ano passado a maior entrada líquida de dólares em 11 anos, de 11,431 bilhões de dólares, refletindo o bom resultado da balança comercial.

Em uma sessão em que a liquidez também foi reduzida, com muitos participantes do mercado ainda em férias, o BC vendeu 13.600 contratos da oferta total de 16.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem dos vencimentos de março.
Na B3, às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,26%, a 4,9255 reais.

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, quase perdendo o patamar dos 131 mil pontos no pior momento, com movimento de realização de lucros, em meio à um pregão volátil em Wall Street após divulgação de dados mostrando um mercado de trabalho resiliente nos Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,21%, a 131.225,91 pontos. Na mínima da sessão, chegou a 131.023,71 pontos. Na máxima, a 132.885,11 pontos. O volume financeiro somou 21,6 bilhões de reais.

"Acho que isso é uma movimentação de curto prazo, de correção, realização de lucro, do mercado se reposicionando dentro do nosso índice", afirmou o analista Helder Wakabayashi, da Toro Investimentos.

As bolsas de valores de Nova York encerraram o pregão de hoje (4) sem uma direção clara, com movimentações distintas dos principais índices. Os dados divulgados indicaram uma notável resiliência no mercado de trabalho e no setor de serviços nos Estados Unidos, o que levantou dúvidas entre os investidores quanto à expectativa de cortes agressivos de juros pelo Federal Reserve (Fed) a partir de março. Essa perspectiva tem desacelerado o impulso positivo que vinha impulsionando Wall Street no final de 2023.

    O índice Dow Jones fechou com um pequeno aumento de 0,03%, atingindo os 37.440,34 pontos;
    O S&P 500 recuou 0,34%, alcançando os 4.688,68 pontos;
    O Nasdaq cedeu 0,56%, ficando em 14.510,30 pontos.

Pela manhã, o relatório ADP estimou a criação de 164 mil vagas de trabalho no setor privado dos EUA em dezembro, superando as projeções. Além disso, o índice de gerentes de compras (PMI) para o setor de serviços avançou no mês passado, de acordo com a análise da S&P Global. Os pedidos de auxílio-desemprego, por sua vez, apresentaram uma queda mais significativa do que a esperada na semana passada.

Após a divulgação desses dados, as projeções futuras para cortes de juros pelo Fed a partir de março foram consideravelmente reduzidas, conforme indicado pelo monitoramento do CME Group. Esse cenário gerou cautela entre os operadores de mercado, enquanto os investidores se preparam para o relatório oficial de emprego dos EUA, o payroll, que será divulgado amanhã.

As ações do setor de tecnologia enfrentaram uma pressão particular, em meio ao aumento dos rendimentos dos Treasuries. A Walgreens despencou 5,12%, após anunciar uma redução de 50% nos dividendos. Enquanto isso, a Apple recuou 1,23% depois que a Piper Sandler, seguindo a tendência do Barclays, rebaixou a recomendação para a fabricante do iPhone, de “overweight” para neutra.

Por outro lado, o setor financeiro emergiu como o grande destaque do dia na bolsa. O JPMorgan teve um avanço de 0,66%, seguido pelo Goldman Sachs (+0,30%) e Morgan Stanley (+0,26%). Em um relatório divulgado hoje, o Bank of America (BofA) expressou sua visão sobre um possível rali nas ações de bancos, destacando a expectativa de cortes de juros do Federal Reserve e a confirmação de uma transição suave na economia.

As bolsas europeias encerraram em território positivo nesta quinta-feira (4), registrando o primeiro pregão de ganhos em 2024. Esse movimento foi impulsionado por uma série de índices de gerentes de compras (PMI, sigla em inglês) mais robustos do que o esperado, tanto na região quanto em parceiros comerciais cruciais.

O FTSE 100, em Londres, avançou 0,53%, atingindo 7.723,07 pontos, enquanto o FTSE MIB, em Milão, registrou alta de 1,01%, alcançando 30.403,96. O PSI20, em Lisboa, e o IBEX 35, em Madri, também apresentaram ganhos, respectivamente, de 1,18% (6.486,34 pontos) e 1,28% (10.182,40 pontos).

Após dois dias consecutivos de perdas, os mercados acionários europeus conseguiram recuperar-se, refletindo um cenário mais estável, conforme avaliação da Hargreaves Lansdown. Os investidores, mesmo com as preocupações acerca de uma potencial postura mais restritiva do Federal Reserve (Fed), responderam de forma positiva às leituras finais do PMI composto e de serviços da zona do euro, Reino Unido e China.

Os indicadores de serviços apresentaram avanços significativos, superando as expectativas do mercado e evidenciando a resiliência das economias. Nos EUA, os PMIs também registraram aumento, sinalizando uma economia americana resiliente, em meio a dados fortes do emprego no setor privado.

O aumento nos preços do petróleo, devido às tensões no Oriente Médio, impulsionou as ações ligadas ao setor de energia. De acordo com a CMC Markets, empresas europeias de petróleo e gás têm potencial para prosperar em 2024, e o índice EuroStoxx de energia fechou com alta de 1,3%.

Em Frankfurt, o DAX 40 fechou com alta de 0,48%, atingindo 16.617,29, monitorando também dados de inflação ao consumidor (CPI) na Alemanha. A inflação alemã subiu para 3,7% em dezembro, representando uma aceleração em relação ao mês anterior (3,2%). Os analistas do Commerzbank alertam que os preços podem continuar a acelerar devido às mudanças orçamentárias do governo alemão.

Por outro lado, a ação do Casino, controlador do Grupo Pão de Açúcar (GPA) no Brasil, caiu 12,65% após a divulgação de resultados de um estudo independente sobre a reestruturação financeira do varejista francês. O plano prevê uma diluição maciça dos acionistas atuais, detendo apenas cerca de 0,3% do capital social após a conclusão da reestruturação.

Enquanto isso, o grupo Carrefour registrou um aumento de 0,93% após anunciar a interrupção das vendas de produtos da PepsiCo em suas lojas na França, citando “aumentos de preços inaceitáveis”. O fechamento do CAC40 foi positivo, com ganho de 0,52%, atingindo 7.450,63 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, seguindo Wall Street, que ontem reagiu negativamente à última ata de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). No primeiro pregão de 2024 após uma sequência de feriados, o índice japonês Nikkei caiu 0,53% em Tóquio hoje, a 33.288,29 pontos.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi recuou 0,78% em Seul, a 2.587,02 pontos, o Taiex registrou perda marginal de 0,06% em Taiwan, a 17.549,65 pontos, e o Hang Seng ficou praticamente estável em Hong Kong, com pontuação de 16.645,98. Na China continental, o Xangai Composto teve declínio de 0,43%, a 2.954,35 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto, queda de 0,84%, a 1.797,50 pontos.

Na ata da reunião de dezembro, o Fed não deu pistas claras ontem sobre os próximos passos de sua política monetária, levando a uma redução nas apostas de que o primeiro corte de juros virá em março, embora essa hipótese continue sendo majoritária. Na esteira do documento, as bolsas de Nova York sofreram perdas de cerca de 0,80% a 1,20%. Desta forma, os últimos números de atividade de serviços da China ficaram em segundo plano.

O PMI de serviços chinês elaborado pela S&P Global/Caixin avançou para 52,9 em dezembro, atingindo o maior nível em quatro meses e contrastando com a medida oficial, que se manteve em 49,3 no mês passado. Leituras acima de 50 indicam expansão de atividade e abaixo, contração. Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, a exemplo da Ásia e de Wall Street. O S&P/ASX 200 caiu 0,39% em Sydney, a 7.494,10 pontos.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.