image

image
Obrigado pela visita! volte sempre..

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 03/01/24

Bitcoin: R$ 212.395,16 Reais e US$ 42.830,40 Dólares.

Dólar comercialR$ 4,9150
Dólar turismoR$ 5,1184
Dólar ptaxR$ 4,9212
Euro comercialR$ 5,366
Euro turismoR$ 5.6345


O dólar fechou praticamente inalterado frente ao real nesta quarta-feira, com investidores digerindo a ata da última reunião do Federal Reserve, que mostrou as autoridades preocupadas tanto com os efeitos de uma política monetária restritiva demais quanto com a inflação de serviços.

A moeda norte-americana à vista teve variação positiva de 0,01%, a 4,9165 reais na venda, em parte refletindo uma pausa nas compras após salto de mais de 1% do dólar na véspera.

Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:07 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,11%, a 4,9360 reais.

A ata do Fed mostrou que as autoridades estão cada vez mais convencidas de que a inflação está ficando sob controle, com a diminuição de "riscos altistas" de inflação e crescente preocupação com os danos que uma política monetária "excessivamente restritiva" poderia causar à economia dos Estados Unidos.

Por outro lado, o documento não esclareceu quando os cortes nos juros poderiam começar, e as autoridades observaram "um grau excepcionalmente elevado de incerteza" sobre as perspectivas, com a possibilidade de novos aumentos nos custos de empréstimos.

"A balança pende para um comunicado ainda levemente duro frente ao que era esperado pelo mercado, uma vez que as projeções mais positivas para os próximos anos seguem sendo contrapostas por diversas pontuações acerca dos riscos que cercam o cenário base da instituição", avaliou Matheus Pizzani, economista da CM Capital.

"Apontar um possível início do processo de queda dos juros em um cenário como este se mostra uma tarefa difícil... o que abre espaço para eventuais surpresas para os investidores no decorrer do ano."

Os dois primeiros pregões de 2024 foram marcados por uma moderação nas apostas do mercado sobre o ciclo de afrouxamento do Fed, com ligeiras reduções nas expectativas de que o primeiro corte viria já em março.

Quanto mais tempo os juros norte-americanos ficarem em patamar elevado, mais o dólar tende a ganhar terreno frente a divisas emergentes, já que assim oferece uma rentabilidade interessante com segurança muito elevada.

O dólar mostrou instabilidade ao longo da sessão, trocando de sinal algumas vezes. Alguns operadores disseram que isso pode ter sido reflexo de um ambiente de alta das commodities --favorável ao real-- sendo compensado por aumento das tensões geopolíticas globais --cenário que aumenta a demanda pelo dólar.

Israel matou o vice-líder do Hamas, Saleh al-Arouri, em um ataque de drone em Beirute, enquanto as tensões no Mar Vermelho, importante rota comercial, aumentaram após um ataque no fim de semana de Houthis do Iêmen contra uma embarcação da Maersk.

O Ibovespa fechou o pregão em alta nesta quarta-feira, apoiado por papéis da Petrobras (BVMF:PETR4), que acompanharam a valorização do petróleo no exterior, em dia marcado pela divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,24%, a 133.013,99 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo oscilado entre a mínima de 132.250,07 pontos e a máxima de 133.575,58 pontos durante a sessão. O volume financeiro somava 19,1 bilhões de reais.

O encerramento do pregão desta sessão marcou um cenário predominantemente negativo nas bolsas de Nova York. O índice Nasdaq, em particular, sofreu uma queda acima de 1%, com empresas de tecnologia liderando os recuos do mercado. Este declínio foi impulsionado por perspectivas cautelosas em relação aos cortes de taxas pelo Federal Reserve (Fed), ocasionando um aumento nos juros dos Treasuries e exercendo pressão sobre o mercado acionário como um todo. Adicionalmente, a desvalorização das ações da Apple, motivada por avaliações negativas sobre os papéis da empresa, impactou diretamente os índices.

O índice Dow Jones encerrou a sessão em baixa de 0,76%, a 37.430,19 pontos; o S&P 500 perdeu 0,80%, a 4.704,81 pontos; e o Nasdaq cedeu 1,18%, a 14.592,21 pontos.

A possibilidade de manutenção da taxa básica pelo Fed ao término deste primeiro trimestre apresentou um avanço de 10 pontos percentuais, atingindo 21,4%, segundo o monitoramento do CME Group. Especialistas da Navellier destacam o atual consenso em torno de um pouso suave na economia, contrastando com as expectativas do ano anterior, quando se previa ao menos uma recessão moderada. A consultoria ressalta a necessidade de observar as tendências para 2024, mas reforça que a implementação da inteligência artificial e as expectativas de flexibilização do Fed podem impulsionar o mercado em direção a uma alta, desde que a perspectiva de um pouso suave se mantenha.

As bolsas da Europa fecharam em baixa nesta quarta-feira (03), à medida que investidores se posicionavam para a ata do Federal Reserve (Fed), que será divulgada após o fechamento do pregão europeu e poderia indicar planos de cortes bem menos agressivos do que o mercado precificou na reta final de 2023.

Em Londres, o FTSE 100, caiu 0,51% a 7.682,33 pontos, enquanto o índice DAX, em Frankfurt, fechou em queda de 1,47%, a 16.522,43 pontos. O CAC 40, em Paris, cedeu 1,66%, a 7.405,67 pontos, e o FTSE MIB, em Milão, fechou em queda de 1,39%, a 30.100,84 pontos. Já em Madri, o índice Ibex 35 caiu 1,23%, a 10.056,60 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 caiu 0,67%, a 6.410,99 pontos. As cotações são preliminares.

Os índices do velho continente acompanharam a deterioração do sentimento de risco em Nova York, que enquanto o mercado põe em xeque a possibilidade de cortes de juros pelo Fed em um horizonte próximo. Segundo o Citi, a ata de desta quarta-feira deve reforçar a mensagem dos integrantes do Fed de que os juros devem ficar altos por mais tempo, mas o banco duvida que “a ata seja tão convincentemente agressiva” nesse sentido.

Em Londres, o FTSE 100 completa 40 anos hoje, em um dia de perdas sobretudo do setor de mineradoras, com Antofagasta (3,51%), Glencore (2,68%) e Anglo American (5,33%) acumulando perdas enquanto os retornos dos Gilts de 10 anos continuam movimento de alta e sugam a atratividade das ações.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, com ações na Coreia do Sul e em Taiwan liderando as perdas à medida que fornecedores da Apple ficaram pressionados após o fabricante do iPhone ser rebaixado pelo Barclays.

Em Nova York, a Apple sofreu um tombo de quase 4% ontem depois de o Barclays rebaixar sua recomendação para “underweight” (abaixo da média do mercado). Em Seul, o índice sul-coreano Kospi teve expressiva queda de 2,34% hoje, a 2.607,31 pontos, interrompendo uma sequência de quatro pregões positivos. Sob o “efeito Apple”, Samsung Electronics, LG Corporation e SK Hynix caíram em torno de 3%. Já o Taiex cedeu 1,65% em Taiwan, a 17.559,31 pontos, pressionado por Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC, -2,53%) e Hon Hai (-0,48%, também conhecida como Foxconn.

Na China continental, o desempenho das bolsas foi misto nesta quarta: o Xangai Composto subiu 0,17%, a 2.967,25 pontos, mas o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,61%, a 1.812,71 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve baixa de 0,85%, a 16.646,41 pontos, arrastado por ações de tecnologia. No Japão, não houve negócios devido a um feriado. Na Oceania, o mercado australiano acompanhou o tom negativo da Ásia e ficou no vermelho. O S&P/ASX 200 caiu 1,37% em Sydney, a 7523.20 pontos, com perdas generalizadas e lideradas pelo setor de tecnologia da informação (TI).

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.
.