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terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 02/01/24

Bitcoin: R$ 221.239,54 Reais e US$ 44.695,20 Dólares.

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O dólar avançou mais de 1% frente ao real no primeiro pregão de 2024, em linha com a valorização da divisa norte-americana no exterior, conforme investidores internacionais repensavam as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve neste ano.

O dólar à vista fechou em alta de 1,21%, a 4,9160 reais na venda, marcando o maior aumento diário desde 4 de dezembro (+1,38%). Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:01 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,37%, a 4,9335 reais.

No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de pares fortes apurava ganho de quase 0,80% no fim da tarde, conforme os rendimentos dos títulos do governo dos Estados Unidos avançavam.

Expectativas de mercado precificavam corte de 1,50 ponto percentual nos juros do Fed este ano, abaixo do 1,60 ponto visto na semana passada, moderação que refletia temores de parte dos investidores de que, talvez, o banco central norte-americano não poderá ser tão brando na condução da política monetária quanto o previsto no final do ano passado.

"Concordamos amplamente com as opiniões de (Thomas) Barkin, (John) Williams e outros (diretores do Fed) que acreditam que é muito cedo para falar sobre cortes de taxas", disse em relatório Jaime Valdivia, economista-chefe da Galápagos Capital.

"Um ciclo prematuro de cortes de taxas nos EUA nos preocupa pelos seguintes motivos: as expectativas de inflação de curto prazo permanecem elevadas e a inflação núcleo de serviços ainda é bastante persistente."

Em busca de balizar as expectativas, investidores acompanharão de perto um relatório de emprego do governo dos EUA na sexta-feira, que tem muita importância nas tomadas de decisão do Fed.

Apostas num Fed mais brando ajudaram o real na reta final de 2023, uma vez que apontariam para uma rentabilidade menos competitiva do mercado de renda fixa dos EUA quanto comparada a países mais arriscados, de prêmios maiores.

No entanto, disse Valdivia, o Brasil e vários outros países emergentes estão no meio de um processo de afrouxamento monetário.

"Os diferenciais de taxa, portanto, se comprimirão significativamente em 2024 e reverterão alguns dos ventos favoráveis por trás da força das moedas dos mercados emergentes do ano passado", disse ele.

A taxa Selic está atualmente em 11,75%, após quatro cortes consecutivos de 0,50 ponto percentual a partir de agosto do ano passado.

Ainda na cena doméstica, "embora não esteja fazendo preço, o mercado naturalmente segue olhando para o nosso fiscal, com o governo tendo alguma oposição no Congresso neste sentido", disse Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

Segundo ele, após o recesso parlamentar, o mercado deve acompanhar com cautela a tramitação da medida provisória de reoneração gradual da folha de pagamento, que precisa ser aprovada pelos parlamentares em até 120 dias após sua publicação no Diário Oficial.

O Ibovespa encerrou em queda de cerca de 1% o primeiro pregão do ano, com ajustes endossados por um ambiente externo desfavorável, em meio a ponderações relacionadas aos juros dos Estados Unidos, enquanto Petrobras (BVMF:PETR4) fechou em alta, resistindo à piora dos preços do petróleo no exterior.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,16%, a 132.632,07 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo oscilado entre a mínima de 132.094,61 pontos e a máxima de 134.194,94 pontos durante a sessão. O volume financeiro somava 17,2 bilhões de reais.

As bolsas de Nova York fecharam na maioria em baixa nesta terça-feira, 2, com destaque para queda acima de 1% do Nasdaq, em dia de fortes recuos das empresas de tecnologia. As perspectivas para cortes de taxas pelo Federal Reserve (Fed) foram ponderadas, o que impulsionou os juros dos Treasuries, pressionando o mercado acionário. Além disso, a queda da Apple por conta de avaliações dos papéis da empresa acabou pesando nos índices.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,07%, em 37.715,04 pontos, o S&P 500 caiu 0,57%, a 4.742,83 pontos, e o Nasdaq recuou 1,63%, a 14.765,94 pontos…

As bolsas de valores na Europa encerraram o pregão de hoje sem uma direção única, refletindo a cautela dos investidores em meio a projeções sobre a política monetária e a influência das tensões geopolíticas. Este movimento se deu, em grande parte, pelo impulso das petroleiras, que registraram ganhos frente ao acirramento das tensões no cenário internacional. Os índices também reagiram à divulgação de indicadores de atividade econômica na região, oferecendo perspectivas variadas sobre o estado da economia europeia.

Em Londres, mesmo com a queda de 0,15% do FTSE 100 para 7.721,52 pontos, a BP registrou avanço de 1,03%. Em Paris, onde o CAC 40 recuou 0,16% para 7.530,86 pontos, a Total teve alta de 1,92%. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,11%, atingindo 16.769,36 pontos. Já em Milão, o FTSE MIB registrou alta de 0,57%, alcançando 30.524,63 pontos, e o Ibex35 subiu 0,78% em Madri, fechando em 10.181,10 pontos.

Na bolsa de Lisboa, a Galp subiu 1,92% e o PSI 20 avançou 0,90% para 6.454,32 pontos. Destaque para o Banco Comercial Português (BCP), com incremento de 3,83% após a decisão de reembolsar antecipadamente 400 milhões de euros em obrigações perpétuas, acrescidos de juros.

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única no primeiro pregão de 2024, com as chinesas recuando após dados contrastantes de atividade manufatureira e a da Austrália se aproximando de seu nível recorde. Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 0,43% nesta terça-feira, a 2.962,28 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve perda de 0,76%, a 1.823,85.

Pesquisa da S&P Global em parceria com a Caixin mostrou que o PMI industrial chinês subiu marginalmente entre novembro e dezembro, de 50,7 para 50,8, com a leitura acima de 50 sinalizando expansão da manufatura pelo segundo mês consecutivo.

O levantamento oficial da China, por outro lado, apontou queda do PMI industrial no mesmo período, de 49,4 para 49, indicando contração no setor. Em outras partes da Ásia, o Hang Seng apresentou baixa de 1,52% em Hong Kong, a 16.788,55 pontos, pressionado por ações de incorporadoras como Longfor Group (-7%) e China Resources Land (-5,4%), e o Taiex caiu 0,43% em Taiwan, a 17.853,76 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 0,55% em Seul, a 2.669,81 pontos.

Em Tóquio, não houve negócios hoje em função de um feriado. Na Oceania, o índice australiano S&P/ASX 200 avançou 0,49% em Sydney, a 7.627,80 pontos, ficando bem próximo da máxima histórica atingida em agosto de 2021, em meio ao bom desempenho de ações de petrolíferas, mineradoras e bancos.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.