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quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 06/12/23

Bitcoin: R$ 215.755,41 Reais e US$ 43.739,60 Dólares.

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O dólar à vista fechou em baixa ante o real nesta quarta-feira, pela segunda sessão consecutiva, após novos dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos reforçarem a percepção de que o Federal Reserve poderá cortar seus juros já em março de 2024.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9022 reais na venda, em queda de 0,47%. Em dezembro, o dólar acumula baixa de 0,27%.Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,62%, a 4,9120 reais.

A moeda norte-americana oscilou em queda ante o real durante toda a sessão. No início do dia, às 9h11, marcou a máxima de 4,9230 reais (-0,05%), com as cotações ainda refletindo certa cautela dos investidores antes da divulgação de mais dados sobre o mercado de trabalho norte-americano.Os números saíram às 10h15 e o dólar à vista -- que estava novamente em 4,9230 reais naquele momento -- desabou para 4,9103 reais no minuto seguinte.
O Relatório Nacional de Emprego da ADP informou que foram abertos 103.000 postos de trabalho em novembro nos EUA, bem abaixo dos 130.000 postos projetados em pesquisa da Reuters com economistas. Já os dados de outubro foram revisados para baixo, mostrando 106.000 vagas criadas, em vez dos 113.000 postos informados anteriormente.

Os números reforçaram a percepção de que o Federal Reserve manterá seus juros básicos na faixa de 5,25% a 5,50% este mês e poderá começar a cortá-los já em março do próximo ano.Com isso, o dólar perdeu força ante parte das demais divisas no exterior e passou a renovar mínimas no Brasil. Às 11h28, a divisa à vista marcou a menor cotação da sessão, de 4,8892 reais (-0,74%).

“Estamos em um ponto do ciclo econômico norte-americano em que a inflação deixou de ser uma preocupação, porque ela já cedeu bastante. Para o Fed, a questão mais importante agora é o mercado de trabalho”, pontuou Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura.
“O ADP confirma a visão de que o processo de normalização do mercado de trabalho continua. Os dados demonstram que a discussão é sobre quando o Fed cortará os juros, daí a perda de ímpeto global do dólar”, acrescentou Borsoi.
Ainda assim, no Brasil a queda é contida, com o dólar encontrando dificuldades para atingir níveis mais próximos dos 4,80 reais.
“A cotação está enclausurada nos 4,92, nos 4,96 reais, sem conseguir fugir muito disso”, avaliou Laís Costa, analista da Empiricus Research. “O real só conseguirá apreciar se houver uma queda muito forte de juros no exterior.”

Para Borsoi e outros profissionais ouvidos pela Reuters nos últimos dias, a resistência a quedas maiores do dólar no Brasil é dada pelo fator sazonal: em dezembro, multinacionais e fundos costumam enviar recursos ao exterior, o que eleva a demanda por moeda e sustenta as cotações.
No exterior, no fim da tarde o dólar tinha sinais mistos ante as demais divisas. O dólar index -- que reflete a relação com outras seis divisas fortes -- tinha alta firme, influenciado em parte pelo enfraquecimento do euro, em meio a apostas de que o Banco Central Europeu (BCE) também poderá iniciar o ciclo de corte de juros em março do próximo ano.

Às 17:14 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- subia 0,21%, a 104,190.Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de fevereiro.

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, com Petrobras respondendo pela maior pressão negativa, em meio ao forte declínio do petróleo no exterior, enquanto a fraqueza em Wall Street endossou movimentos de realização de lucros na bolsa paulista, apesar de nova queda nos rendimentos dos Treasuries.Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,01%, a 125.622,65 pontos. Na máxima do dia, chegou a 127.537,55 pontos. Na mínima, a 125.614,35 pontos. O volume financeiro somou 22,75 bilhões de reais.

"A nossa visão é que estamos entrando em um período de realizações após a alta expressiva em novembro", afirmou o analista Luis Novaes, da Terra Investimentos, chamando atenção também para a pressão no índice em razão da queda de Petrobras, acompanhando o recuo do petróleo no exterior.Em novembro, o Ibovespa acumulou alta de 12,54%, maior ganho mensal desde novembro de 2020.
Antes da piora, dados sobre a criação de empregos no setor privado dos Estados Unidos mais fracos do que o esperado em novembro divulgados pela manhã fizeram o Ibovespa tocar a máxima do dia, uma vez que reforçaram perspectivas de que o Federal Reserve não elevará mais os juros na maior economia do mundo.

Mas o fôlego comprador arrefeceu na sequência, com o Ibovespa fechando na mínima em quase duas semanas.
As atenções agora se voltam para o relatório do Departamento de Trabalho dos EUA de novembro, previsto para a sexta-feira, com projeções compiladas pela Reuters apontando a criação de 180 mil empregos na folha de pagamento não agrícola.

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta terça-feira (data) em baixa, após uma jornada marcada por instabilidade. Inicialmente em alta, impulsionadas por indicadores positivos da economia dos Estados Unidos, os mercados sentiram a incerteza sobre a possibilidade de redução das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed). Esse cenário otimista foi diminuindo ao longo do dia, afetando os índices e a confiança dos investidores.

    Dow Jones: fechou em queda de 0,19%, atingindo os 36.054,43 pontos;
    S&P 500: recuou 0,39%, registrando 4.549,34 pontos;
    Nasdaq: encerrou em baixa de 0,58%, atingindo os 14.146,71 pontos.

As bolsas europeias encerraram em alta hoje (6), impulsionadas por indicadores econômicos que sugerem um possível corte nos juros pelo Banco Central Europeu (BCE) no próximo ano. O otimismo foi alimentado pela queda nos rendimentos de títulos públicos, refletindo a expectativa de uma política monetária mais flexível em 2024.

    FTSE 100 (Londres): subiu 0,34%, alcançando 7.515,38 pontos;
    CAC 40 (Paris): teve um ganho de 0,66%, chegando a 7.435,99 pontos;
    DAX (Frankfurt): atingiu uma nova máxima histórica, encerrando com um ganho de 0,75%, alcançando 16.656,44 pontos;
    FTSE MIB (Milão): subiu 0,81%, chegando a 30.326,29 pontos;
    PSI 20 (Lisboa): avançou 0,51%, alcançando 6.609,90 pontos;
    Ibex 35 (Madri): ganhou 0,19%, atingindo 10.258,10 pontos.

Os mercados acionários da Ásia não tiveram direção única nesta quarta-feira (6). Em Xangai o quadro foi de perdas contidas, um dia após a Moody’s ter reafirmado o rating da China em A1, mas alterado a perspectiva de estável para negativa. Já em Tóquio houve avanço de cerca de 2%, com investidores em busca de barganhas após perdas recentes no mercado japonês.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,11%, em 2.968,93 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 0,55%, a 1.940,72 pontos. Em Xangai, bancos estiveram sob pressão, mas ações ligadas a commodities agrícolas e a alimentos subiram. Fabricante de baterias elétricas, BYD subiu 2,5%, após seu executivo-chefe anunciar plano de comprar até 200 milhões de yuans em ações.

O índice CSI300, de ações de blue chips da China, atingiu hoje mínima desde fevereiro de 2019, estendendo perdas da terça-feira, mas se recuperou e fechou em alta de 0,16%, a 3.399,60 pontos.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,83%, a 16.463,26 pontos. Vários planos de recompra de ações colaboraram para apoiar o humor. Swire Pacific, por exemplo, subiu 17% após dizer que planeja recomprar até 6 bilhões de dólares de Hong Kong em ações.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei subiu 2,04%, para 33.445,90 pontos. Busca por preços mais baixos após perdas recentes foi um motivo apontado neste pregão.

Na Bolsa de Seul, o Kospi avançou 0,04%, a 2.495,38 pontos, mas encerrou na mínima do dia. Ações do setor de entretenimento subiram, enquanto as de transporte marítimo estiveram entre as baixas. Pan Ocean caiu 5,5%, entre papéis em foco. Em Taiwan, o índice Taiex subiu 0,19%, a 17.360,72 pontos.

Na Oceania, o S&P/ASX 200 fechou em alta de 1,65%, em 7.178,40 pontos, na Bolsa de Sydney. A praça australiana registrou com isso seu maior ganho diário desde novembro de 2022, após dados mostrarem desaceleração econômica no país no terceiro trimestre, em quadro de aperto recente na política monetária. Ações ligadas ao consumo e as de bancos estiveram entre os ganhos.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.