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O dólar emplacou a segunda sessão consecutiva de queda ante o real nesta sexta-feira, fechando a última semana completa do ano com perda superior a 1%, em um dia em que a moeda norte-americana também cedia no exterior, após a divulgação de dados favoráveis sobre a inflação dos Estados Unidos.
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8615 reais na venda, em baixa de 0,54%. Na semana, a moeda norte-americana acumulou baixa de 1,55% e, em dezembro até agora, queda de 1,10%.
Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:12 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,49%, a 4,8600 reais.
A sexta-feira encerrou a última semana completa de 2023 para o mercado de câmbio. Como esperado, a liquidez foi menor, em especial durante a tarde, e investidores fizeram os últimos ajustes para as pausas de Natal e Ano Novo.
Pela manhã, os rendimentos dos títulos norte-americanos de dez anos oscilavam no território negativo, com investidores à espera da divulgação do índice de inflação PCE nos EUA, às 10h30. A queda dos yields favorecia a baixa da moeda norte-americana em boa parte do mundo, incluindo no Brasil.
O Departamento do Comércio informou que o índice de preços PCE caiu 0,1% no mês passado, depois de ficar inalterado em outubro. Nos 12 meses até novembro, o indicador teve alta de 2,6%, após subir 2,9% em outubro.
Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o PCE aumentou 0,1% em novembro. O chamado núcleo do PCE avançou 3,2% em relação ao ano anterior em novembro, depois de alta de 3,4% em outubro.
Com os dados favoráveis de inflação nos EUA, o dólar ampliou as perdas no exterior e atingiu uma cotação mínima de cinco meses, em relação a uma cesta de moedas fortes.
No Brasil, a divisa oscilava em margens estreitas, mas sempre no território negativo. Após marcar a cotação máxima de 4,8820 reais (-0,12%) às 9h31, antes dos dados do PCE, o dólar vista atingiu a mínima de 4,8488 reais (-0,80%) já durante a tarde, às 14h52.
No meio da tarde o Congresso Nacional aprovou o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024, após um acordo ter permitido corte menor no montante destinado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O projeto aprovado manteve a meta de resultado primário zero em 2024. O objetivo ainda é visto com ceticismo pelos agentes do mercado, mas sua manutenção na LOA é algo positivo, na visão dos analistas.
Com as mesas de operação esvaziadas, a aprovação não fez preço de forma significativa.
Às 17:12 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,09%, a 101,690.
O Ibovespa fechou esta sexta-feira no azul, em um pregão morno, marcado por dados de inflação nos Estados Unidos abaixo do esperado, que endossaram apostas de taxas de juros menores naquele país em 2024.
Itaú Unibanco (BVMF:ITUB4) e Petrobras (BVMF:PETR4) foram as principais influências positivas ao índice, enquanto Vale (BVMF:VALE3) cedeu na ponta oposta.
Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa subiu 0,28%, a 132.546,79 pontos, segundo dados preliminares. Na máxima do dia, foi a 133.035,32 pontos, e, na mínima, caiu a 132.093,76 pontos. O volume financeiro somava 17,8 bilhões de reais, contra média diária de 26,7 bilhões de reais em dezembro até a véspera.
Na semana, o Ibovespa avançou 1,81%, também segundo dados preliminares, marcando a oitava alta nas últimas nove semanas.
Bolsas dos EUA: As bolsas de Nova York encerraram o último pregão antes do Natal em leve alta, com exceção do Dow Jones. Na próxima segunda, o mercado acionário americano não abre devido ao feriado.
O Dow Jones terminou em queda de 0,05%, a 37.385,97 pontos. O S&P 500 subiu 0,17%, aos 4.754,63 pontos. O Nasdaq avançou 0,19%, para 14.992,97 pontos. O S&P 500 subiu 0,8% na semana, enquanto o Dow Jones tem um ganho de 0,23%. O Nasdaq avançou mais de 1% no período.
Bolsas da Europa: As bolsas da Europa fecharam na maioria em alta nesta sexta-feira (22), encerrando a última sessão antes do feriado de Natal com impulso das perspectivas para a política monetária no próximo ano. A divulgação de indicadores da economia americana reforçou a visão de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em 2024, o que deu ânimo a ativos de risco.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,14%, a 477,60 pontos.
O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) americano avançou 2,6% na taxa anual de novembro, enquanto o núcleo subiu 3,2%, em desaceleração ao comparar com os números anuais de outubro, e abaixo das expectativas do mercado. Já as expectativas da inflação no longo prazo também apontaram para uma alta de preços mais branda daqui a um e cinco anos.
Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,04%, a 7.697,51 pontos. Na Espanha, o PIB cresceu 0,3% no terceiro trimestre ante o anterior e 1,8% no confronto anual. Neste ambiente, o índice Ibex 35, de Madri, subiu 0,08%, a 10.111,90 pontos.
As varejistas de produtos esportivos tiveram destaque negativo, depois que a Nike reduziu as projeções para o próximo ano e alimentou temores sobre a demanda para o setor. Em Frankfurt, Adidas e Puma recuavam 5,26% e 7,18%, respectivamente, mas o DAX subiu 0,05%, a pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,26%, a 30.353,29 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,53%, a 6.422,27 pontos, na máxima do dia. Por outro lado, o CAC 40 caiu 0,03% em Paris, a 7.568,82 pontos.
Bolsas da Ásia: As bolsas da Ásia fecharam com viés negativo nesta sexta-feira (22), após nova regulação na China renovar temores por um cerco do governo ao setor privado e se sobrepor a sinais de estímulos econômicos feitos por Pequim.
Autoridades chinesas divulgaram um conjunto de propostas que endurece as regras para jogos online, que inclui limites para os gastos de usuários. Como resultado, a ação da Netease, gigante dos videogames no país asiático, despencou 24,60% em Hong Kong, enquanto Tencent perdeu 12,35%. Assim, o índice Hang Seng, referência na ilha semiautônoma, encerrou a sessão em baixa de 1,69%, a 16.340,41 pontos.
A Bolsa de Xangai caiu 0,13%, a 2.914,78 pontos, enquanto a de Shenzhen, menos abrangente, cedeu 0,88%, aos 1.785,64 pontos. As perdas foram relativamente limitadas pela decisão de grandes bancos chineses de cortarem as taxas de depósito, que pode abrir caminho para que o Banco do Povo da China (PBoC) reduza juros.
Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,09%, aos 33.169,05 pontos, com Toyota em baixa de 0,85%, ainda de olho em um escândalo de segurança em uma subsidiária da montadora.
Entre outras praças na região, o índice Kospi, de Seul, perdeu 0,02%, a 2.599,51 pontos, na mínima do dia. O índice Taiex, de Taiwan, por sua vez, ganhou 0,30%, aos 17.596,63 pontos.
Na Oceania, o S&P/ASX 200, de Sydney, caiu 0,03%, a 7.501,60 pontos.
Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.


