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terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 19/12/23

Bitcoin: R$ 207.624,35 Reais e US$ 42.330,00 Dólares.

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O dólar fechou em queda pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira, para abaixo dos 4,90 reais, com as cotações refletindo o recuo da moeda norte-americana no exterior, a elevação da nota do Brasil pela agência de classificação de risco S&P e a avaliação de que, ainda que o Banco Central siga cortando juros, o país se manterá atrativo ao capital internacional.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8652 reais na venda, em baixa de 0,78%. Este é o menor valor de fechamento em um mês, desde 20 de novembro, quando encerrou em 4,8523 reais. Em dezembro, a moeda norte-americana acumula baixa de 1,02%.

Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:19 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,63%, a 4,8655 reais.

A moeda norte-americana à vista oscilou no território negativo durante toda a sessão. A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária(Copom) do BC, divulgada mais cedo, foi um dos fatores que favoreceram o movimento.

Nela, o BC corroborou a expectativa majoritária de que o colegiado promoverá pelos menos mais dois cortes de 0,50 ponto percentual da Selic em seus próximos encontros, em janeiro e março. Profissionais do mercado avaliaram que o documento não deixou margem para aceleração dos cortes para 0,75 ponto percentual.

Na prática, a visão é de que, apesar dos cortes, a Selic -- atualmente em 11,75% ao ano -- seguirá em níveis elevados, mantendo o Brasil competitivo em termos de diferencial de juros, o que favorece a atração de capital.

Esta avaliação é reforçada pelas apostas de que o Federal Reserve iniciará seu ciclo de cortes de juros em março. Na sessão desta terça-feira, os rendimentos do título norte-americano de dez anos -- referência global de investimentos -- voltaram a ceder em função desta perspectiva, o que fazia o dólar cair ante a maior parte das demais divisas.

“A ata não disse nada demais, continuou indicando queda da Selic, mantendo o ritmo de 50 pontos-base de cortes até meados do ano que vem”, disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research. “Como o Fed vai cortar juros também, o Brasil não vai ter problema de diferencial de juros”, acrescentou.

Durante a tarde, o dólar renovou as cotações mínimas da sessão após a agência de classificação de risco S&P elevar a nota de longo prazo do Brasil para "BB (BVMF:BBAS3)", de "BB-". A agência afirmou que a aprovação da reforma tributária estende o histórico de implementação de "políticas pragmáticas" no país nos últimos sete anos.

Porém, a nota brasileira segue em território especulativo, dois degraus abaixo do chamado grau de investimento. A S&P informou que a perspectiva para a nota é estável.

“(A elevação da nota do Brasil é) ótima notícia, apesar das ressalvas que a agência coloca, de que o progresso fiscal ainda é lento, senão a nota poderia até melhorar mais, e se a questão fiscal se deteriorar, eles podem diminuir a nota”, disse Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, em comentário enviado a clientes.

Na cotação mínima do dia, às 15h32, o dólar marcou 4,8509 reais (-1,07%), para depois fechar em nível um pouco mais elevado.

No exterior, no fim da tarde o dólar seguia em baixa ante uma cesta de divisas fortes e em relação à maior parte das demais divisas.

Às 17:19 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,30%, a 102,180.

Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de fevereiro.

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, renovando máximas históricas, endossado por avanço nos pregões em Wall Street e queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, além de melhora do rating soberano do Brasil pela agência S&P.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,59 %, a 131.850,9 pontos., nível recorde de fechamento. Na máxima do dia, chegou a 132.046,93 pontos, novo recorde intradia. Na mínima, a 131.085,81 pontos. O volume financeiro somou 20,6 bilhões de reais, abaixo da média diária do mês de dezembro, de 28,2 bilhões de reais.

Bolsas dos EUA: No encerramento de hoje (19), as bolsas de Nova York apresentaram ganhos, com o índice Dow Jones atingindo uma nova máxima histórica de fechamento, refletindo o interesse dos investidores nas projeções do Federal Reserve (Fed) sobre sua política monetária para o próximo ano. O mercado também está atento ao impacto da crescente adoção da inteligência artificial nas ações.

Dow Jones: alcançou 37.557,92 pontos, subindo 0,68%; S&P 500: registrou alta de 0,59%, chegando a 4.768,37 pontos;
Nasdaq: avançou 0,66%, atingindo 15.003,22 pontos.

Bolsas da Europa: As bolsas europeias encerraram em sua maioria em alta nesta terça-feira (19), com destaque para a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) na região. Este índice ofereceu indicativos de uma desaceleração na inflação, fortalecendo a perspectiva de uma maior flexibilização monetária à medida que os CPIs se aproximam da meta de 2%.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,36%, atingindo 477,04 pontos.
O mercado reagiu positivamente: o DAX, em Frankfurt, teve um aumento de 0,56%, alcançando 16.744,41 pontos. Em Paris, o CAC 40 registrou alta de 0,08%, atingindo 7.574,67 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve um incremento de 0,41%, alcançando 30.363,53 pontos. Já em Madri, o IBEX 35 cresceu 0,52%, chegando a 10.106,70 pontos. Por outro lado, o PSI 20, em Lisboa, recuou 0,30%, fechando em 6.365,20 pontos, o FTSE 100 subiu 0,31% em Londres, atingindo 7.638,03 pontos.

Bolsas da Ásia: Os mercados acionários da Ásia fecharam sem sinal único nesta terça-feira (19). A praça japonesa foi destaque em dia de decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), que como esperado manteve os juros. Já Xangai exibiu quadro bem mais modesto, enquanto Hong Kong caiu, com papel de incorporadoras chinesas novamente sob pressão.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei avançou 1,41%, a 33.219,39 pontos, encerrando na máxima do dia.
Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,05%, em 2.932,39 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 0,12%, a 1.890,90 pontos. Xangai oscilava em seus níveis mais baixos de fechamento até agora neste ano.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,75%, para 16.505,00 pontos. Em Taiwan, o Taiex caiu 0,43%, a 17.576,55 pontos.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi subiu 0,07% em Seul, a 2.568,55 pontos. A bolsa sul-coreana chegou a recuar, mas ganhou fôlego modesto ao longo do dia.

Na Oceania, em Sydney o S&P/ASX 200 fechou em alta de 0,84%, em 7.489,10 pontos. A bolsa australiana obteve seu fechamento mais alto desde fevereiro, com os 11 setores em alta, inclusive o financeiro. Ações do setor de energia foram apoiadas por ganhos recentes do petróleo.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.