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O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9033 reais na venda, em baixa de 0,70%. Em dezembro, a moeda norte-americana acumula queda de 0,25%. Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:36 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,73%, a 4,9030 reais.
Pela manhã, o dólar à vista marcou a cotação máxima de 4,9525 reais (+0,30%) às 10h28, em meio a uma visão mais pessimista sobre o momento em que o Federal Reserve iniciará o processo de cortes de juros nos EUA.
Na última sexta-feira, o presidente do Fed de Nova York, John Williams, já havia atuado para conter as apostas de que o os cortes começarão já em março, ao afirmar que a instituição não trata do assunto no momento.
Nesta segunda-feira, em entrevista ao Financial Times, a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, disse que os mercados financeiros se adiantaram "um pouco" ao banco central sobre quando haverá cortes de juros.
Já o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou em entrevista à CNBC que o rápido aumento das apostas do mercado financeiro de que o banco central reduzirá a taxa de juros em breve está em desacordo com o funcionamento do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), responsável pela decisão sobre juros.
“A alta do dólar ante o real pela manhã foi um pouco reflexo das indicações de autoridades do Fed de que ainda é cedo para comemorar a queda da inflação e de que o mercado está apostando numa queda de juros mais acentuada do que vai acontecer”, avaliou o diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo.
A divisa dos EUA, no entanto, não teve fôlego para aprofundar os ganhos e se reaproximou da estabilidade ainda pela manhã, oscilando em leve baixa em alguns momentos.
No meio da tarde, o dólar intensificou as perdas ante o real e chegou a oscilar abaixo dos 4,90 reais. Às 15h35, marcou a mínima de 4,8908 reais (-0,95%).
Dois profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que o aprofundamento da queda do dólar ante o real ocorreu em função da entrada de moeda no país, com parte dos estrangeiros atuando na Bolsa -- o Ibovespa chegou a sustentar ganhos próximos de 1%.
Além disso, segundo eles, a queda do dólar estava em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior, como o peso mexicano e o peso colombiano. O dólar index -- que compara a divisa dos EUA com outras moedas fortes -- também apresentava leves perdas durante a tarde.
Às 17:36 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,07%, a 102,550.
Para o restante da semana, investidores seguirão atentos aos desdobramentos da agenda legislativa em Brasília e à bateria de dados econômicos a serem divulgados nos EUA -- entre eles, dados do setor de construção na terça-feira, números de confiança do consumidor na quarta-feira e a revisão final do Produto Interno Bruto do terceiro trimestre.
No Brasil, o foco será a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do ano na terça-feira e o Relatório de Inflação na quinta-feira, ambos do Banco Central.
Além disso, profissionais têm lembrado que esta será a última semana “completa” de funcionamento para o câmbio, já que após o Natal haverá apenas quatro dias úteis até o encerramento do ano para o mercado -- período em que a liquidez também tende a ser mais baixa.
Por isso, alguns agentes não descartam certa pressão “compradora” de dólares nos próximos dias, com alguns fundos e multinacionais ainda buscando divisas para remeter ao exterior na virada do ano.
Na manhã desta segunda-feira, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de fevereiro.
O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, renovando máxima histórica, a caminho de encerrar 2023 com o melhor desempenho anual desde 2019, encontrando apoio na sessão principalmente nas ações da Petrobras (BVMF:PETR4) e da Vale (BVMF:VALE3), enquanto Casas Bahia capitaneou as perdas.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,78%, a 131.218,54 pontos, de acordo com dados preliminares, superando o recorde anterior de fechamento registrado na semana passada. Na máxima do dia, chegou a 131.447,26 pontos. Na mínima, a 130.198,41 pontos. O volume financeiro somava 19,4 bilhões de reais antes dos ajustes finais. No ano, o Ibovespa acumula valorização em torno de 19,6%.
Bolsas dos EUA: As bolsas de Nova York encerraram o pregão de hoje em alta, impulsionadas pela persistente expectativa dos investidores por cortes significativos de juros nos Estados Unidos ao longo de 2024. Esse movimento acontece apesar dos esforços renovados de dirigentes do Federal Reserve (Fed) para conter a precificação do mercado.
O índice Dow Jones fechou a sessão praticamente estável, atingindo 37.306,02 pontos, após registrar máxima histórica nas últimas sessões. Enquanto isso, o S&P 500 apresentou um ganho de 0,45%, alcançando 4.740,56 pontos, e o Nasdaq teve uma valorização de 0,61%, chegando a 14.904,81 pontos.
Bolsas da Europa: O FTSE 100, índice da Bolsa de Londres, registrou ganhos notáveis hoje, contrastando com o desempenho misto das bolsas europeias. Enquanto Londres encerrou em alta, as bolsas de França, Itália, Alemanha, Espanha e Portugal apresentaram perdas. O destaque dos ganhos britânicos está vinculado ao setor de mineradoras, impulsionado por anúncios relevantes no campo tributário e logístico.
Encerramento das bolsas
FTSE 100 (Londres): fechou com alta de 0,50%, atingindo 7.614,48 pontos;
DAX (Frankfurt): encerrou em queda de 0,60%, registrando 16.650,55 pontos;
CAC 40 (Paris): cedeu 0,37%, alcançando 7.568,86 pontos;
FTSE MIB (Milão): houve uma queda de 0,44%, fechando em 30.241,02 pontos;
Ibex 35 (Madri): apresentou uma baixa de 0,41%, com 10.054,70 pontos;
PSI 20 (Lisboa): teve uma perda de 0,66%, fechando em 6.384,49 pontos.
Bolsas da Ásia:Os mercados acionários da Ásia não registraram sinal único, nesta segunda-feira (18), mas o tom negativo prevaleceu. Xangai e Tóquio estiveram entre as baixas, enquanto Seul foi exceção, com ganhos modestos. A Bolsa de Xangai teve queda de 0,40%, para 2.930,80 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 1,25%, a 1.805,44 pontos.
Papéis de semicondutores e empresas de telecomunicação pesaram, com LONGi Green Energy Technology em queda de 2,4% e Will Semiconductor, de 2,05%. Wingtech Technology caiu 2,3% e China Spacesat, 1,1%. Por outro lado, empresas de transporte marítimo de mercadorias subiram, com Cosco Shipping em alta de 6,0% e Ningbo Zhoushan Port, de 0,8%.
Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em queda de 0,64%, em 32.758,98 pontos. A realização de lucros influiu, após um rali de ganhos visto nas últimas sessões. Ações ligadas ao consumo e do setor financeiro pegaram nesta segunda, com Sony em baixa de 2,2%, Marubeni de 0,6% e Mitsui, de 0,8%.
SMFG caiu 1,8% e Mizuho Financial, 1,3%. Já entre montadoras Toyota Motor avançou 0,7% e Nissan Motor, 1,5%. Investidores aguardavam decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), na terça-feira (19). Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrou queda de 0,97%, a 16.629,23 pontos.
O setor de semicondutores e papéis ligados ao consumo pesaram nesse mercado, com investidores à espera de mais estímulos de Pequim, em meio ao sentimento fraco sobre a perspectiva para a segunda economia global. Xinyi Solar liderou as perdas, em queda de 5,95%. Haidilao International e China Mengniu Dairy caíram 3,7% e 3,5%, respectivamente.
Entre os poucos papéis que subiram, Orient Overseas (International)avançou 4,2% e Techtronic Industries, 3,6%, enquanto Alibaba ganhou 0,6%. Na Bolsa de Seul, o índice Kospi registrou alta de 0,13%, em 2.566,86 pontos. Ações de varejistas e a entrada de capital de investidores estrangeiros sustentaram os ganhos, no mercado sul-coreano, mas o quadro geral foi misto.
Posco subiu 2,0% e LG Chem, 1,0%, porém Samsung Electronics caiu 0,55% eKB Financial Group, 1,3%. Em Taiwan, o índice Taiex caiu 0,12%, a 17.652,03 pontos. Na Oceania, na Bolsa de Sydney o índice S&P/ASX 200 fechou em queda de 0,22%, em 7.426,40 pontos, encerrando uma sequência de seis dias de ganhos. O pregão desta segunda-feira foi volátil na praça australiana.
O setor financeiro caiu 0,2%, enquanto ações do setor de saúde e de consumo discricionário avançaram. Neuren Pharmaceuticals disparou 30%, como reação a testes bem-sucedidos, e Tabcorp subiu 23%, após a empresa de apostas e entretenimento assegurar uma licença lucrativa no Estado de Victoria, na Austrália.
Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.


