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sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 15/12/23

Bitcoin: R$ 209.662,34 Reais e US$ 42.202,70 Dólares.

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O dólar à vista fechou a sexta-feira em alta ante o real, acompanhando tendência mais geral de avanço da moeda norte-americana no exterior após a divulgação de dados econômicos fracos na China e na Europa e comentários de uma autoridade do Federal Reserve que esfriaram as expectativas de corte de juros nos EUA.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9379 reais na venda, em alta de 0,46%, interrompendo uma sequência de duas sessões consecutivas de queda. Na semana, a divisa acumulou ganho de 0,18% e, em dezembro até agora, elevação de 0,46%.Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,50%, a 4,9420 reais.

No início dia, o dólar chegou a oscilar no terreno negativo, com as cotações ainda influenciadas pela decisão de política monetária do Fed na quarta-feira. O banco central norte-americano anunciou a manutenção de sua taxa de juros na faixa de 5,25% a 5,50%, como esperado, mas projetou cortes de 75 pontos-base em 2024 -- mais do que o previsto anteriormente, o que pesou sobre o dólar na quarta e na quinta-feira.
Na cotação mínima desta sexta-feira, às 9h03, o dólar à vista marcou 4,9050 reais (-0,21%).
A moeda norte-americana, no entanto, se beneficiou da fraqueza de outras divisas no exterior, após a divulgação de dados fracos na China e na Europa.

A Agência Nacional de Estatísticas informou que os preços das casas novas na China caíram pelo quinto mês consecutivo em novembro, enquanto o investimento em imóveis caiu 9,4% de janeiro a novembro em relação ao ano anterior, após uma queda de 9,3% de janeiro a outubro.
Já as vendas no varejo chinês cresceram 10,1% em novembro, acelerando em relação ao aumento de 7,6% em outubro, mas não atenderam às expectativas dos analistas, de salto de 12,5%.

Na Europa, o PMI composto preliminar do HCOB para a zona do euro, compilado pela S&P Global, caiu para 47,0 em dezembro, ante 47,6 em novembro. Pesquisa da Reuters projetava aumento para 48,0.
Além dos números chineses e europeus, fizeram preço no mercado global de dólar os comentários do presidente do Fed de Nova York, John Williams, que rejeitou as crescentes expectativas em relação a cortes na taxa de juros dos EUA.

Segundo ele, o Fed ainda se concentra em verificar se a política monetária está no caminho certo para continuar levando a inflação à meta de 2%.
"Não estamos realmente falando sobre cortes de juros no momento", disse Williams em entrevista à CNBC.
A fala de Williams deu força ao dólar ante diversas divisas no exterior e fez a moeda norte-americana atingir as máximas da sessão no Brasil. Às 10h40, no pico do dia, o dólar à vista foi cotado a 4,9517 reais (+0,74%).

“O exterior está ruim em parte em função dos últimos números da economia europeia e chinesa, que atestam uma expansão fraca da atividade. E os comentários de Williams também fizeram preço”, disse o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, ao justificar o avanço da divisa dos EUA no Brasil.

Um terceiro fator ajudou a sustentar as cotações do dólar no dia, conforme um operador ouvido pela Reuters: a compra sazonal de dólares neste fim de ano, por fundos e multinacionais, para remessas ao exterior.
Em paralelo, os agentes do mercado seguiram atentos à agenda de votações no Congresso Nacional.
Na quinta-feira, a derrubada do veto presidencial ao projeto que prorroga até 2027 a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia foi mal recebida pelo mercado.

Nesta sexta-feira, a expectativa girava em torno do projeto de reforma tributária e, em especial, das “exceções” tributárias incorporadas à proposta ao longo da tramitação, que podem elevar o risco fiscal.
No exterior, o dólar seguia em alta firme ante as divisas fortes no fim da tarde e avançava ante boa parte das moedas de exportadores de commodities e emergentes.

Às 17:16 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- subia 0,54%, a 102,520. Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de fevereiro.

O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, refletindo ajustes, após uma semana marcada por recordes, em meio a perspectivas de cortes de juros nos Estados Unidos no próximo ano e manutenção do ritmo de alívio monetário no Brasil.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,49%, a 130.197,1 pontos, mas acumulou alta de 2,44% na semana. Na máxima do dia, chegou a 131.661,25 pontos, recorde intradia. Na mínima, a 129.883,62 pontos.
O volume financeiro somou 31 bilhões de reais, ajudado pelas operações relacionadas ao vencimento de opções sobre ações.

As bolsas de Nova York encerraram a sessão sem uma direção clara, em meio a comentários divergentes de autoridades do Federal Reserve (Fed). As falas sugeriram que a possibilidade de corte de juros pode não ser iminente, contrariando expectativas previamente alinhadas pelos investidores após as declarações do presidente Jerome Powell na última quarta-feira.
Durante o pregão, o índice Dow Jones alcançou um aumento de 0,15%, atingindo a marca de 37.305,16 pontos, renovando seu recorde pela terceira sessão consecutiva. Já o S&P 500 apresentou uma leve queda de 0,01%, fechando em 4.719,19 pontos, enquanto o Nasdaq registrou um avanço de 0,35%, encerrando em 14.813,92 pontos. Na comparação com a última sexta-feira, os ganhos foram de 2,92%, 2,49% e 2,85%, respectivamente.

Esta semana foi marcada pela decisão do Fed, considerada "dovish" - uma postura mais inclinada à adoção de políticas monetárias expansionistas, visando estimular a economia.

As bolsas europeias encerraram a sessão sem direção única hoje, após o Banco Central Europeu (BCE) indicar possíveis cortes de juros em seus próximos encontros. A presidente Christine Lagarde sinalizou poucas discussões sobre a redução das taxas, mas comentários posteriores de dirigentes sugeriram que essa medida pode estar nos planos futuros. A movimentação dos índices foi marcada pela atenção aos indicadores econômicos.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia com um ganho mínimo de 0,01%, atingindo 476,61 pontos.
Fechamento dos principais índices europeus
FTSE 100 (Londres): caiu 0,91%, atingindo 7.576,36 pontos;
Ibex35 (Madri): recuou 0,73%, chegando a 10.097,30 pontos;
PSI 20 (Lisboa): teve uma queda de 1,21% para 6.426,97 pontos;
DAX (Frankfurt): manteve-se estável em 16.751,44 pontos;
CAC 40 (Paris): subiu 0,28%, alcançando 7.596,91 pontos;
FTSE MIB (Milão): avançou 0,05%, chegando a 30.373,89 pontos.

Os mercados acionários da Ásia não tiveram direção única nesta sexta-feira (15). Entre os principais, Xangai exibiu perdas, mas Tóquio e várias outras subiram, ainda apoiadas pela perspectiva de relaxamento monetário por bancos centrais globais. Indicadores da economia chinesa foram avaliados pelos investidores, com a produção industrial acima da expectativa, mas frustração diante das vendas no varejo.

A Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,56%, em 2.942,56 pontos, ao reverter ganhos vistos em parte do pregão mais para o fim do dia pela segunda vez seguida. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 0,39%, a 1.912,50 pontos.
Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei registrou ganho de 0,87%, a 32.970,55 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 2,38%, a 16.792,19 pontos.
Em Taiwan, o índice Taiex avançou 0,12%, para 17.673,87 pontos.
Na Bolsa de Seul, o índice Kospi avançou 0,76%, a 2.563,56 pontos.
Na Oceania, em Sydney o S&P/ASX 200 fechou em alta de 0,88%, em 7.442,70 pontos.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.