Páginas

terça-feira, 7 de novembro de 2023

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 07/11/23

Bitcoin: R$ 174.295,23 Reais e US$ 35.569,40 Dólares.

Dólar comercialR$ 4,8689
Dólar turismoR$ 5,0668
Dólar ptaxR$ 4,8670
Euro comercialR$ 0,00
Euro turismoR$ 5.46


 

O dólar à vista emplacou nesta terça-feira a quinta sessão consecutiva de queda ante o real, o que não ocorria desde junho, com as cotações reagindo a uma percepção de risco fiscal menor no Brasil e operadores citando fluxo de entrada de recursos no país, em um dia de alta firme das ações.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8735 reais na venda, em queda de 0,28%. Foi a quinta baixa consecutiva, algo que não era visto desde o início de junho deste ano (entre os dias 9 e 15), quando a divisa dos EUA também cedeu por cinco sessões consecutivas. Nos últimos cinco dias úteis, a moeda norte-americana à vista acumulou queda de 3,46%. Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:29 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,26%, a 4,8880 reais. No início da sessão, o dólar chegou a oscilar no terreno positivo ante o real, em sintonia com o viés de alta para a moeda norte-americana no exterior. Na máxima da sessão, o dólar à vista marcou a cotação de 4,9077 reais (+0,42%).

Ao longo da manhã, no entanto, a divisa dos EUA foi perdendo força ante o real, em meio a uma visão mais positiva dos investidores em relação à área fiscal. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou o envio, ainda nesta semana, de mensagem ao Congresso para modificar a proposta da meta fiscal de 2024.

A Reuters confirmou a apuração com duas fontes a par das negociações. Segundo elas, o governo manterá, ao menos por enquanto, a busca pelo déficit zero para dar tempo ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de negociar a aprovação de medidas que ampliam a arrecadação e tentar evitar uma mudança. O discurso no governo é de que, depois de ser atropelado pela declaração inesperada de Lula de que dificilmente a meta de déficit zero será mantida, Haddad conseguiu retomar as rédeas do processo.

Dois profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que o adiamento da modificação da meta fiscal impactou positivamente o real, embora permaneçam as dúvidas sobre a capacidade do governo de cumprir a meta de resultado primário zero em 2024.

Na mínima da sessão, às 10h38, o dólar à vista foi a 4,8593 reais (-0,57%).

Operadores citaram ainda a entrada de dólares no Brasil -- tanto por parte de exportadores quanto por meio de investidores em bolsa -- como um dos fatores para a quinta queda consecutiva da moeda norte-americana ante o real.
O movimento ocorreu a despeito de, no exterior, o dólar se manter em alta ante uma cesta de moedas fortes e sustentar ganhos frente à maioria das divisas de países emergentes ou exportadores de commodities. O real e o peso mexicano eram exceções. Às 17:29 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- subia 0,25%, a 105,530.

Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de janeiro. O BC informou ainda que os dados de fluxo cambial, normalmente divulgados às quartas-feiras, sairão apenas na quinta-feira, às 14h30.

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, favorecido pelo alívio na curva futura de juros em meio a uma certa melhora na percepção de risco fiscal do país, enquanto Itaú Unibanco (BVMF:ITUB4) avançou mais de 2% após resultado no terceiro trimestre, em sessão cheia de balanços sob os holofotes.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,69%, a 119.249,35 pontos., na quinta alta consecutiva, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 119.576,62 pontos. Na mínima, na parte da manhã, cedeu a 118.026,33 pontos. O volume financeiro somava 26 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

Bolsas dos EUA: Ações encerram o dia com ganhos modestos após volatilidade
As bolsas de Nova York encerraram a sessão de hoje (6) com ganhos modestos, em um dia marcado por oscilações, à medida que a retomada da escalada dos juros dos Treasuries se contrapôs às expectativas de relaxamento monetário pelo Federal Reserve (Fed) a partir de meados de 2024.

Dow Jones fechou em alta de 0,10%, a 34.095,86 pontos; S&P 500 registrou alta de 0,18%, atingindo 4.365,98 pontos; Nasdaq encerrou com alta de 0,30%, fechando em 13.518,78 pontos.

Bolsas da Europa: Mercados recuam devido a dados econômicos fracos e renúncia de primeiro-ministro em Portugal
As bolsas europeias encerraram o pregão com tendência negativa, impactadas por indicadores econômicos desfavoráveis na zona do euro e na China, o maior parceiro comercial do bloco. Esses eventos levantam preocupações sobre a recuperação econômica da região. Além disso, em Portugal, o mercado acionário sofreu uma queda acentuada de mais de 2% devido à renúncia do primeiro-ministro António Costa, em meio a um escândalo de corrupção.

FTSE 100 (Londres): encerrou com uma queda de 0,10%, atingindo 7.410,04 pontos; DAX (Frankfurt): teve um leve aumento de 0,11%, fechando em 15.152,64 pontos; CAC 40 (Paris): recuou 0,39%, encerrando em 6.986,23 pontos;
FTSE MIB (Milão): teve uma queda mais expressiva de 0,69%, encerrando em 28.395,90 pontos; Ibex 35 (Madri): registrou perdas de 0,06%, atingindo 9.235,90 pontos; PSI 20 (Lisboa): fechou com uma queda significativa de 2,54%, atingindo 6.227,35 pontos.

Bolsas da Ásia: juros de títulos dos EUA e dados chineses derrubam otimismo do mercado
As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira (7) após dados fracos de exportação da China e um novo avanço nos juros dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) pesarem no sentimento do investidor.

Kospi caiu 2,33% em Seul, a 2.443,96 pontos, Nikkei recuou 1,34% em Tóquio, a 32.271,82 pontos, e o Hang Seng teve perda de 1,65% em Hong Kong, a 17.670,16 pontos; Xangai Composto teve baixa marginal de 0,04%, a 3.057,27 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,17%, a 1.918,22 pontos, apagando perdas de mais cedo. Em Taiwan, o Taiex também contrariou o viés negativo do dia, com modesta alta de 0,21%, a 16.684,95 pontos.

Já na Oceania, a bolsa australiana ficou no vermelho, à medida que o banco central local voltou a elevar juros, após uma pausa de quatro meses. O S&P/ASX 200 caiu 0,29% em Sydney, a 6977.10 pontos.

Fontes: Reuters.