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quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 30/11/23

Bitcoin: R$ 186.211,71 Reais e US$ 37.744,60 Dólares.

Dólar comercialR$ 4,8875
Dólar turismoR$ 5,0823
Dólar ptaxR$ 4,8933
Euro comercialR$ 5,352
Euro turismoR$ 5.6358


O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9154 reais na venda, em alta de 0,59%. Em novembro, no entanto, a moeda acumulou baixa de 2,48%.

Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:37 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,70%, a 4,9355 reais. Na primeira metade do dia a volatilidade foi maior no mercado de câmbio, em meio à disputa dos investidores pela formação da Ptax de fim de mês.

A Ptax é uma taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e que serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros costumam tentar direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Desde o início da sessão, ficou clara a pressão dos comprados para que as cotações avançassem, o que fez o dólar à vista, em um intervalo de dois minutos, passar da mínima de 4,9190 reais (+0,67%, às 9h02) para a máxima de 4,9520 reais (+1,34%, às 9h04).

No exterior, a moeda norte-americana também tinha ganhos firmes ante outras divisas, a despeito dos novos dados sobre a economia norte-americana.

A inflação medida pelo índice PCE ficou em zero em outubro, depois de ter subido 0,4% em setembro. Já o núcleo do PCE -- bastante observado pelo Fed – subiu 0,2% em outubro, ante alta de 0,3% em setembro.

Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, aumentaram 0,2% no mês passado, em linha com a expectativa de economias ouvidos pela Reuters, após um ganho não revisado de 0,7% em setembro, informou o Departamento de Comércio.

Além disso, os contratos de compra de casas usadas nos EUA caíram 1,5% em outubro, para 71,4, de um valor revisado de 72,5 no mês anterior, de acordo com o Índice de Vendas Pendentes de Moradias da Associação Nacional de Corretores de Imóveis. Esse foi o valor mais baixo desde que a associação lançou o índice em 2001. Economistas esperavam por um declínio de 2,0%.

Os números reforçaram a percepção de que o Federal Reserve manterá sua taxa básica nos atuais níveis este ano, podendo iniciar o processo de cortes ainda no primeiro semestre de 2024. Ainda assim, compras de dólares no fim de mês davam suporte às cotações no exterior.

À tarde, com a Ptax de fim de mês já definida, em 4,9355 reais na venda, o dólar à vista passou a oscilar sem a influência das disputas técnicas. A moeda norte-americana acabou perdendo um pouco do fôlego, em paralelo à queda das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de curto prazo.

O movimento foi influenciado por declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento do JP Morgan.

O diretor afirmou que uma possibilidade de retirada da orientação de que o BC manterá o ritmo de cortes na Selic nas “próximas reuniões”, no plural, teria significados diferentes a depender do momento. Além disso, destacou que recentemente, diante do cenário mais benigno, vem sentindo maior pressão do mercado no sentido de que há espaço para o BC acelerar os cortes de juros.

Apesar de ter se afastando das cotações mais altas do dia, o dólar ainda terminou em alta ante o real, pela segunda sessão consecutiva.

No exterior, a moeda seguia no fim da tarde em alta ante as divisas fortes e em relação a praticamente todas as moedas de emergentes e exportadores de commodities.

Às 17:37 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- subia 0,73%, a 103,570.

Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de fevereiro.

Durante a tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 2,924 bilhões de dólares em novembro até o dia 24. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 1,551 bilhão de dólares no período e, pela via comercial, saídas de 1,373 bilhão de dólares.

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, renovando máximas desde 2021, e confirmou o melhor desempenho mensal em três anos, que teve como principal suporte o retorno dos estrangeiros à bolsa paulista, em meio a perspectivas de que acabou o ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,87% nesta sessão, a 127.263,98 pontos, maior patamar de fechamento desde 15 de julho de 2021, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 127.398,69 pontos. Na mínima, a 126.168,35 pontos.

O volume financeiro no pregão somava 23,35 bilhões reais antes dos ajustes finais.

Em novembro, o Ibovespa acumulou alta de 12,48%, maior ganho mensal desde novembro de 2020, tendo como pano de fundo uma entrada líquida de 18 bilhões de reais de recursos estrangeiros na bolsa paulista no mês até o dia 28, após três meses em que as vendas desses investidores superaram as compras.

As bolsas de Nova York fecharam mistas hoje, após passarem o dia próximas da estabilidade, e entrando em negativo mais para o fim do pregão, com o S&P 500 sendo puxado para baixo pelo setor de tecnologia e comunicações. A sessão foi marcada por falas mistas de dirigentes do Federal Reserve (Fed) e pela publicação do Livro Bege, que alertou para a desaceleração da economia do país, mas fez com que a ferramenta do CME marcasse aumento nas apostas por corte de juros no ano que vem.

O índice Dow Jones subiu 0,04%, aos 35.430,82 pontos, o S&P 500 cedeu 0,09%, aos 4.550,60 pontos e o Nasdaq fechou em queda de 0,16%, aos 14.258,49 pontos.

As bolsas europeias encerraram o pregão em terreno positivo impulsionadas por expectativas geradas pela desaceleração da inflação ao consumidor na zona do euro, fortalecendo a possibilidade de cortes de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) no início de 2024.

    FTSE 100 (Londres): fechou em alta de 0,41%, a 7.453,75 pontos;
    DAX (Frankfurt): subiu 0,30%, a 16.215,43 pontos;
    CAC 40 (Paris): teve alta de 0,59%, a 7.310,77 pontos;
    Ibex 35 (Madri): recuou 0,06%, a 10.058,20 pontos;
    PSI 20 (Lisboa): teve alta de 0,54%, a 6.474,58 pontos;
    FTSE MIB (Milão): valorizou 0,16%, a 29.737,38 pontos.

O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou um acréscimo de 0,54%, atingindo 461,59 pontos no fechamento, alcançando um crescimento mensal de 6,4%.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,26%, em 3.029,67 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 0,35%, a 1.970,11 pontos. O PMI da indústria da China recuou de 59,5 em outubro a 49,4 em novembro, na leitura oficial, quando analistas ouvidos pela FactSet previam 49,7. O PMI de serviços caiu de 50,6 em outubro a 50,2 em novembro, quando se esperava 51,0, neste caso.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 0,50%, em 33.486,89 pontos, encerrando na máxima do dia. Entre os melhores desempenhos, a ação da Advantest subiu 4,3%, NEC avançou 3,9% e Makita, 3,6%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve ganho de 0,29%, a 17.042,88 pontos. Em Taiwan, o Taiex subiu 0,36%, para 17.433,85 pontos.

Na Bolsa de Seul, o índice Kospi subiu 0,61%, a 2.535,29 pontos, com fechamento na máxima diária. A praça sul-coreana chegou a cair em parte do dia, mas ganhou impulso, apoiada por ações ligadas a baterias, semicondutores e transporte marítimo de cargas. Na agenda local, o Banco Central da Coreia manteve os juros, mesmo que tenha elevado projeções para inflação neste ano e no próximo.

Na Oceania, o S&P/ASX 200 fechou com ganho de 0,74%, a 7,087,30 pontos. Ações dos setores financeiro, de tecnologia e da indústria estiveram entre os ganhos, o que compensou perdas em concessionárias. Macquarie subiu 2,1% e as seguradoras se saíram bem, com Suncorp e IAG em altas de 2,5% e 3,1%, respectivamente.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires.