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Pela manhã, o dólar chegou a subir ante o real, em movimento que coincidia com a alta dos juros futuros no Brasil após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) em novembro (+0,33%). Às 10h50, a divisa à vista dos EUA foi cotada na máxima de 4,9101 reais (+0,21%).
O viés de alta para o dólar no Brasil, no entanto, não se sustentou em função do exterior, que puxava as cotações para baixo. A divulgação de novos números sobre a economia norte-americana por volta das 12h pesou sobre os rendimentos dos Treasuries e sobre o dólar lá fora, que se firmou em baixa ante praticamente todas as demais divisas.
Um relatório do Conference Board mostrou que seu índice de confiança do consumidor norte-americano subiu para 101,0 em novembro -- acima dos 99,1 no mês anterior, mas abaixo dos 102,0 esperados pelos economistas.
Já o índice manufatureiro composto do Federal Reserve de Richmond atingiu -5 em novembro, ante +3 em outubro. O indicador de remessas de manufaturas atingiu -8 em novembro, ante +9 em outubro.
Na esteira dos números norte-americanos o dólar à vista marcou a mínima de 4,8581 reais (-0,85%) às 12h41.
“Com o recuo dos rendimentos dos Treasuries e enquanto investidores aguardam novos indicadores e pronunciamentos de membros das principais autoridades monetárias, o dólar continua sem força para voltar a se valorizar globalmente”, afirmou durante a tarde Diego Costa, head de câmbio para Norte e Nordeste da B&T Câmbio, em comentário enviado a clientes.
Durante a tarde, comentários de uma autoridade do banco central dos EUA reforçaram o viés de baixa para o dólar. O diretor do Fed Christopher Waller sinalizou a possibilidade de a instituição reduzir sua taxa básica nos próximos meses, caso a inflação continue a cair. Ele também disse estar "cada vez mais confiante" de que o nível atual da taxa é adequado para reduzir a inflação à meta de 2%.
Já o presidente do Fed de Nova York, John Williams, disse que as expectativas de inflação de longo prazo têm se mantido encorajadoramente estáveis. Ele também saudou o declínio das pressões de preços.
Dois profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que, apesar da queda, o dólar seguia enfrentando no Brasil uma resistência técnica forte quando as cotações se aproximavam dos 4,84 reais.
O fato de a taxa básica Selic estar em um ciclo de cortes -- o que reduz a atratividade do Brasil ao capital internacional -- e a expectativa por fluxo de saída de dólares no fim de ano, como ocorre tradicionalmente, são dois fatores que têm justificado esta resistência técnica.
No exterior, no fim da tarde, o dólar seguia em queda firme ante as divisas fortes e caía ante praticamente todas as moedas de emergentes e exportadores de commodities.
Às 17:13 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,30%, a 102,830. Pela manhã, o BC vendeu todos os 5.360 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de janeiro.
O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, renovando máxima intradia desde meados de 2021, perto dos 127 mil pontos, com B3 entre as principais contribuições positivas, assim como os papéis da Petrobras.
Apesar de um fechamento modesto nos pregões em Wall Street, o novo alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, que contagiou também a curva futura de juros brasileira, bastou para motivar compras na bolsa paulista.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,64%, a 126.538,32 pontos. Na máxima do dia, chegou a 126.916 pontos. Na mínima, a 125.387,96 pontos. O volume financeiro somou 21,9 bilhões de reais antes dos ajustes finais.
DESTAQUES
- B3 ON (BVMF:B3SA3) valorizou-se 2,32%, a 13,22 reais, renovando máximas desde o final de agosto, apoiada nas perspectivas relacionadas à política monetária norte-americana e seus potenciais reflexos no mercado de capitais. Os números de novembro também mostram melhora no volume de negociação de ações, com retorno do saldo positivo do capital externo.
- PETROBRAS PN (BVMF:PETR4) avançou 1,51%, a 35,60 reais, endossada pela alta dos preços do petróleo, com o barril de Brent fechando com elevação 2,13%. PETROBRAS ON (BVMF:PETR3) subiu 0,93%, a 37,85 reais. Analistas do UBS BB também reiteraram recomendação de "compra" para as ações e elevaram o preço-alvo de 42 para 43 reais.
- ITAÚ UNIBANCO PN (BVMF:ITUB4) ganhou 0,98%, a 30,90 reais, e BRADESCO PN (BVMF:BBDC4) subiu 0,93%, a 16,21 reais. Mas o melhor desempenho entre os bancos do Ibovespa foi BANCO DO BRASIL ON (BVMF:BBAS3) , que subiu 1,45%, a 52,65 reais.
- MARFRIG ON (BVMF:MRFG3) subiu 6,77%, a 9,93 reais, em dia de alta no setor, com MINERVA ON (BVMF:BEEF3) fechando em alta de 2,7%, BRF ON (BVMF:BRFS3) valorizando-se 2,41% e JBS ON (BVMF:JBSS3) mostrando acréscimo de 0,52%.
- CARREFOUR ON fechou com elevação de 1,67%, a 11,59 reais, em dia de evento para investidores da empresa, no qual anunciou que descontinuou a previsão de que sua unidade de atacarejo Atacadão (BVMF:CRFB3) atinja vendas brutas de 100 bilhões de reais em 2024. A companhia também projetou investimentos de entre 2,3 bilhões e 2,6 bilhões de reais no próximo ano, quando pretende abrir entre 10 e 12 lojas Atacadão no país e 7 a 9 lojas Sam's Club.
- VALE ON (BVMF:VALE3) encerrou com acréscimo de apenas 0,22%, a 73,47 reais, em dia de declínio dos futuros do minério de ferro. Na China, o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian registrou sua maior queda em mais de um mês e recuou 2,6%, para 951 iuanes (132,96 dólares) por tonelada.
- ENEVA (BVMF:ENEV3) ON caiu 3,06%, a 12,35 reais, com agentes ainda repercutindo proposta da companhia para uma fusão com a Vibra, que afirmou que analisará a oferta e que vai considerar sobretudo o interesse de seus acionistas. VIBRA ON (BVMF:VBBR3) valorizou-se 0,78%, a 21,86 reais.
- MAGAZINE LUIZA ON (BVMF:MGLU3) recuou 2,55%, a 1,91 real, apesar do alívio na curva de DI. CASAS BAHIA ON terminou estável, a 0,53 real, tendo ainda de pano de fundo e aprovação em assembleia geral extraordinária da companhia na véspera da proposta de grupamento das ações na proporção de 25 para 1.
Bolsas dos EUA: Mercados fecham em alta com expectativas de relaxamento monetário pelo Fed
As bolsas de valores de Nova York encerraram o pregão de hoje (28) em território positivo, impulsionadas por perspectivas de relaxamento nas políticas monetárias promovidas pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. O otimismo foi motivado pelas declarações do diretor, Christopher Walter, que indicou uma possível satisfação com a trajetória da inflação em direção à meta, mantendo a política atual e até mesmo cogitando um corte de juros diante da continuidade desse cenário.
Dow Jones: finalizou o dia em alta de 0,24%, atingindo 35.416,98 pontos;
S&P 500: registrou um acréscimo de 0,10%, alcançando 4.554,89 pontos;
Nasdaq: apresentou um ganho de 0,29%, fechando a 14.281,76 pontos.
Bolsas da Europa: Índices fecham sem direção única em meio a incertezas políticas e expectativas de dados dos EUA
Hoje (28), os mercados acionários europeus encerraram suas operações sem uma direção clara, influenciados por ponderações sobre a política monetária no Reino Unido e na zona do euro.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou com uma queda de 0,30%, alcançando 457,04 pontos.
FTSE 100 (Londres): fechou em queda de 0,07%, atingindo 7.455,24 pontos;
DAX (Frankfurt): registrou alta de 0,16%, alcançando 15.992,67 pontos;
CAC 40 (Paris): teve queda de 0,21%, atingindo 7.250,13 pontos;
Ibex 35 (Madri): registrou um avanço de 0,68%, alcançando 10.003,40 pontos;
PSI 20 (Lisboa): obteve alta de 1,13%, atingindo 6.438,31 pontos;
FTSE MIB (Milão): fechou com alta de 0,12%, atingindo 29.376,74 pontos.
Bolsas da Ásia: fecham sem sinal único
O índice Nikkei fechou em baixa de 0,12%, a 33.408,39 pontos, em quadro de força do iene, que pressiona ações de exportadoras do Japão. Houve ainda relatos sobre ajustes de posições, antes do fim do mês.
Na China, a Bolsa de Xangai registrou alta de 0,23%, a 3.038,55 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 0,60%, a 1.904,81 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em queda de 0,98%, em 17.354,14 pontos.
Em Taiwan, o índice Taiex avançou 1,19%, a 17.341,25 pontos.
Na Coreia do Sul, o Kospi registrou alta de 1,05% em Seul, a 2.521,76 pontos.
Na Oceania, em Sydney o índice S&P/ASX 200 fechou em alta de 0,39%, em 7.015,20 pontos. Ações de bancos e de empresas ligadas ao ouro avançaram, mas o setor de energia exibiu sinal negativo.
Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires.


