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O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8997 reais na venda, com variação positiva de 0,01%. Nas últimas quatro sessões o dólar acumulou variação positiva de apenas 0,03% ante o real. Em novembro, a moeda acumula baixa de 2,79%.
Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:28 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,06%, a 4,9020 reais.
Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a oscilar em território negativo, em sintonia com a queda da divisa também no exterior, em meio à percepção de que o Federal Reserve pode ter encerrado seu ciclo de alta de juros. Às 10h54, o dólar à vista foi cotado na mínima de 4,8727 reais (-0,54%).
Ainda pela manhã, no entanto, o dólar se reaproximou da estabilidade, a despeito de, no exterior, o viés negativo ser predominante.
Às 12h, o Departamento do Comércio dos EUA informou que as vendas de moradias novas no país caíram 5,6% em outubro, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 679.000 unidades.
Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas de moradias novas, que representam uma pequena parcela das negociações de casas nos EUA, cairiam para uma taxa de 723.000 unidades em outubro. Já o ritmo de vendas de setembro foi revisado para baixo, para 719.000 unidades, em relação às 759.000 informadas anteriormente.
Os números reforçaram o viés de queda para o dólar ante as demais divisas, em meio à perspectiva de que o Fed pode cortar sua taxa básica ainda no primeiro semestre do próximo ano.
No Brasil, no entanto, a moeda norte-americana à vista registrou a máxima de 4,9230 reais (+0,49%) às 12h25. Depois disso, o dólar se reaproximou da estabilidade e passou a oscilar em margens estreitas ante o real.
“O dólar tem andado de lado no Brasil, em um range (faixa) bem enxuto. Hoje (segunda-feira) o que tivemos foi um dólar no início dos negócios enfraquecido, mas que deu uma virada para o positivo”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.
Durante a tarde, porém, o dólar à vista voltou a oscilar em torno dos 4,90 -- nível que vem se repetindo nas últimas sessões. Profissional ouvido pela Reuters pontuou que a perspectiva é de que o dólar siga por um tempo oscilando na faixa entre 4,85 e 4,95 reais.
Isso ocorre porque, por um lado, o fim de ano no Brasil é tradicionalmente um período de remessas de recursos para outros países por empresas e fundos, o que dá suporte às cotações; por outro, porque a perspectiva de juros mais baixos nos EUA -- ou não tão elevados -- tem reduzido os rendimentos dos Treasuries no exterior e penalizado o dólar ante outras divisas.
A questão fiscal também segue no foco dos investidores. Nesta segunda-feira, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) formaram maioria para permitir que o governo regularize o pagamento dos precatórios -- dívidas reconhecidas pela União em razão de sentenças judiciais -- até 2026, podendo se valer do uso de créditos extraordinários.
O tema vem sendo acompanhado com atenção pela equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O ministro do STF André Mendonça, no entanto, pediu vista e o julgamento foi interrompido.
No exterior, o dólar seguia em baixa no fim da tarde. Às 17:28 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,21%, a 103,210.
Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de janeiro.
O Ibovespa fechou com um acréscimo discreto nesta segunda-feira, marcada pela fraqueza dos pregões em Wall Street, mas queda nos rendimentos dos Treasuries, enquanto a cena corporativa local dividiu atenções com dados de arrecadação do governo federal.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa registrou variação positiva de 0,17 %, a 125.731,45 pontos. Na máxima do dia, chegou a 125.826,08 pontos. Na mínima, a 124.839,65 pontos. O volume financeiro somou 20,5 bilhões de reais. A relativa hesitação do Ibovespa ocorre após rali que deve garantir a novembro o melhor desempenho mensal em três anos, com o ganho acumulado até o momento em torno de 11%.
DESTAQUES
- YDUQS ON (BVMF:YDUQ3) disparou 10,73%, a 21,25 reais, apoiada por relatório de analistas do JPMorgan (NYSE:JPM) elevando a recomendação da ação para "overweight". COGNA ON (BVMF:COGN3) valorizou-se 7,19%, a 3,13 reais.
- LOCAWEB ON (BVMF:LWSA3) subiu 2,95%, a 5,94 reais, tendo no radar dados divulgados pela empresa fornecedora de sistemas e ferramentas para comércio eletrônico de que as vendas brutas associadas a sua plataforma cresceram 24,8% na Black Friday ante o mesmo período do ano passado. As vendas em lojas próprias de clientes subiram 28,2%.
- ALPARGATAS PN (BVMF:ALPA4) avançou 2,01%, a 9,12 reais, após reportagem do Valor Econômico citar que a dona da marca Havaianas deverá anunciar nas próximas semanas troca de comando na companhia. Após o fechamento, a Alpargatas informou que o processo de sucessão do presidente interino da companhia, Luiz Fernando Ziegler de Saint Edmond, não está concluído. No setor de varejo de vestuário, LOJAS RENNER ON (BVMF:LREN3) subiu 2,13%, enquanto AREZZO ON valorizou-se 1,21%.
- ASSAÍ ON ganhou 2,59%, a 13,49 reais, em dia de evento da companhia com analistas e investidores. O grupo afirmou nesta segunda-feira que pretende abrir 15 lojas em 2024 e 20 lojas em 2025, enquanto tem atualmente 15 lojas em obras no país.
- BANCO DO BRASIL ON (BVMF:BBAS3) subiu 1,84%, a 51,90 reais, melhor desempenho entre os bancos do Ibovespa, após anunciar 976,866 milhões de reais em remuneração antecipada aos acionistas sob a forma de juros sobre o capital próprio (JCP). ITAÚ UNIBANCO PN (BVMF:ITUB4) encerrou com decréscimo de 0,26%, BRADESCO PN (BVMF:BBDC4) cedeu 0,62%, BTG PACTUAL UNIT avançou 1,35% e SANTANDER BRASIL UNIT (BVMF:SANB11) perdeu 0,33%.
- AMERICANAS ON (BVMF:AMER3), que não faz parte do Ibovespa, terminou o dia em queda de 5,45%, a 1,04 real, revertendo o fôlego da abertura, quando chegou a disparar 11,8%, após anunciar que conseguiu de parte dos principais bancos credores da companhia apoio vinculante para o plano de recuperação judicial da empresa, além de crédito deste grupo de 1,5 bilhão de reais. A Americanas afirmou que esse grupo de "credores apoiadores" representa mais de 35% de sua dívida e é formado por Bradesco, BTG Pactual (BVMF:BPAC11), Itaú Unibanco e Santander Brasil.
- ELETROBRAS ON (BVMF:ELET3) subiu 2,00%, a 41,30 reais. O conselho de administração da companhia propôs aos acionistas da elétrica a incorporação da subsidiária Furnas, que será deliberada em assembleia em 29 de dezembro, "A incorporação de Furnas representa passo essencial à reorganização societária da Eletrobras conforme previsto no plano estratégico", argumentou.
- 3R PETROLEUM ON (BVMF:RRRP3) caiu 4,27%, a 30,73 reais, tendo ainda como componente negativo relatório de analistas do Goldman Sachs (NYSE:GS) cortando a recomendação das ações para "venda". Ainda no setor, PRIO ON terminou em baixa de 2,10%, a 46,22 reais, e PETRORECONCAVO ON, que anunciou novo CEO a partir de 2024, perdeu 2,27%, a 18,97 reais.
- GPA (BVMF:PCAR3) ON cedeu 3,37%, a 3,44 reais. A companhia anunciou nesta segunda-feira que concluiu a venda de participação na Cnova ao Casino por 10 milhões de euros.
- HYPERA ON caiu 2,59%, a 33,41 reais, com analistas do Santander cortando a recomendação da ação para "neutra", avaliando que a empresa experimenta uma dinâmica volátil de resultados, carece de catalisadores orgânicos claros e enfrenta riscos em termos de incentivos fiscais.
- VIBRA ON (BVMF:VBBR3) recuou 2,43%, a 21,69 reais, após a Eneva (BVMF:ENEV3) apresentar uma proposta não vinculante de fusão com a empresa, em transação que mira a criação de uma gigante de energia ao agregar os negócios de exploração de gás natural e geração termelétrica e renovável à distribuição de combustíveis. ENEVA ON cedeu 2,52%, a 12,74 reais.
- VALE ON (BVMF:VALE3) fechou em baixa de 0,60%, a 73,31 reais, no quarto pregão seguido de baixa, em dia de desempenho misto de futuros do minério de ferro na Ásia. O contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange (DCE), na China, encerrou o dia com alta de 0,36%, enquanto o vencimento de referência na Bolsa de Cingapura caiu 0,64%.
- PETROBRAS PN (BVMF:PETR4) recuou 0,57%, a 35,07 reais, em meio à queda dos preços do petróleo no exterior, onde o Brent fechou com declínio de 0,74%. A companhia também informou nesta segunda-feira que o contrato para a venda da refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor) e seus ativos logísticos foi rescindido.
Bolsas dos EUA: Índices fecham em queda após semanas de ganhos
As bolsas de valores de Nova York encerraram o pregão de hoje em território negativo, seguindo um período de quatro semanas consecutivas de altas. O Nasdaq, um dos principais índices do mercado acionário, adentrou o campo negativo nos momentos finais do dia, oscilando entre altas e baixas ao longo da jornada. Esse movimento aconteceu em um dia marcante para as varejistas, impulsionado pela Cyber Monday, conhecida por oferecer descontos em setores da tecnologia após a Ação de Graças.
Dow Jones: encerrou o dia com uma queda de 0,16%, alcançando a marca de 35.333,47 pontos;
S&P 500: registrou uma queda de 0,20%, atingindo 4.550,43 pontos;
Nasdaq: apresentou uma diminuição de 0,07%, chegando a 14.241,02 pontos.
Bolsas da Europa: Mercados fecham maioritariamente em baixa com falas de autoridades monetárias
As bolsas europeias apresentaram um viés majoritariamente negativo hoje, em meio a declarações públicas proeminentes da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, e do presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey. Estas falas giraram em torno da necessidade de ação para controlar a inflação, gerando reflexos no mercado financeiro.
Lagarde enfatizou a estagnação da atividade na zona do euro, prevendo uma permanência dessa fraqueza ao longo do ano. A líder do BCE manifestou a intenção da instituição em manter os juros inalterados, ressaltando que uma reavaliação ocorrerá em dezembro, baseada em dados econômicos.
FTSE 100 (Londres): caiu 0,37% e fechando a 7.460,70 pontos;
CAC 40 (Paris): também fechou em baixa de 0,37%, chegando a 7.265,49 pontos;
DAX (Frankfurt): recuou 0,39%, atingindo 15.966,37 pontos;
Ibex 35 (Madri): subiu 0,16%, a 9.954,50 pontos;
PSI 20 (Lisboa): teve alta de 0,50%, a 6.366,50 pontos.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em baixa de 0,28%, fixando-se em 458,71 pontos.
Bolsas da Ásia: incorporadoras da China voltam a sentir pressão; semana começa pessimista para os mercados
Os mercados acionários da Ásia fecharam com sinal negativo nesta segunda-feira (27) com perdas em Xangai e também em Tóquio. Na China, um indicador mostrou crescimento no lucro industrial em outubro, na comparação anual, mas nas bolsas o sentimento foi negativo, com ações de incorporadoras novamente em foco.
A Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,30%, em 3.031,70 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 0,38%, a 1.980,77 pontos. Ações do setor imobiliário e também de fabricantes de bebidas estiveram sob pressão. Vantone Neo Development Group liderou as baixas, com queda de 10%, enquanto Zhuhai Huafa Properties caiu 3,7% e Poly Developments, 2,5%.
Em Tóquio, o índice Nikkei registrou baixa de 0,53%, a 33.447,67 pontos. Houve potencial realização de lucros, após ganhos recentes, e a força do iene afetou ações de exportadoras japonesas. Entre os piores desempenhos dos integrantes do Nikkei, Mitsubishi Heavy Industries caiu 5,0%, Zensho Holdings recuou 4,6% e Sumitomo Metal Mining, 3,8%.
O índice Kospi, da Bolsa de Seul, fechou em queda de 0,04%, em 2.495,66 pontos. Papéis ligados ao setor financeiro e à indústria estiveram entre as baixas. LG Energy Solution caiu 1,8% e Samsung C&T, 0,8%. KB Financial registrou baixa de 2,4%, e KakaoBank, de 1,2%.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrou baixa de 0,20%, a 17.525,06 pontos. Em Taiwan, o índice Taiex caiu 0,87%, em 17.137,42 pontos.
Na Oceania, em Sydney o índice S&P/ASX 200 recuou 0,76%, em 6.987,60 pontos, com quase todos os setores em baixa. O índice da bolsa australiana registrou a mínima de fechamento em duas semanas. Ações ligadas ao ouro subiram, mas houve fraqueza em mineradoras de lítio e minério de ferro. Ações de redes de supermercados e papéis ligados ao álcool também recuaram.
Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires.


