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A moeda norte-americana à vista encerrou a sessão em baixa de 0,17%, a 4,8990 reais na venda.
Na semana, o dólar recuou 0,14% frente ao real, marcando a sexta baixa nessa base de comparação em sete semanas.
Operadores afirmaram que a queda do dólar nesta sexta refletiu principalmente a fraqueza da divisa norte-americana no exterior, onde seu índice frente a uma cesta de pares fortes caía 0,40% na volta do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos.
Recentemente, dados de inflação mais baixos do que o esperado reforçaram a visão de que o Federal Reserve já terminou de elevar os juros e pode começar a cortá-los no primeiro semestre do ano que vem, narrativa que têm reduzido o apelo do dólar frente a divisas mais rentáveis nas últimas semanas.
Mas investidores domésticos também repercutiram positivamente o veto de Lula ao projeto que prorrogava até 2027 a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia, que teve sua votação concluída no Congresso no fim de outubro e poderia implicar perda de arrecadação num momento em que o governo se esforça para melhorar a situação fiscal.
"Com um ambiente externo favorável e avanço nas pautas fiscais locais, os investidores aumentam suas apostas em busca de maiores prêmios, resultando na valorização do real, que, por enquanto, se mantém abaixo dos R$ 5,00", disse Diego Costa, chefe de câmbio para Norte e Nordeste da B&T Câmbio.
Por outro lado, alguns participantes do mercado alertavam para grandes chances de o veto de Lula ser derrubado no Congresso, algo já ventilado por vários parlamentares, que destacaram o amplo apoio que a medida recebeu no Congresso e defendem que a iniciativa afeta a geração de empregos.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira que o veto à prorrogação da desoneração da folha salarial foi necessário porque a medida é inconstitucional, e prometeu apresentar uma alternativa ao benefício, ressaltando que o governo continuará a fazer revisões de incentivos tributários que estão comprometendo as contas da União.
"Acreditamos que, hoje, se forem colocados em votação, os vetos caem. Entretanto, como na política sempre tudo tem um 'mas...', Haddad também disse hoje que vai apresentar uma nova proposta que deve atender o pleito dos municípios por mais recursos... Até que tal proposta surja, o nosso entendimento é de que os vetos têm dias contados no Congresso", disseram Felipe Salto, economista-chefe Warren Investimentos e Erich Decat, chefe do time de análise política da corretora.
No mês de novembro, o dólar acumula baixa de quase 3% frente ao real.
O Ibovespa caiu nesta sexta-feira, em sessão marcada por menor liquidez em função de pregão reduzido em Nova York, enquanto investidores repercutiram o novo plano estratégico da Petrobras (BVMF:PETR4) e avaliaram o cenário político e fiscal após o veto presidencial à prorrogação da desoneração da folha de pagamentos.
Vale (BVMF:VALE3) e Eletrobras (BVMF:ELET3) estiveram entre os maiores pesos negativos ao índice, enquanto a TIM (BVMF:TIMS3) ficou do lado oposto.
Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa fechou em queda de 0,89%, a 125.443,85 pontos, segundo dados preliminares. Na mínima, o índice ficou em 125.341,01 pontos, e na máxima, em 126.552,58 pontos.
O volume financeiro da sessão somava 15,6 bilhões de reais, bem abaixo da média de 27,4 bilhões de reais em novembro até quinta-feira.
Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 0,54%, também de acordo com dados preliminares, na sua quinta semana consecutiva de alta.
Bolsas dos EUA: Ações fecham mistas após feriado de Ação de Graça
As bolsas de Nova York encerraram a sessão de forma indecisa, sem uma direção clara, em um dia com horário reduzido e baixa movimentação, após o feriado de Ação de Graça nos Estados Unidos.
Dow Jones: fechou em alta de 0,33%, atingindo 35.390,15 pontos;
S&P 500: registrou um pequeno aumento de 0,06%, alcançando 4.559,34 pontos.
Nasdaq: teve uma leve queda de 0,11%, fechando a 14.250,85 pontos.
Na semana, os índices apresentaram ganhos de 1,27%, 1,00% e 0,89%, respectivamente.
Bolsas da Europa: Mercados fecham em alta, impulsionados por recuperação do DAX e discurso de Lagarde
As bolsas europeias encerraram o dia em terreno positivo, consolidando os ganhos desta semana. O destaque foi o índice DAX, que se recuperou das perdas de outubro, impulsionando o resultado geral. No entanto, os mercados operaram com menor liquidez devido ao feriado de Ação de Graças nos EUA ontem, que refletiu nos pregões.
FTSE 100 (Londres): subiu 0,06%, atingindo 7.488,20;
DAX (Frankfurt): avançou 0,22%, alcançando 16.029,49 pontos;
CAC 40 (Paris): registrou um aumento de 0,20%, chegando a 7.292,80 pontos;
FTSE MIB (Milão): teve alta de 0,67%, fechando em 29.432,30 pontos;
PSI 20 (Lisboa): ganhou 0,34%, atingindo 6.334,58 pontos;
Ibex 35 (Madri): subiu 0,38%, chegando a 9.943,60 pontos.
Bolsas da Ásia: fecham sem sinal único nesta sexta-feira
Os mercados acionários da Ásia não tiveram direção única, nesta sexta-feira (24). Na volta de feriado no Japão, a Bolsa de Tóquio subiu, mas Xangai exibiu queda. O dia, além disso, era atípico pelo feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, que levou a uma pausa nos negócios ontem e a uma sessão abreviada hoje no país.
A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,68%, em 3.040,97 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 1,08%, a 1.988,33 pontos. Estrategista de mercado da IG, Jun Rong Yeap comentava que, apesar de medidas recentes de estímulo ao setor imobiliário por Pequim, continua a haver cautela sobre o quadro nesse segmento.
Além disso, dados recentes do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) pelo mundo apontam para demanda global ainda contida, o que tende a afetar a recuperação chinesa, acrescentou. Entre ações em destaque, as companhias de softwares lideraram as perdas hoje, com Beijing Kingsoft Office Software em queda de 4,9% e Shanghai Baosight Software, de 2,4%.
Em Tóquio, o índice Nikkei registrou alta de 0,52%, para 33.625,53 pontos. A fraqueza do iene ajudou ações de exportadoras japonesas, enquanto o núcleo da inflação ao consumidor em outubro no país foi apontado como abaixo da previsão, o que colaborou para o otimismo. Montadoras se destacaram, com Mazda Motor em alta de 3,0% e Toyota Motor, de 2,8%. Mitsubishi Heavy Industries registrou alta de 6,2%.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi fechou em queda de 0,73%, em 2.496,63 pontos, encerrando na mínima do dia. Ações ligadas ao setor de tecnologia pesaram no índice, mas houve alta de direção, com o feriado nos EUA afetando a presença de estrangeiros. SK Hynix e Samsung Electronics tiveram baixas de 1,6% e 1,0%, respectivamente. LG Electronics caiu 1,0%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve baixa de 1,96%, a 17.559,42 pontos.
Em Taiwan, o Taiex caiu apenas 0,04%, para 17.287,42 pontos, após oscilar entre ganhos e perdas ao longo do pregão. Na Oceania, em Sydney o índice S&P/ASX 200 fechou em alta de 0,17%, em 7.040,80 pontos. A bolsa australiana corrigiu assim parte das perdas mais disseminadas vistas no dia anterior. Concessionárias se saíram bem nesta sexta-feira, o que compensou a perda vista no setor de tecnologia da informação.
Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires.


