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O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9021 reais na venda, em alta de 0,08%. Em novembro, a moeda acumula queda de 2,75%. Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:22 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,02%, a 4,9030 reais.
No início da sessão, o dólar chegou a cair ante o real, com investidores ainda repercutindo a ata do último encontro de política monetária do Federal Reserve, publicada na tarde de terça-feira, e à espera da divulgação de novos dados sobre a economia norte-americana. Após ter subido quase 1% na véspera, o dólar à vista marcou a cotação mínima de 4,8781 reais (-0,41%) às 9h18. A moeda norte-americana, no entanto, se reaproximou da estabilidade ainda durante a manhã, oscilando entre altas e baixas, em margens estreitas.
Internamente, investidores reagiam positivamente à entrevista dada por Campos Neto ao canal asiático da Bloomberg TV na noite de terça-feira. Nela, o presidente do BC reiterou que a tendência é que a instituição corte a Selic em 0,50 ponto percentual nas duas próximas reuniões, em dezembro e em janeiro, e disse que é “difícil” dizer onde o ciclo de redução da taxa básica vai parar. Atualmente, a Selic está em 12,25% ao ano.
O presidente do BC afirmou ainda que a instituição pode continuar baixando a Selic e que a inflação no Brasil está bem-comportada. A fala de Campos Neto foi considerada dovish (branda com a inflação) por participantes do mercado, o que impactou positivamente o segmento de juros, fazendo as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) caírem.
No exterior, o viés para o dólar era positivo ante a maior parte das demais divisas, em movimento que ficou mais claro após a divulgação de novos dados econômicos.
O índice de confiança do consumidor dos EUA, medido pela universidade de Michigan, atingiu 61,3 em novembro, ante projeção de 60,6 em pesquisa da Reuters com economistas. As expectativas de inflação dos consumidores dos EUA também aumentaram pelo segundo mês consecutivo em novembro.
Já os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caíram 24.000 na semana encerrada em 18 de novembro, para 209.000 em dado com ajuste sazonal, informou o Departamento do Trabalho. Economistas consultados pela Reuters previam 226.000 pedidos para a última semana. Os números deram força à leitura de que os juros nos EUA podem ficar elevados por mais tempo, o que favorece o dólar ante outras divisas.
No Brasil, às 14h52, o dólar à vista marcou a cotação máxima de 4,9217 reais (+0,48%). Operador ouvido pela Reuters afirmou que alguns movimentos técnicos contribuíram para o pico da moeda norte-americana, que acabou perdendo força posteriormente. Segundo ele, muitos participantes do mercado preferiram manter as posições atuais antes do feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA, na quinta-feira, que tende a reduzir a liquidez no Brasil.
Às 17:22 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- subia 0,37%, a 103,910. Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de janeiro.
O Ibovespa fechou com um acréscimo discreto nesta quarta-feira e distante da máxima do dia, quando se aproximou de 127 mil pontos, sendo pressionado pelo declínio das ações da Vale (BVMF:VALE3) e da Cemig (BVMF:CMIG4), que desabou com preocupações sobre uma eventual federalização da empresa.
Mesmo titubeando, no final prevaleceu na bolsa paulista o viés positivo que tem marcado as últimas semanas, apoiado principalmente na perspectiva de que o Federal Reserve não subirá mais a taxa de juros nos Estados Unidos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,14 %, a 125.799,49 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 126.875,11 pontos (+0,99%), maior nível intradia desde 16 de julho de 2021. Na mínima, marcou 125.439,03 pontos, em queda de 0,15%. O volume financeiro somava 24 bilhões de reais antes dos ajustes finais.
DESTAQUES
- CEMIG PN (BVMF:CMIG4) desabou 9,71%, a 11,35 reais, com receios acerca da possibilidade de a empresa de energia elétrica de Minas Gerais passar a ser controlada pela União. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse nesta quarta-feira que discutiu com o governador Romeu Zema uma proposta que inclui a federalização de ativos como Copasa (BVMF:CSMG3), Cemig e Codemig como forma de pagamento da dívida de cerca de 160 bilhões de reais de MG. Em entrevista separada, Zema disse que ainda não há nada definido sobre a federalização da Cemig. COPASA ON caiu 2,83%.
- VALE ON (BVMF:VALE3) caiu 1,10%, a 74,85 reais, após cinco altas seguidas, em dia de ajustes mesmo com o avanço dos futuros do minério de ferro na Ásia. Em novembro, o papel acumula elevação de quase 12%. De acordo com relatório enviado no final da terça-feira, analistas do Itaú BBA reiteraram recomendação "outperform" para as ações da mineradora, enquanto elevou o preço-alvo do ADR de 17 para 19 reais. Para as ações negociadas na B3, o preço-alvo é de 93 reais.
- PETROBRAS PN (BVMF:PETR4) recuou 0,17%, a 35,16 reais, em dia de queda do petróleo no exterior, embora o barril de Brent tenha encerrado distante da mínima do dia, em baixa de 0,59%. Investidores aguardam o plano estratégico 2024-2028 da Petrobras, que, segundo o CEO da estatal, será divulgado na sexta-feira. O anúncio será feito após a estatal ter discutido pontos do novo plano com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- IRB (BVMF:IRBR3)(RE) ON avançou 6,19%, a 46,81 reais, engatando a terceira alta seguida, tocando máximas desde o final de agosto.
- MARFRIG ON (BVMF:MRFG3) subiu 5,58%, a 8,90 reais, renovando máxima intradia em cerca de um ano a 9,1 reais. Na véspera, a empresa anunciou plano de recompra de até 31 milhões de ações, equivalentes a 9,30% dos papéis em circulação no mercado. Além disso, analistas do Bank of America (NYSE:BAC) elevaram a recomendação das ações para "compra" e o preço-alvo para 13 reais, citando que a relação risco versus retorno se tornou mais favorável. Ainda no setor, JBS ON (BVMF:JBSS3) avançou 4,04%.
- LOJAS RENNER ON (BVMF:LREN3) valorizou-se 4,03%, a 14,98 reais, ampliando a alta em novembro, que alcança cerca de 22%. No ano, porém, ainda perde mais de 24%. Em relatório nessa semana, analistas do BTG Pactual (BVMF:BPAC11) observaram que a perspectiva para 2024 é positiva, com melhoras graduais, mas ressaltaram a concorrência acirrada com plataformas estrangeiras e os obstáculos para acelerar a originação de crédito. Eles reiteraram recomendação "neutra" para as ações.
- ITAÚ UNIBANCO PN (BVMF:ITUB4) ganhou 0,62%, a 30,89 reais, e BRADESCO PN (BVMF:BBDC4) subiu 2,08%, a 15,73 reais, reforçando o Ibovespa, assim como B3 ON (BVMF:B3SA3), que se valorizou 1,4%.
- ANIMA ON (BVMF:ANIM3), que não está no Ibovespa, avançou 4,17%, a 3,75 reais, entre os melhores desempenhos do índice Small Caps, em meio à notícia de avanço na potencial venda da universidade São Judas. De acordo com reportagem do Valor Econômico, a Yduqs, a Cruzeiro do Sul (BVMF:CSED3) e a gestora Farallon, estariam entre os interessados no ativo. YDUQS ON (BVMF:YDUQ3) cedeu 1,42% e CRUZEIRO DO SUL ON encerrou com acréscimo de 0,73%.
Bolsas dos EUA:
O mercado financeiro encerrou o dia em Nova York em alta, impulsionado pela divulgação da ata de política monetária do Federal Reserve (Fed) e indicadores econômicos divergentes nos Estados Unidos. Esses eventos moldaram o sentimento dos investidores, gerando expectativas em relação à trajetória futura da autoridade monetária e à saúde da economia americana.
Dow Jones: avançou 0,53%, a 35.273,03 pontos;
S&P 500: ganhou 0,41%, a 4.556,62 pontos;
Nasdaq: subiu 0,46%, a 14.265,86 pontos.
Bolsas da Europa:
A Bolsa de Londres encerrou em baixa nesta última sessão, contrariando a tendência de ascensão observada nos principais índices europeus. O movimento descendente foi desencadeado pelo anúncio do ministro das Finanças do Reino Unido, Jeremy Hunt, durante a apresentação da Declaração de outono do país. Hunt detalhou uma série de cortes de impostos, o que reverberou no desempenho do índice FTSE 100. Além disso, a queda nos preços do petróleo, beirando os 4% no fechamento europeu, exerceu pressão adicional sobre as empresas do setor petrolífero.
Durante o pronunciamento, Hunt revelou previsões de redução do déficit fiscal nacional e um crescimento moderado do Produto Interno Bruto (PIB). Essas previsões vieram acompanhadas por uma sequência de cortes tributários destinados a empresas, aumento de subsídios para as famílias e até mesmo a suspensão temporária de impostos sobre bebidas alcoólicas. Nick Rees, analista de mercado da Monex Europe, destacou que as medidas anunciadas podem gerar um "ligeiro impulso à inflação", possivelmente resultando em cortes graduais nas taxas pelo Banco da Inglaterra (BoE).
FTSE 100 (Londres): caiu 0,17%, alcançando 7.469,51 pontos;
DAX (Frankfurt): subiu 0,36%, alcançando os 15.957,82 pontos;
CAC 40 (Paris): registrou alta de 0,43%, fechando aos 7.260,73 pontos;
FTSE MIB (Milão): teve um leve avanço de 0,01%, atingindo os 29.154,91 pontos;
PSI 20 (Lisboa): caiu 0,06%, situando-se em 6.280,45 pontos;
Ibex 35 (Madri): apresentou um aumento de 0,66%, fechando em 9.892,50 pontos.
Bolsas da Ásia:
As bolsas da Ásia fecharam sem direção única, nesta quarta-feira, após ata do Federal Reserve (Fed) ter reforçado preocupações sobre inflação nos Estados Unidos, em uma semana mais curta em Wall Street por conta do feriado americano de Ações de Graças.
Na China, o índice Xangai composto encerrou a sessão em baixa de 0,79%, a 3.043,61 pontos, na mínima do dia, enquanto a referência dos negócios em Shenzhen, menos abrangente, recuou 1,41%, a 9.855,66 pontos. Em Hong Kong, o Hang Sang ficou estável em 17.734,60 pontos. Já o Taiex, de Taiwan, cedeu 0,61%, a 17.310,26 pontos.
O índice Nikkei, de Tóquio, avançou 0,29%, a 33.451,83 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi, de Seul, ganhou 0,05%, a 2.511,70 pontos.
Na Oceania, o índice S&P/ASX 200, de Sydney, perdeu 0,07%, a 7.073,40 pontos, com pressão no setor de consumo.
Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires.


