Páginas

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 17/11/2023

Bitcoin: R$ 179.485,56 Reais e US$ 36.414,10 Dólares.

Dólar comercialR$ 4,8624
Dólar turismoR$ 5,0520
Dólar ptaxR$ 4,8575
Euro comercialR$ 0,15
Euro turismoR$ 5.5465


Importadores e outros participantes do mercado de câmbio aproveitaram as cotações mais baixas, após os recuos recentes, para comprar dólares nesta sexta-feira, o que fez a moeda norte-americana à vista fechar em alta firme ante o real, a despeito do recuo visto no exterior.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9056 reais na venda, em alta de 0,72%. Na semana, no entanto, a moeda dos EUA acumulou baixa de 0,18%. No mês de novembro, o dólar acumula queda de 2,68%. Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:15 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,80%, a 4,9110 reais.

No início do dia, o dólar ensaiou nova baixa ante o real, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana no exterior, em meio à percepção de que, com os números mais recentes de inflação e atividade, o Federal Reserve tende a não elevar mais os juros no curto prazo. Assim, o dólar atingiu a menor cotação do pregão de 4,8516 reais (-0,39%) às 9h01, logo após a abertura dos negócios no Brasil.

Três profissionais ouvidos pela Reuters ao longo do dia afirmaram que, com o dólar à vista perto dos 4,85 reais, importadores foram às compras, assim como players interessados na aquisição de moeda antes do fim do ano. Tradicionalmente, o mês de dezembro é marcado por remessas de divisas ao exterior por parte de fundos e multinacionais, o que eleva a demanda por dólar.

“O Brasil ainda é um país em que a importação influencia muito. Quem é operador de dólar pronto (à vista) sente: qualquer queda de 2 centavos no dólar, eles vêm agressivamente comprar”, pontuou Evandro Caciano head de câmbio da Trace Finance. “De manhã houve compras fortes, o que forçou o preço.”

O diretor da assessoria de câmbio FB Capital, Fernando Bergallo, também chamou atenção para as compras sazonais de fim de ano, com “bancos estrangeiros e filiais de multinacionais remetendo lucros e dividendos para suas sedes no exterior”. Por isso, segundo ele, é natural que quando a divisa atinge cotações mais baixas apareçam compradores, impulsionando os preços do dólar.

No pico da sessão, às 16h40, o dólar à vista foi cotado a 4,9071 reais (+0,75%). O avanço do dólar ante o real ocorreu apesar de, no exterior, o viés principal para a moeda norte-americana ser de baixa, em mais um dia de queda dos rendimentos dos Treasuries.

Às 17:15 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,45%, a 103,900. Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de janeiro. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de 1,481 bilhão de dólares em novembro até o dia 10. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de 1,194 bilhão de dólares no período e, pelo comercial, saídas de 287 milhões de dólares.

O Ibovespa fechou com um acréscimo modesto nesta sexta-feira, distante da máxima, quando superou os 125 mil pontos pela primeira vez desde meados de 2021, mas cravou o terceiro pregão no azul, em movimento assegurado principalmente pelo avanço da Petrobras, acompanhando os preços do petróleo no exterior.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,11%, a 124.773,21 pontos, maior patamar de fechamento desde 29 de julho de 2021. Na máxima do dia, chegou a 125.431,07 pontos. Na mínima, a 124.546,59 pontos.

O volume financeiro somou 27,8 bilhões de reais, em sessão também marcada pelo vencimento dos contratos de opções sobre ações na bolsa paulista. Com tal performance, o Ibovespa acumulou um ganho de 3,5% na semana, a quarta seguida no azul, ampliando a valorização em novembro para 10,3%. Em 2023, sobe 13,7%.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN (BVMF:PETR4) avançou 3,26%, a 36,71 reais, em dia de forte alta no setor, na esteira do aumento dos preços do petróleo no exterior, com o barril de Brent subindo 4,12%. Fontes afirmaram à Reuters que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desaprovou alguns pontos de uma apresentação do CEO da Petrobras, sobre uma prévia do novo plano de investimentos da companhia, pedindo maior foco no que pode impactar a economia brasileira.

- VALE ON (BVMF:VALE3) encerrou com variação positiva de 0,19%, a 74,24 reais, mesmo com a queda dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian perdeu 0,4%. A Vale Base Metals afirmou que sua unidade Vale Canada e o grupo japonês Sumitomo Metal Mining assinaram acordo inicial para venderem participação de 14% em um projeto de mineração de níquel na Indonésia para a mineradora estatal do país.

- ITAÚ UNIBANCO PN (BVMF:ITUB4) subiu 0,46%, a 30,45 reais, enquanto BRADESCO PN (BVMF:BBDC4) caiu 0,90%, a 15,43 reais, em dia misto no setor, com BANCO DO BRASIL ON (BVMF:BBAS3) valorizando-se 0,76% e SANTANDER BRASIL UNIT (BVMF:SANB11) cedendo 3,13%.

- AZUL PN (BVMF:AZUL4) avançou 3,00%, a 17,51 reais, renovando máxima desde agosto, endossada neste pregão por relatório de analistas do Goldman Sachs (NYSE:GS) reiterando recomendação de compra para as ações e elevando o preço-alvo de 26,10 para 26,60 reais. GOL (BVMF:GOLL4) PN, que teve classificação neutra mantida e preço-alvo elevado de 6,70 para 7,60 reais, cedeu 0,11%.

- CARREFOUR BRASIL ON (BVMF:CRFB3) recuou 3,87%, a 10,67 reais, em meio a movimentos de realização de lucros, uma vez que, até a véspera, acumulava alta de quase 24% em novembro.

- CVC ON (BVMF:CVCB3) caiu 4,31%, a 3,11 reais, também refletindo ajustes, após avançar quase 11% nos dois pregões anteriores.

Bolsas dos EUA:
As bolsas de Nova York encerraram a sessão com variação positiva leve, impulsionadas por balanços corporativos e comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

Esta leve alta, contudo, contribuiu para uma semana de ganhos sólidos, após a divulgação de dados de inflação nos EUA, que levaram o mercado a consolidar suas expectativas em relação ao fim do ciclo de aumentos de juros nos Estados Unidos.

    Dow Jones fechou com um acréscimo de 0,01%, atingindo 34.947,28 pontos;
    S&P 500 registrou um ganho de 0,13%, alcançando 4.514,02 pontos;
    Nasdaq teve uma valorização de 0,08%, chegando a 14.125,48 pontos.

Bolsas da Europa:
As bolsas europeias encerraram o pregão em alta, impulsionadas por indicadores econômicos desfavoráveis que reforçam a possibilidade de os bancos centrais locais manterem suas políticas de juros inalteradas. Mesmo com declarações de banqueiros centrais apontando para a manutenção de políticas monetárias restritivas, as expectativas de medidas mais brandas predominaram.

    FTSE 100 (Londres): encerrou com um aumento de 1,26%, totalizando 7.504,25 pontos;
    DAX (Frankfurt): cresceu 0,84%, alcançando os 15.919,16 pontos;
    CAC 40 (Paris): avançou 0,91%, atingindo os 7.233,91 pontos;
    FTSE MIB (Milão): ganhou 0,82%, registrando 29.498,43 pontos;
    Ibex 35 (Madri): apresentou um ganho de 0,97%, chegando aos 9.761,40 pontos;
    PSI 20 (Lisboa): subiu 0,53%, atingindo os 6.280,56 pontos.

Bolsas da Ásia:
Os mercados acionários da Ásia não tiveram sinal único nesta sexta-feira (17), mas nas principais praças, Tóquio e Xangai, subiram. No caso da bolsa chinesa, o ganho foi modesto, puxado por ações de montadoras, enquanto Tóquio exibiu mais fôlego. Hong Kong, por outro lado, teve queda de mais de 2%.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,11%, em 3.054,37 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 0,44%, a 2.012,79 pontos. Ações de montadoras foram beneficiadas pela notícia de que autoridades do país permitiriam testes em rodovias para alguns veículos inteligentes em áreas designadas de cidades. Great Wall Motor subiu 0,6% e SAIC Motor, 1,1%.

Ações de farmacêuticas e varejistas em geral também se saíram bem, com Jiangsu Hengrui em alta de 0,7% e Chongqing Zhifei Biological Products, de 3,4%. Já o setor de telecomunicações recuou, com China Mobile em baixa de 1,3% e China Unicom, de 1,4%.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei registrou ganho de 0,48%, em 33.585,20 pontos. O mercado japonês chegou a cair em parte do dia, mas ganhou impulso, com o recuo nos retornos dos bônus locais (JGB, na sigla em inglês) impulsionando a busca por ações. Entre destaques, Panasonic Holdings subiu 5,5% e Japan Post Bank, 4,2%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrou baixa de 2,12%, a 17.454,19 pontos. O mercado local foi influenciado pela baixa de 10% da Alibaba, após na quinta-feira a empresa anunciar que desistia de planos para dividir e listar sua unidade de computação em nuvem. Muitos analistas ainda afirmavam que a empresa tinha níveis sólidos de lucro e valuation, mas havia preocupações sobre o que a decisão significa para outras companhias afetadas pelo aperto nos controles para exportações de chips dos Estados Unidos.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 0,74% em Seul, a 2.469,85 pontos, com alguma realização de lucros após ganhos recentes. Ações de tecnologia e semicondutores estiveram entre as baixas, com Samsung Electronics em queda de 0,4%. Em Taiwan, o índice Taiex subiu 0,22%, em 17.208,95 pontos.

Na Oceania, na Bolsa de Sydney o índice S&P/ASX 200 fechou em baixa de 0,13%, em 7.049,40 pontos. A praça australiana oscilou no negativo durante o dia, diante da pressão sobre grandes bancos e varejistas.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires.