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quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 16/11/23

Bitcoin: R$ 177.572,13 Reais e US$ 36.193,20 Dólares.

Dólar comercialR$ 4,8624
Dólar turismoR$ 5,0520
Dólar ptaxR$ 4,8575
Euro comercialR$ 0,15
Euro turismoR$ 5.5465

Numa sessão marcada por certa volatilidade e liquidez menor, o dólar à vista fechou esta quinta-feira em leve alta no Brasil, acompanhando a variação da moeda norte-americana no exterior e após reagir, mais cedo, à indicação de que o governo Lula manterá a meta de resultado primário zero para 2024.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8706 reais na venda, em alta de 0,15%. Em novembro, a moeda acumula baixa de 3,37%.

Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:17 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,06%, a 4,8760 reais.

Na volta do feriado no Brasil, o dólar chegou a ensaiar novas perdas ante o real, após dados mais recentes sobre a economia norte-americana reforçarem a avaliação de que o Federal Reserve tende a manter sua taxa de juros na faixa de 5,25% a 5,50% no curto prazo, podendo ter espaço para iniciar o processo de cortes em 2024 mais cedo do que se imaginava.

Na terça-feira, o dólar já havia registrado queda firme ante o real após o Departamento do Trabalho divulgar números favoráveis sobre a inflação dos EUA. Na quarta-feira, com os mercados fechados no Brasil, o Departamento do Comércio dos EUA informou que as vendas no varejo caíram 0,1% em outubro, ante alta de 0,9% em setembro.

Já o Departamento do Trabalho informou, também na quarta-feira, que o índice de preços ao produtor para a demanda final (PPI, na sigla em inglês) caiu 0,5% em outubro, na maior queda desde abril de 2020.

Nesta quinta-feira foi a vez de o Departamento do Trabalho revelar que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 13.000 na semana encerrada em 11 de novembro, para 231.000 em dado com ajuste sazonal. Economistas consultados pela Reuters previam 220.000 pedidos para a última semana.

Em meio à expectativa de uma política monetária menos apertada nos EUA, o dólar à vista marcou a cotação mínima de 4,8369 reais (-0,54%) às 10h53.

O recuo da moeda norte-americana era favorecido pelas notícias de que o governo manterá a meta de resultado primário zero para 2024, pelo menos por enquanto.

No fim da manhã, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, reforçou o compromisso com a meta, ao dizer que a equipe econômica mantém o objetivo trazer o déficit primário para patamar próximo de zero no próximo ano.

Também no fim da manhã, o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deputado Danilo Forte (União-CE), disse que seu relatório trará meta de déficit primário zero em 2024 e que o governo mantém este objetivo para o ano que vem.

Apesar destes fatores baixistas, o dólar à vista retomou a força no início da tarde, com importadores aproveitando as cotações mais baixas para comprar moeda. Em comentário enviado a clientes, o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, pontuou que o dólar já atingiu o “objetivo primário” de 4,85 reais.

“Podemos comprar (moeda) nesta taxa, que é um importante suporte desde 03 de agosto. A eventual perda deste suporte sugere queda para a região entre 4,75–4,80 reais”, disse.

A analista da Empiricus Research Laís Costa também destacou, em comentário a clientes, o suporte técnico recebido pelo dólar.

“O mercado tem vigiado o ponto de 4,84 reais como suporte importante para a construção de novas mínimas (apreciação do real frente ao dólar)”, disse. “Apesar da queda das estimativas de Selic terminal e das taxas de juros por toda a curva, a queda das taxas nos EUA tem aberto espaço para que o real continue se apreciando.”

Durante a tarde, com alguns agentes aproveitando as cotações para comprar dólares e com a divisa também ganhando um pouco de força no exterior, o dólar renovou máximas ante o real. No pico da sessão, às 13h44, a divisa à vista foi cotada a 4,8875 reais (+0,50%).

“De manhã, o dólar caiu bem, mas importadores apareceram comprando”, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “A cotação deu uma acelerada acompanhando também a melhora do dólar lá fora. A moeda deu uma esticada, mas acabou voltando para a linha d’água (estabilidade)”, acrescentou.

O retorno para patamares mais próximos da estabilidade também ocorreu em sintonia com o movimento da moeda norte-americana no exterior.

Às 17:17 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- subia 0,05%, a 104,370.

Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de janeiro.

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, registrando máximas desde o final de julho de 2021, com as ações de consumo entre as maiores altas, enquanto petrolíferas figuraram na ponta negativa na esteira do tombo do petróleo no exterior.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,2%, a 124.639,24 pontos., maior patamar de fechamento desde 29 de julho de 2021. Na máxima do dia, chegou a 124.736,97 pontos. Na mínima, a 123.165,3 pontos.

O volume financeiro somou 53,1 bilhões de reais, mais uma vez acima da média diária do ano, em pregão marcado também pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa. Na sexta-feira, ocorre o vencimento das opções sobre ações na B3 (BVMF:B3SA3).

Na volta do feriado, a bolsa paulista continuou embalada pela perspectiva de que o ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos acabou, enquanto, no Brasil, as previsões apontam para uma Selic de um dígito no próximo ano.

DESTAQUES

- MAGAZINE LUIZA ON (BVMF:MGLU3) disparou 24,43%, a 2,19 reais, enquanto CASAS BAHIA ON saltou 11,54%, a 0,58 real, em meio ao alívio nos DIs e cenário macro mais favorável ao setor, com o índice de consumo da B3 fechando com elevação de 2,87%.

- AMERICANAS ON (BVMF:AMER3), que não faz parte do Ibovespa, avançou 6,25%, a 0,85 real, mesmo após a varejista, que registrou no começo do ano um dos maiores pedidos de recuperação judicial da história do Brasil, divulgar prejuízos bilionários em 2021 e 2022. Prevaleceu a expectativa de avanço no plano de reestruturação, com a própria companhia esperando um desfecho neste ano.

- BRF ON (BVMF:BRFS3) valorizou-se 8,03%, a 13,86 reais, tocando máximas em cerca de um ano, cravando cinco altas seguidas, em meio a análises de que a empresa deve continuar se beneficiando da queda de custos com grãos, bem como um comportamento mais racional em termos de oferta de aves no Brasil. Em 2023, o papel sobe 67%.

- ITAÚ UNIBANCO PN (BVMF:ITUB4) ganhou 1,61%, a 30,31 reais, e BRADESCO PN (BVMF:BBDC4) fechou com elevação de 3,46%, a 15,57 reais, tendo como pano de fundo declarações de secretário da Fazenda de que o governo considera modelo alternativo para o projeto sobre JCP. BANCO DO BRASIL ON (BVMF:BBAS3) terminou com variação negativa de 0,02% e SANTANDER BRASIL UNIT (BVMF:SANB11) subiu 3,14%. Analistas do Safra também reiteraram recomendação "outperform" para Itaú, que continua sendo sua ação preferida no setor, enquanto elevaram Bradesco para "outperform" e cortaram BB para "neutra". Santander Brasil permaneceu com recomendação "neutra", conforme relatório a clientes.

- VALE ON (BVMF:VALE3) encerrou em alta de 0,67%, a 74,10 reais, apesar da queda dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange caiu 1,5%. Também no radar, o governo federal e outras autoridades estaduais e federais apresentaram à Samarco e suas proprietárias, a Vale e a BHP, uma nova proposta de acordo compensatório sobre o desastre de Mariana (MG), que prevê que o Estado assuma parte significativa da ações de reparação mediante pagamentos pelas empresas. No setor de mineração e siderurgia, USIMINAS PNA (BVMF:USIM5) subiu 7,21%, CSN ON (BVMF:CSNA3) ganhou 6,91% e GERDAU PN (BVMF:GGBR4) subiu 0,33%.

- PETROBRAS PN (BVMF:PETR4) caiu 1,74%, a 35,55 reais, em dia de forte queda do petróleo no exterior, com o barril de Brent encerrando o dia em baixa de 4,6%, a 77,42 dólares. No setor, PRIO ON perdeu 3,53%, 3R PETROLEUM ON (BVMF:RRRP3) recuou 2,58% e PETRORECONCAVO ON cedeu 1,14%.

- CIELO ON (BVMF:CIEL3) fechou em baixa de 2,28%, a 3,85 reais, em meio a ajustes, com a alta em novembro até a última terça-feira somando 14%.

Bolsas dos EUA: Índices fecham sem direção definida por incertezas do Fed e dados econômicos
Os mercados acionários de Nova York encerraram a sessão desta quinta-feira (16) sem uma direção clara, flutuando após períodos de declínio, impulsionados por uma série de discursos dos dirigentes do Federal Reserve (Fed). As declarações reforçaram a incerteza em torno da política de juros dos Estados Unidos. Além disso, dados econômicos abaixo do esperado adicionaram pressão aos índices.

    Dow Jones: fechou em queda de 0,13%, atingindo 34.946 pontos;
    S&P 500: teve um avanço de 0,12%, alcançando 4.508,26 pontos;
    Nasdaq: encerrou com uma alta de 0,07%, marcando 14.113,67 pontos.

Bolsas da Europa: Mercados fecham em queda com incertezas sobre políticas monetárias
As bolsas europeias encerraram nesta quinta-feira (16) em baixa, quebrando uma sequência de três dias positivos. A tendência negativa foi impulsionada por crescentes questionamentos sobre a possibilidade de os bancos centrais adotarem uma política monetária mais branda no próximo ano. Além disso, sinais contraditórios no cenário corporativo e a queda acentuada nos preços do petróleo também contribuíram para a pressão nos mercados.

    FTSE 100 (Londres): encerrou o dia com uma queda de 1,01%, atingindo 7.410,97 pontos;
    CAC 40 (Paris): registrou uma baixa de 0,57%, aos 7.168,40 pontos;
    DAX (Frankfurt): fechou com um ganho de 0,24%, atingindo 15.786,61 pontos;
    FTSE MIB (Milão): teve uma queda de 0,71%, alcançando 29.258,10 pontos;
    PSI 20 (Lisboa): recuou 0,81%, atingindo 6.247,63 pontos;
    Ibex 35 (Madri): registrou um aumento de 0,34%, chegando a 9.673,20 pontos.

Bolsas da Ásia: Xangai e Tóquio lideram perdas após encontro entre presidentes de EUA e China
Os mercados acionários da Ásia não registraram movimento único, mas o viés negativo prevaleceu nesta quinta-feira (16). Um sinal da economia da China permaneceu no radar dos investidores que monitoraram, também, a reunião entre o presidente do país, Xi Jinping, e o dos Estados Unidos, Joe Biden, em São Francisco (EUA). Os líderes expuseram diferenças, mas também falaram sobre cooperação bilateral.

A Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,71%, em 3.050,93 pontos, encerrando na mínima do dia, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 1,00%, a 2.003,88 pontos.

O preço médio das moradias novas na China recuou em ritmo mais rápido em outubro, segundo cálculos do Wall Street Journal, mesmo em meio a estímulos oficiais para apoiar o consumo e atrair mais investimento estrangeiro. Semiconductor Manufacturing International caiu 1,7% e Naura Technology, 2,3%.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei registrou queda de 0,28%, em 33.424,41 pontos. Ações ligadas ao consumo estiveram sob pressão e o sentimento positivo visto nas primeiras horas do dia não se confirmou. M3 fechou em baixa de 5,15% e, entre produtores de alimentos, Kikkoman e Nissin recuaram 3,6% e 3,1%, respectivamente.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi fechou em alta de 0,06% em Seul, em 2.488,18 pontos. O quadro foi misto na praça sul-coreana, mas com demanda ainda forte de investidores estrangeiros. Kia e Hyundai registraram ganhos de 1,3% e 3,7%, respectivamente, mas Woori Financial Group recuou 0,2%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,36%, a 17.832,82 pontos. Em Taiwan, o índice Taiex subiu 0,25%, a 17.171,18 pontos.

Na Oceania, na Bolsa de Sydney o índice S&P/ASX 200 fechou em queda de 0,67%, em 7.058,40 pontos. Com isso, a praça australiana reverteu parte dos ganhos vistos nas duas sessões anteriores. O setor financeiro hoje teve baixa de 0,8%, com queda de 3,3% do ANZ. Mineradoras de ouro, lítio e minério de ferro também estiveram sob pressão.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires.
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