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segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 13/11/23

Bitcoin: R$ 181.953,29 Reais e US$ 36.856,10 Dólares.

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O dólar à vista fechou a segunda-feira em leve baixa ante o real, perto da estabilidade, em um dia em que as cotações oscilaram em margens estreitas, com os investidores à espera de novos dados econômicos dos Estados Unidos ao longo da semana e antes do feriado de quarta-feira no Brasil.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9080 reais na venda, em baixa de 0,13%. Foi o segundo recuo consecutivo, após duas sessões de ganhos. No mês, a divisa acumula queda de 2,63%. Na B3 (BVMF:B3SA3), às 17:13 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,12%, a 4,9180 reais.

Pela manhã, o dólar ensaiou uma recuperação ante o real, em um dia de agenda esvaziada e com o dólar index -- que compara a moeda dos EUA em relação a uma cesta de pares fortes -- um pouco mais forte no exterior. Às 10h43, a divisa à vista marcou a cotação máxima da sessão, de 4,9430 reais (+0,59%).

Mas como o dia era de poucos catalisadores tanto no Brasil quanto no exterior, o dólar se reaproximou da estabilidade ante o real no início da tarde. No melhor momento do dia, às 15h43, o dólar à vista marcou a mínima de 4,9059 reais (-0,16%). Operador ouvido pela Reuters pontuou que, sem notícias de peso, a liquidez era baixa e os investidores mantinham suas posições, à espera de dados importantes no restante da semana.

A agenda prevê a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA na terça-feira e do índice de preços ao produtor (PPI) norte-americano na quarta-feira, além da produção industrial e das vendas no varejo da China, também na quarta. A produção industrial dos EUA sai na quinta-feira.

A agenda carregada de indicadores no exterior pegará o mercado brasileiro fechado na quarta-feira, no feriado da Proclamação da República, o que eleva a cautela dos investidores. Tradicionalmente, no mercado de câmbio brasileiro é comum que muitos agentes prefiram enfrentar feriados como este comprados em dólar (posicionados na alta das cotações). Ao mesmo tempo, alguns analistas ouvidos pela Reuters recentemente têm pontuado que há espaço para o dólar buscar níveis mais baixos ante o real, caso os dados da economia norte-americana sejam favoráveis.

“A tendência de alta de médio prazo do dólar pode voltar a ser de baixa e o alvo inicial é a região entre 4,80–4,85 reais. Retorno para perto de 4,85 reais indica compra”, avaliou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em análise enviada nesta segunda-feira a clientes.

No exterior, durante a tarde o dólar index sustentava leves perdas. A moeda dos EUA também caía ante boa parte das demais divisas de emergentes e exportadores de commodities.

Às 17:13 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,10%, a 105,640. Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de janeiro.

O Ibovespa fechou com um declínio discreto nesta segunda-feira, em pregão marcado por ajustes, bem como expectativas para uma nova bateria de resultados corporativos após o fechamento e dados de inflação nos Estados Unidos na terça-feira.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,13%, a 120.410,17 pontos. Na máxima do dia, chegou a 120.606,3 pontos. Na mínima, a 119.878,23 pontos.

A hesitação vem após o Ibovespa acumular três altas semanais seguidas, totalizando um ganho de 6,55%. Na última sexta-feira, o índice fechou na máxima em três meses.

O volume financeiro nesta segunda-feira somou 18,9 bilhões de reais.

DESTAQUES

- B3 ON (BVMF:B3SA3) caiu 4,09%, a 12,43 reais, após valorização de mais de 6% na semana passada. Analistas do BTG Pactual cortaram a recomendação das ações para "neutra", bem como reduziram previsão para lucro em 2024 e 2025, enquanto o preço-alvo dos papéis permaneceu em 24 reais. Após o fechamento, a B3 reportou dados operacionais de outubro que mostraram queda de quase 34% no volume financeiro médio negociado no mercado à vista de ações.

- PETROBRAS PN (BVMF:PETR4) avançou 2,79%, a 35,69 reais, tendo como pano de fundo a alta dos preços do petróleo no exterior, como Brent subindo mais de 1%. A companhia também obteve uma decisão favorável no julgamento pela Primeira Turma do STF de uma causa trabalhista que discute metodologia de apuração do complemento de Remuneração Mínima Por Nível e Regime (RMNR).

- BRADESCO PN (BVMF:BBDC4) recuou 1,99%, a 14,74 reais, ampliando a correção negativa desde a divulgação do balanço na quinta-feira após o fechamento. Na sexta-feira, a ação chegou a recuar 3,7%, mas fechou com declínio de 1,4%. ITAÚ UNIBANCO PN (BVMF:ITUB4) cedeu 0,68%, a 29,39 reais.

- MAGAZINE LUIZA ON (BVMF:MGLU3) cedeu 3,89%, a 1,73 real, antes do balanço trimestral, que será divulgado após o fechamento do mercado. Projeções compiladas pela LSEG apontam prejuízo de 154,11 milhões de reais no período de julho a setembro, com a receita somando 8,787 bilhões de reais. No setor, CASAS BAHIA ON fechou em baixa de 3,85%.

- LOJAS RENNER ON (BVMF:LREN3) subiu 3,01%, a 13,35 reais, corrigindo parte do tombo da última sexta-feira, quando encerrou o pregão em baixa de mais de 4%, após ter recuado mais de 6% no pior momento da sessão, em meio à repercussão do balanço trimestral.

- LOCALIZA ON (BVMF:RENT3) cedeu 2,43%, a 55,30 reais, antes da divulgação do balanço, após o fechamento do mercado. A queda ocorre após o papel acumular duas semanas seguidas de valorização

- MINERVA ON (BVMF:BEEF3) avançou 0,58%, a 6,88 reais, antes da divulgação do balanço, após o fechamento. A Minerva também afirmou nesta segunda-feira que a aprovação da exportação de carne bovina paraguaia para os EUA "pode abrir oportunidades em outros mercados que seguem padrões sanitários semelhantes". No setor, JBS ON (BVMF:JBSS3) caiu 1,45%, MARFRIG ON (BVMF:MRFG3) perdeu 0,53% e BRF ON (BVMF:BRFS3) subiu 1,32%. JBS divulgou após o fechamento lucro líquido de 572,7 milhões de reais. Marfrig e BRF também apresentam seus balanços nesta segunda-feira.

- VALE ON (BVMF:VALE3) caiu 0,21%, a 71,40 reais, apesar da alta dos futuros do minério de ferro nesta segunda-feira. A Agência Nacional de Mineração (ANM) interditou as atividades de disposição de estéril em três pilhas da mina Fábrica Nova, da Vale, na cidade de Mariana (MG). A ANM afirmou que a interdição ocorreu por "não comprovação da estabilidade das estruturas".

- M.DIAS BRANCO ON, que não está no Ibovespa, recuou 8,47%, a 32,10 reais, mesmo após o resultado do terceiro trimestre mostrar avanço no lucro, com a companhia líder nos mercados de biscoitos e massas do Brasil também anunciando aumento no percentual alvo de dividendos para 80% do lucro. A ação da subiu 4,8% na semana passada, tendo fechado na sexta-feira com alta de quase 3%.

- AMERICANAS ON (BVMF:AMER3), que também não está no Ibovespa, caiu 2,44%, a 0,80 real, após adiar novamente a divulgação de seus balanços de 2021 e 2022, agendada para esta segunda-feira. A previsão agora é dia 16 de novembro.

- STONECO, que é negociada em Nova York, disparou 13,01%, a 12,12 dólares, após a empresa de software e meio de pagamentos na última sexta-feira reportar lucro líquido ajustado de 435 milhões de reais no terceiro trimestre, disparada de 302% frente ao mesmo período do ano passado. A receita cresceu 25,2%

As bolsas de Nova York encerraram o dia de forma mista, refletindo apreensões em relação ao cenário fiscal dos Estados Unidos.

    Dow Jones: registrou um aumento de 0,16%, atingindo 34.337,87 pontos;
    S&P 500: teve uma queda de 0,08%, ficando em 4.411,55 pontos;
    Nasdaq: também apresentou recuo de 0,22%, encerrando o dia a 13.767,74 pontos.

As bolsas europeias encerraram o dia em alta, destacando-se o índice Euro Stoxx 600, que registrou um aumento de 0,75%, atingindo 446,62 pontos. O cenário econômico esvaziado do dia antecipa uma semana crucial, marcada pela divulgação dos dados de inflação no Reino Unido e pelo aguardado encontro entre os presidentes americano e chinês, Joe Biden e Xi Jinping.

    FTSE 100 (Londres): fechou com alta de 0,89%, atingindo 7.425,83 pontos;
    DAX (Frankfurt): avançou 0,73% para 15.345,00 pontos;
    CAC 40 (Paris): subiu 0,60% para 7.087,06 pontos;
    FTSE MIB (Milão): teve alta de 1,48%, atingindo 28.925,26 pontos;
    PSI 20 (Lisboa): ganhou 0,79%, alcançando 6.300,67 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira (13), à espera de uma reunião nesta semana entre os presidentes dos EUA, Joe Biden, e da China, Xi Jinping. Liderando os ganhos na Ásia, o índice Hang Seng avançou 1,30% em Hong Kong, a 17.426,21 pontos, interrompendo uma sequência de quatro pregões negativos, graças ao bom desempenho de ações de tecnologia, enquanto o japonês Nikkei teve alta apenas marginal de 0,05% em Tóquio, a 32.585,11 pontos, e o Taiex subiu 0,94% em Taiwan, a 16.839,29 pontos.

Na China continental, os ganhos foram moderados, de 0,25% no caso do Xangai Composto, a 3.046,53 pontos, e de 0,56% no do menos abrangente Shenzhen Composto, a 1.914,41 pontos. Biden e Xi têm encontro marcado para quarta-feira (15), na Califórnia, na primeira reunião em um ano entre os líderes das duas maiores economias do mundo.

Ambos deverão procurar trazer maior estabilidade a uma relação que é definida por divergências em temas como controles de exportação, a situação de Taiwan e as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia. Exceção na Ásia hoje, o sul-coreano Kospi caiu 0,24% em Seul, a 2.403,76 pontos, revertendo ganhos de mais cedo no pregão.

Na Oceania, a bolsa australiana ignorou o viés positivo da região asiática e ficou no vermelho, após o banco central local – conhecido como RBA – alertar que a inflação doméstica deverá desacelerar em ritmo mais gradual do que se imaginava. O S&P/ASX 200 recuou 0,40% em Sydney, a 6.948,80 pontos.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires.